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domingo, 27 de novembro de 2011

7ª RESPOSTA REDE UH NEWS DE CG MS

CARREIRA ALVIM NA BAND-AM 1.360 KHZ (RIO DE JANEIRO)

     TODA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA DE CADA MÊS, ESTOU NA BAND-AM 1.360KHZ, PARA O RIO DE JANEIRO, OU www.sempreaovivo.radio.br (via internet) PARA TODO O BRASIL.
     NO PROXIMO DIA 30 DE DEZEMBRO, DE 20h às 21h, O TEMA SERÁ "O TRIBUNAL DO JÚRI, NO BRASIL: SUAS FACES JUSTA E INJUSTA".
     OUÇAM E DIVULGUEM.

PALESTRA SOBRE O FURACÃO EM VARGINHA ATRAI E.T., INTERESSADO EM SABER COMO É A JUSTIÇA BRASILEIRA.

POSTERIORMENTE À PALESTRA, O E.T. ME CONFIDENCIOU QUE FICOU DECEPCIONADO COM A JUSTIÇA BRASILEIRA, PORQUE, SE ELA FEZ O QUE FEZ COM SEU PRÓPRIO E TERRÁQUEO JUIZ, O QUE NÃO FARIA SE RESOLVESSE ACUSAR UM EXTRA TERRESTRE?

"ONDE FALTA A MEMÓRIA, A IMAGINAÇÃO PREENCHE": FOI O QUE NÃO FALTOU À POLÍCIA FEDERAL NA OPERAÇÃO FURACÃO.

"O meu próprio hobby é escrever, e a minha distração jogar vôlei de praia nos finais de semana, distração que me impôs pesados ônus pelo furacão, pois a Polícia Federal escreveu no seu "relatório" que eu  costumava passear na praia com alguns dos meus comparsas para tratar de assunto de propinas, o que é uma das mais deslavadas mentiras que poderia o delegado supor.
Quando li isso me lembrei da advertência de Ariano Suassuna:
 “Onde falta a memória, a imaginação preenche”.
Se eu pretendesse me encontrar com quem a Polícia Federal e o Ministério Público supõem que eu tenha encontrado, o último lugar que eu escolheria para isso seria uma praia, que sabia ser pública, pois teria recebido essa pessoa no meu apartamento onde nenhum policial federal teria acesso. Só quem não tem um mínimo de massa cinzenta na cabeça não entende isso. "

Trecho do Capítulo"Lembranças do cárcere", que analiso com mais detalhes, no livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br )

"A INFORMÁTICA CONSPIRA CONTRA A JUSTIÇA".

"Na sua argumentação, o ministro Gilson Dipp passa em revista “os fatos que originaram o processo administrativo disciplinar”, fazendo a transcrição pelo sistema de “recorte e colagem” de um grande trecho da denúncia, que só contém aleivosias contra mim, com suporte em provas “montadas” e “suposições”, que até agora não mereceu um exame sério do Supremo Tribunal Federal, onde o processo se encontra praticamente paralisado há quase quatro anos.
                     Depois, passa em revista os “fatos imputados ao desembargador José Eduardo Carreira Alvim”, repetindo as aleivosias contra mim, e em seguida os “elementos apurados no processo administrativo disciplinar”, em que se limita a transcrever trecho do voto do ministro Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal, voto este que se limita por sua vez a fazer uma transferência de enorme trecho da denúncia, dos itens 74 a 118, o que fez com que as mesmas aleivosias afirmadas pelo Ministério Público acabaram contaminando o voto do ministro do Supremo Tribunal Federal."

(Trecho do Capítulo"A ética para si e a ética para os outros", sobre o meu julgamento pelo CNJ, onde o analiso com detalhes, no livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br )

(...) E O SENTIMENTO QUE ME ACOMETE É DE INDIGNAÇÃO, QUE SE MISTURA COM VULNERABILIDADE.

     "Caro Professor.    
    Acabei de ler seu livro e o sentimento que me acomete é de indignação, que se mistura com o de vulnerabilidade. Não sou magistrado, sou advogado, não tendo todas as prerrogativas tantas vezes invocadas por V. Exa., quando do acontecido, restando demonstrada a insegurança jurídica na qual vivemos, sob a vil alegação da "operacionalidade".
     Se me permite uma sugestão, sugeriria que fosse protocolado, junto ao CNJ, uma reclamação, ante a inércia do Min. Relator, no que tange ao seu processo no STF, que, por acaso, é o presidente daquele conselho, para que o citado conselho determinasse o andamento do seu processo. Não sei se seria possível esse ´procedimento, mas foi o que me ocorreu, ao ver todo esse absurdo.
     Desejo-lhe muita força, nessa caminhada que é áspera, mas que V. Exa. esteja sempre confiante na justiça que sempre praticou e que fez muitos de seus leitores acreditar, quando da nossa formação acadêmica.
     Um forte abraço."

(Preservo o nome do missivista, para evitar que seja retalhado pelo "sistema").

     NOTA: Respondi a essa mensagem, dizendo ao jovem advogado, que o meu único recurso contra a omissão do STF é o Tribunal Divino (Deus), porque, aqui na Terra, não existe ninguém acima do STF, que transforma verdade em mentira e mentira em verdade, e é o que vale. Como já retratei aqui, o STF dos áureos tempos, já chegou a negar indenização por morte de filho menor, ao entendimento, na época, de que, quem perdia um filho deixava de ter despesas com ele, e não podia querer por isso receber indenização. Ademais, eu não fui vítima apenas do STF, mas também do CNJ, que me aposentou por um absurdo fundamento, de que eu havia aceitado almoçar com pessoas suspeitas, as quais eu nem conhecia; e o que é pior, sem procurar ouvir o anfitrião (o que me convidou), CASTELLAR GUIMARAES, ex-procurador de Justiça do Estado de Minas Gerais, para ouvi-lo a respeito.
     E sabem por quê? Porque o depoimento de Castellar jogaria por terra as suposições do CNJ, e ele queria, não um motivo verdadeiro, mas um PRETEXTO para apear-me da magistratura.
     A justiça brasileira não deveria funcionar assim, mas, infelizmente, é assim que ela funciona.

