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domingo, 29 de janeiro de 2012

ULTIMA RESPOSTA DA ENTREVISTA A REDE UH NEWS

OS BONS VENTOS DO FURACÃO, QUE AJUDARÃO A COMUNIDADE JURÍDICA NACIONAL.

       Comunico aos operadores do direito que terminei minha coleção MANUAL DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, em cinco volumes, já entregues à Juruá Editora, estando nas livrarias o volume  I (Parte Geral), sendo que os demais estarão à disposição do público ainda no princípio de 2012.
          Os pedidos poderão ser feitos pelo e-mail editora@jurua.com.br com a maior segurança.
          Estou iniciando os Comentários sobre o Projeto de Lei 8.046/10, que institui o novo Código de Processo Civil, ora em tramitação na Câmara dos Deputados, que terá dezessete ou dezoito volumes. 
          

CARREIRA ALVIM E O BRADO RETUMBANTE.

     Assim como o dossiê contra o presidente do Brasil de mentirinha, Paulo Ventura (O Brado Retumbante), foi forjado, não passando de uma farsa, também as provas para me incriminar (Carreira Alvim) foram "montadas" (e mal montadas) pela Polícia Federal, com a cumplicidade do Ministério Público Federal e autorização do Ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, fazendo constar do relatório frases que nunca proferi e situações das quais nunca participei (restaurante Fratelli).  
     Se o Supremo Tribunal Federal quiser saber realmente da verdade é muito simples, bastando mandar fazer uma perícia séria, que não seja pelo Instituto Nacional de Criminalística da própria Polícia Federal (seria colocar a raposa para tomar conta do galinheiro), nas fitas de onde foram extraídas as conversas; o que não quis fazer o Conselho Nacional de Justiça, que preferiu aposentar-me com base em suposições irreais e absurdas, sem apoio na realidade dos fatos. Tanto que não ouviu uma sequer das pessoas que estiveram no restaurante naquele maldito e indigesto almoço.  

     NOTA - A minha vida tem sido, por obra das instituições que deveriam zelar pela minha segurança (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal), uma verdadeira NOVELA, ou, no mínimo uma substanciosa MINISSÉRIE, bem mais interessante, aliás, do que as que são exibidas diariamente pela Rede Globo de Televisão. Tanto quanto nessas novelas, a imaginação dos autores da farsa armada contra mim andou solta.  

DESEMBARGADOR FREDERICO GUEIROS, ENTÃO PRESIDENTE DO TRF-2, PERMITE O GRAMPEAMENTO DO GABINETE DO VICE-PRESIDENTE DA CORTE.

"Como coordenador do curso, pensei em adiá-lo e trocar a data para mais adiante, mas isso não foi possível porque os convidados estrangeiros já haviam fechado a sua agenda de conformidade com o que fora divulgado, dando como datas definitivas os dias 7 a 9 de setembro de 2006.
Foi nessa época que, aproveitando a minha ausência do Rio de Janeiro, a Polícia Federal, com a autorização do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, e a permissão do desembargador Frederico Gueiros, então presidente do Tribunal, instalou um sistema de escuta no teto do gabinete da vice-presidência, porque, havendo uma sexta-feira prensada, não haveria expediente na Corte. Pelo menos, foi o que me foi informado, e confirmado por um qualificado servidor do Tribunal, na presença do desembargador Ricardo Regueira, morto por conta do maldito furacão."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br)

PERGUNTEM Á REDE GLOBO SE ELA PAGOU PELO VOTO QUE PROFERI NO CASO PROJAC?