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, MAS QUE ESTE CONSELHO, NAQUELA OPORTUNIDADE, NÃO LEU (continuação).

     DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Desembargador, Marcelo Jansen de Mello Vossa Excelência conhece? (...) 
     DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM: O que aconteceu com Marcello Jansen? Posso contar a história do Marcello Jansen?
     DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES: Pode contar.
     DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM: Acontece o seguinte: a história do Marcello Jansen. O Marcello Jansen fez um concurso para Delegado da Polícia Federal.  
     Esse concurso é realizado em duas etapas, e a pessoa que não passasse pela etapa não iria para a segunda. Isso que eu estou contando aqui não é novidade, porque Vossa Excelência, como julgador, sabe disso, a Doutora, como Ministério Público, ja deve ter visto processo. Eu não me lembro, mas vou supor, para me fazer entender: ele passou, por exemplo, no 70º lugar; um que passou no 120º veio aqui ao Tribunal e conseguiu, eu não sei se na Justiça de Primeiro Grau, uma liminar para fazer a segunda etapa. O Marcello Jansen fez o pedido, também, não sei se lá embaixo ou aqui, mostrando isto: que era injusto que ele, que tinha passado lá pelo 70º, um outro estivesse fazendo (a segunda etapa), sendo o 120º. Eu sei que ele fez um recurso aqui.
     No dia, eu estou lá em casa, recebo um fax dele, imenso, dizendo da sua inteção dele de ser Policial Federal, que ele havia sido aprovado em uma fase, etc. Eu falei: "Como eu não sou o Relator do processo... "Eu me encontrei um dia aqui embaixo -- Vossa Excelência também pode checar isso depois em off -- com o GUILHERME CALMON, e falei para ele assim: "CALMON, justiça é o seguinte: às vezes, é preferível fazer ijustiça para todo mundo do que fazer justiça para um e injustiça para o outro". Então, esse moço que está lá passou depois do Marcello Jansen, e ele me passou...E eu fiquei conhecendo ele por causa desses fatos do concurso dele. Então, você podia fazer o seguinte: dê uma analisada nisso. Sabe por quê? Porque esse problema de concurso não significaria que ele seria aprovado. Era só para fazer a segunta etapa do concurso. (...)

     NOTA - Para simplificar, o DF GUILHERME CALMON negou a liminar ao Marcello Janssen, que se valeu de uma medida cautelar em recurso a ser interposto, para pedir na Vice-Presidência a antecipação da tutela, para que ele fosse matriculado na segunda etapa do concurso que vinha fazendo, tendo obtido a liminar.
    Certo dia, ele esteve no meu Gabinete, onde eu recebia todo mundo, e, nessa ocasião, querendo ser agradável, me disse que eu não estava grampeado, mas eu estava sim, porque a Polícia Federal já vinha me grampeando até por tabela, quando grampeou meu genro, tempos antes, e repassou ao Ministério Público Federal essa afirmação do Jansen, dizendo que eu estava sendo informado sobre grampos por ele. Nunca vi tamanha imaginação, propagada por quem se intitula um membro da CONTRAINTELIGÊNCIA DA POLÍCIA FEDERAL.
     Aliás, eu fui informado da arapongagem da Polícia Federal, sim, mas, pelo Desembargador Ricardo Regueira, que tinha sido advertido por amigos seus, policiais da própria PF, mas não foi o Marcello Jansen.
     CONCLUSÃO: Marcello Jansen foi ABSOLVIDO de uma estapafúrdia denúncia contra ele, oferecida pelo Ministério Público Federal, tendo a absolvição tido por fundamento o art. 386, VII, do CP (não existir prova suficiente para a condenação). 
     A meu ver, o Marcello Jansen tem direito até a mover uma ação penal contra os membros do MPF, que imputaram a ele a prática de fato definido como crime, sem ter prova suficiente para alicerçar a denúncia, além de uma ação civil para reparação moral do dano, em litisconsórcio com a União Federal.

(NA PRÓXIMA SEMANA TEM MAIS).

MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA (2ª PARTE)

Ex-desembargador afastado do TRF-2 espera há quatro anos uma decisão do STF.
(Décio Viotto)
(...)
        "ARMAÇÃO" -  Carreira Alvim faz questão de realçar que, "nas duas vezes" em que participou de julgamentos de funcionamento de bingos, votou contra -- "eu e o desembargador Ricardo Regueira, que morreu meses depois de ser preso", desabafa Alvim, para quem tudo não passou de uma "armação".
          O ex-desembargador do tribunal afirma que deu "três decisões para liberar caça-níqueis porque as empresas tinham obtido decisões liminares do próprio tribunal para funcionar, concedidas por diversos desembargadores".
          Segundo Carreira Alvim, entre os que participaram de processos que resultaram em autorização para funcionamento dos bingos no Rio de Janeiro e Espírito Santo estão os desembargadores Alberto Nogueira, André Fontes, Benedito Gonçalves, Fernando Marques, Frederico Gueiros, Guilherme Calmon, Julieta Lunz, Liliane Roriz, Poul Erick, Raldênio Bonifácio, Reis Friede, Sérgio Schwaitzer, Valmir Peçanha e Vera Lúcia Lima.
         "Não fomos eu e Regueira que proferimos as chamadas "decisões supeitas", porque as decisões que  permitiam o funcionamento das casas de bingo não eram da nossa alçada", reafirma Alvim".

(2ª parte de trecho da reportagem publicada pelo jornal Diário do Comércio, de 5, 6 e 7 de novembro de 2011)
            NOTA -  Passados mais de 4 anos e 7 meses da operação furacão, que vitimou um desembargador federal (Ricardo Regueira) e também um advogado (Sérgio Luizo), nenhuma instituição nacional se interessou em apurar se, realmente, o que conto no livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO" é ou não verdadeiro. Nem as pessoas citadas no livro literalmente (ministros, ex-procurador-geral da República e desembargadores federais) se manifestaram a respeito dos fatos narrados.







PROSSEGUE NA PRÓXIMA SEMANA (3ª PARTE).

VIVA A ÉTICA DA JUSTIÇA BRASILEIRA

             O furacão deflagrado contra mim pelo ministro Cezar Peluso, em 13 de abril de 2007, apoiado em "manipulações" da Polícia Federal, montando frase que eu teria dito, mas que nunca existiu (comprovado pela perícia feita pelo prof. Ricardo Molina, no processo do meu genro), aliadas ao "falseamento" montado pelo ex-Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza, transcrevendo uma conversa minha, com meu assessor Bruno, na Vice-Presidência, como se fosse uma conversa minha com advogado de bingo, inviabilizou o INSTITUTO DE PESQUISA E ESTUDOS JURÍDICOS (IPEJ), que acabou também vítima dessa irresponsabilidade, sem condições de prosseguir nas suas atividades, por ter tido seus bens e pertences apreendidos como se fossem produto de propina.
             O IPEJ (Instituto de Pesquisa e Estudos Jurídicos) --, em convênio com a ONU e com a SOCIÉTÉ INTERNACIONALE DE CRIMINOLOGIE, com sede em Paris --, organizou, em Buenos Aires, um Encontro sobre os "Desafios da Corrupção", em homenagem ao professor e Ministro Raúl ZAFFARONI, do qual participaram o ministro CEZAR PELUSO (e a esposa), como representante do STF e a ministra ELIANA CALMON (atual corregedora do CNJ), como representante do STJ, ambos patrocinados pela Revista Jurídica Consulex, além do ministro Gilson Dipp (ex-corregedor do CNJ), patrocinado pela Universo, e todos apoiados pelo IPEJ, que organizou o evento, tendo ficado hospedados, por cinco dias, no Hotel Panamericano, na capital portenha, como convidados e participantes.
                 Por ironia da ética, o ministro Cezar Peluso foi quem mandou grampear o meu Gabinete no TRF-2, antes de embarcar para Buenos Aires, e o ministro Gilson Dipp, quem convenceu o CNJ a me aposentar compulsoriamente, por ter aceito um almoço no Restaurante Fratelli, no Rio de Janeiro, com pessoas suspeitas, sem que eu, sequer, soubesse quem eram; mas que aceitou participar de um jantar em Buenos Aires, onde eu, CARREIRA ALVIM, além de suspeito era o anfitrião.
               Conto tudo isso no meu livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, mas, infelizmente, nenhuma instituição nacional se interessou em apurar, porque as instituições brasileiras estão tão fracas, que não têm forças para agir contra seus membros, pelo fato de estarem no poder.
                  Faz 4 anos e 7 meses que o furacão varreu a minha vida, e, no STF, nada aconteceu além do recebimento da denúncia, apesar de o CNJ ter se apressado em me apear do poder por fundamento inexistente.
                        

domingo, 20 de novembro de 2011

6ª RESPOSTA DA ENTREVISTA A REDE UH NEWS

"MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA".

 Ex-desembargador afastado do TRF-2 espera há quatro anos uma decisão do STF.
(Décio Viotto)
(...) 
"A acusação - De acordo com a PF, Carreira Alvim, então vice-presidente e desembargador do TRF-2, negociava sentenças por intermédio de seu genro, que teve gravadas suas conversas com o encarregado de levar o dinheiro dos donos de bingos aos magistrados corrompidos. "As minhas decisões, três ao todo, foram para liberar máquinas que tinham sido ilegalmente apreendidas, com fundamento de que continham peças entradas ilegalmente no País", afirmou. "O que se discutia era se os componentes das máquinas foram ou não contrabandeados -- nada a ver com a ilegalidade de bingo."
 (...)
(Trecho da reportagem publicada pelo jornal Diário do Comércio, de 5, 6 e 7 de novembro de 2011)
NOTA - As decisões para que os bingos funcionassem são de autoria de outros desembargadores, que não eu e nem Ricardo Regueira, desembargadores esses que continuam lá no TRF-2. Seus nomes aparecem na continuação da reportagem, na próxima semana ("A armação").

QUEM QUISER ENTENDER "A ARMAÇÃO", LEIA O FURACÃO.

QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER.

  Neste ano de 2011, o Furacão rodou por Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.

Quem quiser, no próximo ano (2012), ouvir uma palestra GRATUITA sobre os malditos ventos do Furacão basta fazer contado pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br (não esquecer do ponto entre o carreira e o alvim).

E NÃO CREIO QUE SEJA EM RAZÃO DA "SANTIDADE" DE ALGUNS MINISTROS.

"Professor Jose Eduardo Carreira Alvim. É princípio basilar do Estado Democrático de Direito o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório. Neste espaço o mestre pode e deve demonstrar sua indignação e apontar as deturpações que houve no seu caso. Eu jamais vi um ministro do STF ser julgado pelo Senado Federal e não creio que seja em razão da "santidade" de alguns ministros. Aliás nem senador - apesar de tantas denúncias contra uns e contra outros - são levados ao STF... O CNJ merece pleno apoio de todo advogado e do povo brasileiro principalmente quando agora já estão apontando malfeitos praticados por integrantes cúpula da OAB Federal e das Seccionais. Há necessidade premente de abrir a caixa-preta da OAB e de todas as outras que pretendem estar acima da Constituição Federal que muitas vezes não respeita sequer os direitos humanos de seus inscritos. Desejo-lhe êxito em sua missão."

(Mensagem recebida de Fernando Claro Dias).

"UMA QUADRILHA INTEIRAMENTE DESQUADRILHADA"


 "No pátio, exceto o desembargador Ricardo Regueira que, ficava de cócoras, literalmente, ninguém ficava parado, caminhando em círculo para ativar os músculos; coisa que eu vira apenas nos filmes que retratavam os campos de concentração.
Enquanto um grupo caminhava para a esquerda, o outro caminhava para a direita; enquanto eu, particularmente, caminhava ora para a esquerda e ora para a direita, conversando com os que davam atenção, para intuir por que estavam realmente presos.
É claro que eu não iria perguntar aos integrantes da alta cúpula do jogo do bicho motivo da sua prisão, o que seria uma demonstração de insensatez, embora eu tivesse ficado surpreso ao encontrá-los ainda na carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro; mesmo porque eu nunca soube que bicheiros fossem donos de casas de bingo e de máquinas eletrônicas programadas.
 O que pude concluir da conversa que tive com muitos desses presos é que a maioria dos deles não tinha uma relação estável uns com os outros que os pudesse qualificar como “quadrilheiros”, pelo que se aquilo era uma “quadrilha” os que montaram a operação furacão não entendiam nada do assunto, ou então esta era a mais desorganizada quadrilha que existia."

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", encontrável em www.bondfaro.com.br)

UM VIDENTE DE COIMBRA PREVIU O FURACÃO.


"No dia seguinte, dei um jeito de dar uma fugidinha da Universidade de Coimbra e fui ter com esse indiano, para que ele lesse também o meu futuro.
Lá chegando, me lembro que o indiano atendia sentado numa pequena mesa, perto de uma janela, mas não tenho a menor lembrança de como ele era, mas tinha realmente um tipo de indiano.
Esse vidente lia o futuro pelas cartas de tarô, e quando leu o meu futuro e me disse que um furacão varreria a minha vida, e que eu “teria que ter forças para juntar os cacos”, só não caí da cadeira, porque estava sentado, senão teria me esborrachado no chão.
A previsão me impressionou, porque ele não sabia que eu era marido da Tetê, para quem ele houvera feito a mesma previsão, e em ambos os casos as suas previsões eram catastróficas, com potencial para fazer das nossas vidas um inferno.
Naquela oportunidade, tentei argumentar com esse vidente que a minha atividade profissional não oferecia nenhum risco, indagando-lhe se seria possível fazer alguma coisa para evitar essa catástrofe; mas ele me disse que não e repetiu que eu deveria estar preparado para, quando acontecesse, saber enfrentá-la.
Constatei que o indiano não era nenhum charlatão, porque, se fosse, teria me enrolado de algum modo, para me tomar dinheiro, dispondo-se a fazer o trabalho que eu lhe pedia para amenizar esse cataclismo.
Dali eu retornei à Universidade de Coimbra, e quando cheguei de noite ao hotel, contei à minha mulher que eu estivera no vidente indiano, que, sem saber quem eu era, fizera a mesma catastrófica previsão sobre o nosso futuro".

(Trecho do livro  "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO",  encontrável em www.bondfaro.com.br).

A VERDADE CRISTALINA SEMPRE APARECE.

"MESTRE, SEMPRE SERÁ UM PRAZER ESTAR DO SEU LADO, INFELIZMENTE A DEMOCRACIA EM TERMOS DÁ LIBERDADE A DETERMINADAS PESSOAS QUE NÃO PODEM TER ESSE DIREITO, MAS A VERDADE CRISTALINA SEMPRE APARECE E AÍ NÃO TEM JEITO O BEM SEMPRE VENCE, UM GRANDE ABRAÇO DO AMIGO E MUITA SORTE."
CARLOS FERREIRA
(Comentário feito no link do Furacão).

DESCREVE ATÉ UMA DIPLOMACIA JUDICIÁRIA PARA JUSTIFICAR OS PASSEIOS DOS MINISTROS À EUROPA E AOS ESTADOS UNIDOS.

     UM PODER DE COSTAS PARA O PAÍS
   
     Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas — parte delas em branco — recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.
     A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada.
(TRECHO DE EDITORIAL) NA PRÓXIMA SEMANA TEM MAIS.

NOTA - O GLOBO DE 27.09.2011.

CARTA DE UM ADVOGADO AO PRESIDENTE DA OAB-RJ, WADIH DAMOUS,

      "O requerente teve a oportunidade de ler recentemente o livro OPERAÇÃO HURRICANE – Um juiz no olho do furacão, de autoria do Desembargador Federal JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM, lançado este ano pela Geração Editorial.
      Nas 378 páginas do livro são narradas inúmeras violações aos direitos e prerrogativas que cercam a função judicante e a cidadania em nosso Estado Democrático de Direito.
      O autor do livro descreve que foi alvo de tratamento incondizente com os direitos humanos e com sua condição de magistrado, em especial no momento de sua prisão e ao longo do período em que permaneceu encarcerado numa cela da Polícia Federal em Brasília.
      Prisão sem exibição do respectivo mandado judicial; pessoas idosa transportadas acorrentadas; incomunicabilidade com familiares; constrangimento reiterado de ser colocado nu para revista e exame em várias ocasiões; recolhimento a prisão insalubre; seletividade dos investigados em detrimento do princípio da obrigatoriedade e da impessoalidade; adulteração, manipulação e divulgação de provas e de escutas sigilosas.
      Estas são algumas das irregularidades listadas ao longo do livro, anexado à presente, e que exigem o posicionamento firme da Casa dos Advogados."

(TRECHO DA CARTA ENDEREÇADA AO PRESIDENTE DA OAB-RJ PELO ADVOGADO CARLOS FERNANDO DOS SANTOS AZEVEDO).

FAÇA O QUE FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO.

       Entrevistado pelo Valor, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, disse que os magistrados que cometem irregularidades devem ser punidos, mas sem estardalhaço. Ele se disse indignado com as infrações cometidas, mas defendeu sigilo nas investigações. Se o nome dos investigados for divulgado antes da conclusão das apurações, haveria um pré-julgamento, na opinião de Peluso (leia no final do texto a entrevista na íntegra).
      Para o ministro, o sigilo nas investigações é uma forma de respeitar a intimidade e a dignidade das pessoas.  O resultado pode se tornar público, afirma. "Usar o procedimento de apuração e a punição dos juízes para criar uma comoção me parece absolutamente injustificado e contrário à dignidade das pessoas. Se réu a gente tem que tratar bem, por que os juízes têm que sofrer um processo de exposição pública maior que os outros? O interesse da sociedade é que os juízes sejam punidos, ponto final", declarou.
Questionado sobre os desvios cometidos por juízes, respondeu que estes também são seres humanos, sujeitos a falhas. No entanto, defende que o juiz deve ser um modelo para a sociedade.

(TRECHO DA ENTREVISTA DADA PELO MIN. CEZAR PELUSO AO JORNAL VALOR). NA PRÓXIMA SEMANA TEM MAIS.

NOTA - O ministro Cezar Peluso foi quem determinou a minha prisão e do desembargador Ricardo Regueira, na OPERAÇÃO HURRICANE, permitindo que a Rede Globo fizesse todo a pirotecnia que fez, sem fazer nada para impedir, apesar de ter determinado o "segredo de justiça".
No meu caso, em vez de "acabar com a carreira do juiz" o que ele fez foi tentar "acabar com o próprio CARREIRA" (e quase conseguiu).

TELEGRAMA DO MIN. MARCO AURÉLIO DO STF AO DES. FED. CARREIRA ALVIM.

PRESIDENTE CEZAR PELUSO "VERSUS" PRESIDENTE GEORGE BUSH

      Vejam como a história se repete sempre em locais distintos do Planeta.
    Comigo, aconteceu exatamente o que sucedeu com o Saddan Hussein, embora eu não fosse nenhum "ditador"; ao contrário, era um juiz que fazia justiça.
     O presidente George Bush, sob o pretexto de que o Iraque, sob o comando de Saddam Hussein, produzia armas de destruição em massa, mandou suas tropas invadir o Iraque, e, apesar de nada ter sido encontrado, porque não havia arma alguma, que ele "supunha" que houvesse, mesmo assim matou fisicamente Saddam Hussein.
    O Vice-Presidente e atual Presidente do Supremo Tribunal Cezar Peluso, sob o pretexto de apreender "grandes quantidades de dinheiro" em meu poder, mandou invadir a minha casa, e, apesar de nada ter sido encontrado, porque não havia dinheiro algum, que só existia na cabeça dele,  mesmo assim matou-me  moralmente (ou pelo menos tentou matar-me); e só não conseguiu matar-me fisicamente, porque vou viver até mostrar à sociedade do meu País que os "bandidos de toga", revelados pela ministra Eliana Calmon, não somos nem eu e nem o desembargador federal Ricardo Regueira.
     Cezar Peluso conseguiu, com as suas absurdas decisões, sem um exame sério dos autos do inquérito 2.424, matar fisicamente (e moralmente) o desembargador federal Ricardo Regueira, ao mandar prendê-lo, sem que ele tivesse feito nada, fazendo-o desacreditar no prazer de viver, e, que, por ter morrido, nem teve a chance de provar a sua inocência (nem escrever um livro, contando a verdade), porque quanto a ele a ação penal foi arquivada pelo STF.
    

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM NO PROCEDIMENTO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, MAS QUE ESTE CONSELHO NÃO LEU.

DESEMBARGADOR FEDRAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): (...) "Quando eu perguntei para o Delegado: "Mas, quem mandou me prender?" E me chamou e falou comigo assim: "O senhor tem que nos acompanhar até a Polícia Federal", e eu falei: "Para quê?". E ele falou: "Para o senhor depois checar lá as coisas que nós apreendemos aqui". Eu disse: "Não preciso checar, não". "Se vocês estãocom a autorização judicial, vocês estão deixando aqui uma relação dos bens que foram apreendidos". "Não, mas o senhor tem que ir. Eu tenho aqui um mandado contra o senhor". Eu falei assim: "Quem expediu esse mandado?" 'CEZAR PELUSO". Pumba. Aí que a vhica caiu. Aí eu falei assim: "Gente, PELUSO é quem mandou expedir essa ordem de prisão contra mim". Aí passei a mão no telefone e ele disse que eu não podia ligar. Eu falei assim: "Como não? Ei tenho que saber desse ministro." Não consegui falar com ele, porque ele saiu de Brasília. Ninguém o achou. Eu liguei para o ministro PEÇANHA MARTINS. Todos os ministros que eu posso dizer que eram meus amigos tentaram achá-lo e não o acharam. Ele simplesmente sumiu do mapa. Ele mandou fazer isso e desapareceu no mapa.".
         Aí eu virei para o delegado e falei assim: "Escuta aqui, cadê a assinatura?. Não tinha, estava borrado: era uma cópia. "Cadê o mandado de prisão?". Não, nós não temos mandado de prisão". Eu falei assim: "Então, voces querem me levar para prender?" Peguei a minha carteira e motrei para ele: "Olha aqui, minha prisão é para que eu seja encaminhado ao Presidente do Tribunal". O que, aliás, para mim, não seria nada confortável, porque seria na presença de CASTRO AGUIAR, que é uma pessoa que eu não quero ver nem na Eternidade, se me for permitido. Então, o que acontece? Ele se virou para im e falou assim: Desembargador, se o senhor não for por bem, o senhor irá à força." Aí eu chamei a síndica do meu prédio, chameio o senhor Lucas, chamei minha empregada, chamei todos e falei para eles assim: "Olha, o delegado está me convidando para ir para a Polícia Federal, mas acontece que ele disse que, se eu não for, ele me leva a força. Quem é convidado, não aceita e é levado à força, está sendo preso. Então, só quero que voces testemunhem que eu estou sendo presendo SEM MANDADO DE PRISÃO. Veja a garantia deste País democrático de LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, em que alguém chega e tira um Desembargador de dentro de casa SEM MANDADO DE PRISÃO! Nem a isso, eu tive direito! E me levaram para a carceragem da Polícia Federal, em Brasília, e me colocaram lá. E a partir daí é assunto que não interessa a este inquérito, mas que a sociedade vai saber no momento muito oportuno, porque eu vou viver para contar essa história. 
       Se fazem isso ou fizeram isso comigo, Excelência, que sou quem sou, com a obra que tenho, com o trabalho que realizei, com os ministros me conhecendo, porque fiz palestras para todos eles, transmitindo conhecimento, eu juro por Deus: eu tenho muito medo pelo João da Silva deste País. Eu tenho muito receio pelas pessoas que realmente são simplesmente cidadãos e trabalhadores deste País."

TRECHO DO DEPOIMENTO. NA PRÓXIMA SEMANA TEM MAIS.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"CONTRA A DEPRESSÃO, LEIA O FURACÃO!"

Muitas pessoas vítimas da justiça (com j minúsculo) me contaram que melhoraram sensivelmente depois que leram o meu livro sobre o Furacão. Uma delas me disse que pensava até em dar cabo da própria vida, com vergonha da sociedade; mas mudou de idéia depois de ler o Furacão.
Por isso "CONTRA A DEPRESSÃO, LEIA O FURACÃO", e você encontrará nele forças para lutar contra a adversidade.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

OS BANDIDOS DE TOGA E A MINISTRA ELIANA CALMON.

Ouvi, hoje, pela rádio CBN que a ministra Eliana Calmon teria afirmado que os "bandidos de toga " estão nos tribunais, ou seja, seriam os desembargadores, mas, na verdade, esses bandidos estão também nos tribunais superiores, pois eu fui uma de suas vítimas, bastando ler com atenção os autos do inquérito (ação penal) 2424 para ver a diferença entre os fatos reais e as "suposições" que me levaram ao calvário.

LEIAM COM ATENÇÃO AS DECLARAÇÕES DO PERITO PROF. RICARDO MOLINA AO DIÁRIO DO COMÉRCIO (S. PAULO), EM QUE AS ARBITRARIEDADES COMETIDAS CONTRA MIM SÃO ATRIBUÍDAS, NÃO AOS TRIBUNAIS DE 2º GRAU, MAS AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ACIMA DO QUAL SÓ EXISTE DEUS:

"O QUE FIZERAM COM CARREIRA ALVIM FOI UM ABSURDO. UMA ARBITRARIEDADE DA PF E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL"

domingo, 13 de novembro de 2011

O FURACÃO NO ANO DE 2012: "QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER".

Neste ano de 2011, o Furacão rodou por Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Quem quiser, no próximo ano (2012), ouvir uma palestra GRATUITA sobre os malditos ventos do Furacão basta fazer contado pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br (não esquecer do ponto entre o carreira e o alvim).

UM ESCLARECIMENTO AOS MEUS LEITORES.

Nesta semana, não circula a 5ª pergunta de Carreira Alvim à UH News de Campo Grande, por questões técnicas, que voltará na próxima semana. Se possível, será postado mais tarde.

O GRANDE MAL DA JUSTIÇA SÃO OS JULGAMENTOS SECRETOS.

"O grande mal da Justiça, nesses casos, são esses julgamentos secretos, em que a consciência do juiz é uma, antes de proferir o seu voto, e outra, na hora de votar efetivamente, escudado pelo sigilo e sabendo que ninguém saberá, a não ser a sua própria consciência, se ele a tiver, a forma como votou. Se os julgamentos para a direção do Tribunal fossem efetivamente democráticos e abertos, com o desembargador declarando de viva voz o seu voto, duvido que eu fosse recusado, como fui, porque eles não teriam coragem de dizer na minha presença que preferiam o Castro Aguiar. Essa coragem, infelizmente, poucos juízes têm, e eu tive muitos problemas no Tribunal pelo fato de a minha consciência não permitir iludir ninguém."

(Trecho do livro "OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial), encontrável em http://www.bondfaro.com.br/).

ONDE ESTÁ A POLÍCIA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO?

Passando outro dia por uma rua do Rio de Janeiro, vi máquina de caça-níquel pendurada na parede de um bar, com pessoas jogando.
Não consegui entender, porque a Polícia Federal tem uma Superintendência nesta cidade, e me prendeu porque eu, em respeito a decisões dos desembargadores do TRF-2, que haviam autorizado o funcionamento de bingos nesta Capital, liberei máquinas de caça-níqueis, apreendidas sob a suspeita de conterem componentes contrabandeados (nada referente à ilegalidade do jogo).

NADA HAVIA DE CONCRETO ALÉM DE MAQUINAÇÕES, MONTAGENS DE PROVAS E SUPOSIÇÕES.

"As reportagens foram tão exageradas que um delegado da Polícia Federal, chamado Emmanuel, declarou à Rede Globo que “aquela operação era um divisor de águas” no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, tendo sido eu e o desembargador Ricardo Regueira alçados à condição de bandidos mais perigosos do país.
O detalhe que faltou nessas reportagens é que nada disso era verdade, mas fruto de uma armação, forjada pela Polícia Federal, sob o comando do delegado federal Ézio Vicente da Silva, numa investigação sob a tutela do então procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, e supervisionada pelo ministro Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal, que, mais tarde, viria a relatar contra mim uma denúncia formulada pelo mesmo procurador-geral da República, convencendo o Plenário daquela augusta Corte de que havia sérios indícios de minha participação na quadrilha de bingos.
 Nada havia de concreto além de maquinações, montagens de provas e suposições contra mim e o desembargador Ricardo Regueira, mas, sem um exame meticuloso, o procurador-geral da República induziu o ministro do Supremo Tribunal Federal a me supor um marginal, tendo eu sido execrado publicamente pela mídia, apesar de todo o meu passado de juiz e de professor de Direito, com uma das maiores obras já produzida individualmente por um escritor neste país; e inclusive conhecido da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com muitos dos quais convivi ao longo da minha carreira."

(Trecho do livro "OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial), encontrável em http://www.bondfaro.com.br/). 

MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA

"MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA".

Ex-desembargador afastado do TRF-2 espera há quatro anos uma decisão do STF.

(Décio Viotto).

A mesma justiça que acolheu José Eduardo Carreir Alvim, mineiro de Teixeiras, como advogado, doutor, magistrado e desembargador, o colocou atrás das grades numa manhã de 2007. Não era o dia da mentira, era o do azar, o 13 de abril de Alvim. Ali começava a história que ele contaria em 374 páginas editadas pela Geração Editorial. Sua versão, Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão, já na 2ª edição e foi lançada neste ano em Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande e Rio de Janeiro. São Paulo está na programação.
O autor de cinquenta obras jurídicas, dentre as quais Teoria Geral do Processo e Comentários ao Código de Processo Civil Brasileiro, coleção de 16 volumes, virou réu na Operação Hurricane, o furacão preparado pela Polícia Federal (PF) para reprimir esquema de jogo ilegal e crimes contra a administração pública, incluindo a venda de sentenças judiciais e liminares para manter casas de bingos em funcionamento.
Jogados na ilegalidade em 2000, os bingos que mantinham caça-níqueis em 2007 ainda permaneciam abertos com recursos obtidas na Justiça. Alvim, mais do que jurar inocência, diz que "a farsa montada" contra ele "é tão absurda e inusitada que é difícil de ser entendida".
É ele quem conta. "O fato é que havia um grupo de desembargadores, o grupo dos 15, que não me queria na presidência do Tribunal  Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo), apesar de ser o candidato natural pela antiguidade. Eles queriam outro". Conseguiram até mais, na história de Alim. "Como minhas decisões sobre a liberação de máquinas de gingo não agradaram à PF, a quem impus multa de até R$50 mil  por recalcitrância (recursa de alguém em cumprir ordens da autoridade competente), e o Ministério Público Federal (MPF) queria fechar os bingos, qu funcionavam com liminares do próprio TRF-2, dadas por outros desembargadores, viram nessa situação o momento ideal para 'armar o furacão' e me afastar do tribunal".

(NOTA - Trecho da reportagem publicada pelo Diário do Comércio (S. Paulo), na edição de 5, 6 e 7 de novembro de 2011). No próximo domingo, postarei "A acusação", e nas seguintes outros trechos da mesma reportagem  ("Armação"; "O beijo criminoso";  "Sem julgamento" e "O calvário") , e que ajudará o leitor a entender que são os verdadeiros bandidos de toga nessa história. Acompanhem para novamente ver quem dava as liminares para funcionamento de bingos no TRF-2, e que ainda estão lá, atuando no Tribunal, como se nada tivesse acontecido neste País. E que a PF, o MPF e o STF fingem que não aconteceu, para não mexer com eles.

A FRASE IMPENSADA DO MINISTRO GILSON DIPP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NO PROCESSO ADMINISTRATIVO DE CARREIRA ALVIM

"A dúvida sobre o trabalho do juiz já justifica seu afastamento permanente" (Gilson Dipp, relator do processo no CNJ).

NOTA: Só que essa "dúvida foi decorreu da armação feita pela Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal e do STF, através do ministro Cezar Peluso (atual presidente da Corte), a respeito do que nada ainda se provou (nem comprovou), porque o processo penal está há mais de quatro anos paralisado no STF).
Ademais, o ministro Gilson Gipp, relator do processo administrativo no CNJ, sequer intimou o advogado Castellar Guimarães, que me convidou para almoçar no Restaurante Fratelli, na Barras da Tijuca, para saber dele a real versão dos fatos que motivaram aquele almoço. Ou seja: um dos princípais personagens, que deveria ter sido ouvido, porque era o anfitrião do almoço, não foi convocado para isso.
Isso comprova o que tenho dito nas minhas obras científicas: "QUANDO O JUIZ QUER, QUER, E, QUANDO NÃO QUER, NÃO QUER; E PONTO FINAL". E o ministro Gilson Dipp e o Conselho Nacional de Justiça não queriam a verdade, mas uma "suposição" que lhes permitisse fazer o que fizeram, ou seja, me aposentar compulsoriamente, por ter aceito um almoço, que nada tinha de ilícito.
Ademais o ministro Gilson Dipp, que participou, a meu convite, de um encontro em Buenos Aires, sobre "Os desafios da corrupção", não foi foi patrocinado pelo evento, como aceitou JANTAR num restaurante da capital portenha, juntamente com o ministro Cezar Peluso e outros convidados, no encerramento do encontro. E COM ELE, NADA ACONTECEU.
Leiam o livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, no capítulo "A ética para si e a ética para os outros", onde conto pormenores desse encontro.

"O QUE FIZERAM COM CARREIRA ALVIM FOI UM ABSURDO. UMA ARBITRARIEDADE DA PF E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL": PERITO PROF. RICARDO MOLINA DA UNICAMP.

"GRAVAÇÃO NÃO É PROVA"
É o que defende Ricado Molina: "Serviu para expor o cara de maneira brutal".
As gravações que evidenciariam a relação de possíveis magistrados corrompidos, entre eles, José Eduardo Carreira Alvim, com donos de casas de bingo foram totalmente contestadas em laudo feito por Ricardo Molina, professor da Unicamp e prito privado. "Não poderiam servir para denunciar nem acusar ninguém", afirma.
Mesmo assim, a Rede Globo colocou frases no ar, ao aunciar, em edição extraordinária, a ação da  Polícia Federal em 2007. "As frases veiculadas pela Glbo não estavam no áudio. Imaginaram coisas; a imprensa colocou no ar, e tudo virou verdade", diz Molina.
Segundo ele, "não existe objetivamente aquilo que foi ao ar no áudio". Por isso, Molina fala que "não se pode garantir que não foi adulterado". E garante que 43% da conversa telefônica desapareceu, o que corresponde a 16 segundos.
"Foram duas gravações, uma que teria a fala de Carreira e outra, na qual ele foi citado durante uma conversa, por uma pessoa no fundo, que não se sabe quem é. Ou seja, uma pessoa não identificada fala e isso serve para incriminar."
Molina fez uma comparação: "Alguém fica no áudio escutando o que eu falo, e se eu disser que hoje estou com vontade de matar um cara, vai e me prende. Fofoca vira verdade."
De acordo com Molina, principalmente depois da Operação Hurricane, a PF muou um pouco de postura.
"O que fizeram com o Carreira Alvim foi um absurdo. "Uma arbitrariedade da PF e do Supremo Tribunal Federal. Não se se ele é ou não culpado, mas em um Estado de Direito, a prova precisa ser bem constituída. Gravação não é prova, é indício. Não prova que fez isso ou aquilo. Posso falar uma coisa e não ter feito."
Para o perito, a liberdade de interpretar "foi uma arbitrariedade gigantesca; são provas que servem aos interessados da acusaão". Eele recora que nesse caso foram quase dois anos ou mais de gravação. "Não foi uma investigação sobre um fato, mas sobre um indivíduo. É como chegar num rio e jogar a rede para pegar um peixe. Ora, pode ser que naquele rio nem tenha peixe. Então, vamos esperando alguém cair na rede. Nessa situação, em dois anos até o Papa pode falar algo. Ou mesmo a Madre Teresa de Calcutá poderia cair na rede."
Segundo Molina, para gravar é preciso ter indício concreto do que se quer provar: "E não gravar para ver o que vai acontecer. Aí alguém, algum dia, fala alguma coisa. Isso não é Estado de Direito. A lei diz 15 dias e mais 156 dias. Eles entendem 15, mais 15, mais 15, mais 15. E ele foi preso por causa das gravaç~çoes.
Para o perito, hoje, até a própria perícia da PF "deve concordar que as gravações não são provas, mas serviram para expor o cara de maneira brutal". Apesar da defesa, Molina reconhece que, após a CPI dos Grampos, muita coisa mudou. Mesmo assim, ainda há muitos processos sob suspeita "de que gravaram primeiro e pediram autorização depois, sem indícios concretos que, de repetente, apareceram depois.
O caso de Carreira Alvim não difere de outros, segundo Molina. A diferença é que "ele teve a coragem de se expor, de bater de  frente com a PF e a mídia. Conheço muita gente que se retraiu e, mesmo conseguindo reverter a situação lá na frente, ficou calada. Carreira fez porque não teve medo. Mas também porque tem cacife". (DV).
(Esta entrevista foi concedida pelo prof. Ricardo Molina da UNICAMP ao jornalista Décio Viotto, do Diário do Comércio, na edição dos dias 5, 6 e 7 de novembro).

FIQUEI PERPLEXO, MAS NÃO DESMOTIVADO.

Bom dia Desembargador,
Ontem, dia 07/11/11, estive na sua palestra na FACECA, onde curso o 2º período de Direito e fiquei perplexo com os fatos ocorridos com o Senhor; mas lhe digo que em momento algum fiquei desmotivado por tudo que o Senhor passou pelos operadores do Direito corruptos; e fico muito feliz em saber que existem pessoas que lutam para combater esses criminosos em pele de cordeiro; e pode contar com nossa humilde colaboração para mudar o rumo deste País, combatendo estes malfeitores.
Abraços.
Nelson Toledo
(MENSAGEM RECEBIDA DE UM UNIVERSITÁRIO DE VARGINHA-MG)

domingo, 6 de novembro de 2011

ENTREVISTA DE CARREIRA ALVIM À UH NEWS DE CAMPO GRANDE-MS - 4ª PERGUNTA

UMA CONVERSA MONTADA SEM PÉ NEM CABEÇA

"Por solicitação da defesa do meu genro, a juíza condutora do seu processo determinou a realização de uma perícia pelo Instituto Nacional de Criminalística da Diretoria Técnico-Científica do Departamento de Polícia Federal em Brasília, nas mesmas gravações examinadas pelo perito e professor Ricardo Molina, o que gerou o laudo de exames que foram feitos por etapas.
Nesse laudo, consta que foi registrada no sistema de interceptação um diálogo entre dois homens, supostamente Júnior e Carreira Alvim.
Esse laudo traz um resumo dos eventos registrados no áudio, nos seguintes termos:
a) o interlocutor suposto Júnior diz “Pode falar, Doutor”, com ruído de fundo;
b) o interlocutor suposto Carreira Alvim diz “Ta me [ou...]”, provavelmente perguntando “Ta me ouvindo?”, com ruído de fundo;
c) o interlocutor suposto Júnior responde “To”, com ruído de fundo;
d) o interlocutor suposto Carreira Alvim diz “Aqui... aquela... aquela ideia sua [ach] (interrompido)”, com ruído de fundo;
e) o interlocutor suposto Carreira Alvim diz “o...o...o...o...a....a.”, com ruído de fundo;
f) o interlocutor suposto Carreira Alvim diz “[...arte] em dinheiro, tá?”, com ruído de fundo;
g) o interlocutor suposto Júnior diz “Não, pode deixar, já... já... já..., com ruído de fundo;
h) o interlocutor suposto Júnior diz “Ta tudo na cabeça, já aqui, pode deixar tá?”, com ruído de fundo;
i) o interlocutor suposto Júnior diz “Preocupa não”, com ruído de fundo;
j) o interlocutor suposto Carreira Alvim diz “Ta bom, querido, obrigado, hein?. Tchau”, com ruído de fundo;
l) o interlocutor suposto Júnior diz “Nada, tchau, tchau...te mais tarde”, com ruído de fundo.
 Como se vê, a conversa que a Polícia Federal gravou, como ela própria comprova, não tem nem pé nem cabeça, porque as palavras que dariam sentido às frases foram simplesmente “cortadas”, pela razão de que o que foi cortado não interessada, pois as minhas conversas com o meu genro eram sobre viagens e compras de passagens dos participantes do encontro de Buenos Aires."

NOTA ´Foi esta frase montada pela Polícia Federal "[arte] em dinheiro, tá?", que a Rede Globo coloconou no ar assim: "Quero minha parte em dinheiro, tá?", acrescentando duas palavras, para dar sentido à maldita frase. 

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial); encontrável em www.bondfaro.com.br)

GRAMPOS DESCOBERTOS NO MEU GABINETE.


"Quando providenciei alguém da minha confiança para fazer a varredura no meu gabinete, fiquei estupefato, e me recusei a crer no que os meus olhos viam. Os servidores do meu gabinete, mais próximos de mim, que acompanharam a varredura, ficaram, igualmente, atônitos. Fato é que estávamos diante de um fato surrealista, em que o gabinete de um desembargador, vice-presidente de um Tribunal Regional Federal, estava tomado por um sistema de escuta ambiental; aliás, diga-se de passagem, da pior qualidade, que prejudica inclusive ao próprio grampeado, pela má qualidade da recepção. Pedi aos varredores que tirassem algumas fotos do que fosse possível fotografar, e fui pensar nas providências que deveria tomar a respeito.
Assim que descobri os grampos, conversei com alguns colegas, como os desembargadores federais Vera Lúcia Lima, Paulo Barata e Ricardo Regueira, mostrando-lhes o que eu havia descoberto no teto do meu gabinete, alertando-os de que os seus poderiam estar também grampeados; ocasião em que lhes pedi sigilo sobre a descoberta porque, até então, não sabia a quem atribuir a responsabilidade.
De uma coisa eu tinha certeza: o então presidente, desembargador Frederico Gueiros sabia do grampo, porque seria inadmissível que a Polícia Federal, com autorização ou sem ela, adentrasse o Tribunal, e o meu gabinete sem que o presidente do Tribunal o soubesse."

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial); encontrável em www.bondfaro.com.br).