"Aos que me derem o prazer da leitura, e que acreditaram nas versões divulgadas pela Rede Globo a meu respeito, perguntem a ela quanto a empresa mãe (holding), ré na ação, pagou pelo meu voto, que foi o condutor da decisão a seu favor, na reversão da sentença do juiz, pela qual tinha sido condenada a devolver à Caixa a fabulosa quantia de trinta e um bilhões, noventa e três milhões, oitocentos e sessenta e cinco mil cruzeiros, além das demais verbas acessórias impostas por esta sentença.
Para que se tenha ideia dessa cifra, só a verba honorária importava, na época, em aproximadamente vinte milhões de dólares, que o advogado do autor deixou de embolsar.
Existe um provérbio que diz que “cesteiro que faz um cesto, faz um cento, e, tendo cipó e tempo, faz duzentos”.
Não foram apenas os casos Infoglobo e Globopar que passaram pelas minhas mãos, mas outros com relevância econômica e financeira, principalmente inúmeros em matéria tributária, pelo que não iria eu me sujar e comprometer o meu nome e da minha família, por conta de liminares pertinentes a liberação de máquinas de caça-níqueis, que eu previa, mesmo porque não sou nenhum idiota, que não passaria pela presidência da Corte, e nas mãos do então presidente desembargador Frederico Gueiros seria suspensa.
No entanto, isso não me preocupava, porque a minha satisfação não era com as empresas que pediam as decisões e nem com a presidência do Tribunal que as suspendia, mas com a minha consciência de julgador; e faria tudo de novo, se me fosse dado voltar no tempo, porque nada fiz do que tenha a me envergonhar.
Sobre os espetaculosos noticiários da mídia, especialmente divulgados pela Rede Globo de Televisão, resta repetir que o mal da imprensa “é falar do que não sabe, para quem não conhece, sobre um assunto que lhe é estranho”.
Talvez por isso a democracia sobreviva em toda parte apesar da imprensa, e não por obra dela."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br)

A DIFERENÇA É QUE CARREIRA ALVIM TEVE CORAGEM DE BATER DE FRENTE COM A POLÍCIA FEDERAL E COM A MÍDIA.

(Parte final da entrevista com o prof. Ricardo Molina "Gravação não é prova").


Segundo Molina, para gravar é preciso ter indício concreto do que se quer provar: "E não gravar para ver o que vai acontecer. Aí alguém, algum dia, fala aluma coisa. Isso não é Estado de Direito. A lei diz 15 dias e mais 15 dias. Eles entendem que 15 dias, mas 15, mais 15, mais 15. E ele foi preso por causa das gravações.
Para o perito, hoje, até a próxima perícia da PF "deve concordar que as gravações não são provas, mas serviram para expor o cara de maneira brutal". Apesar da defesa, Molina reconhece que, após a CPI dos Grampos, muita coisa mudou. Mesmo assim, ainda há muitos processos sob suspeita "de que gravaram primeiro e pediram autorização depois, sem indícios concretos que, de repente, aparecem depois.
O caso de Carreira Alvim não difere de outros, segundo Molina. A diferença é que "ele teve a coragem de se expor, de bater de frente com a PF e a mídia. Conheço muita gente que se retraiu e, mesmo conseguindo reverter a situação lá na frente, ficou calada. Carreira fez porque não teve medo. Mas também porque tem cacife".(Jornalista Decio Viotto).


(Publicada no Diário do Comércio de S. Paulo, em 5, 6 e 7 de novembro de 2011). 

NOTA - Na verdade, bati de frente também com o Conselho Nacional de Justiça e com o Supremo Tribunal Federal, citando nomes e dando os endereços, mas até hoje ninguém apareceu para dizer que a minha versão dos fatos está errada. E não apareceram, porque a verdade está no livro, para quem quer realmente a VERDADEIRA VERSÃO DOS FATOS. 

A EMBARAÇADA TRANSPARÊNCIA DA OAB NACIONAL, QUE EXIGE TRANSPARÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO.

O presidente da OAB nacional, antes, contudo:

"Poderia explicar por que pretende deslocar o gerenciamento das verbas destinadas ao convênio da Defensoria com a OAB/SP para a Secretaria da Justiça, amputando ainda mais a Defensoria Pública no Estado mais rico da Federação.

Poderia justificar por que seus advogados propõem ações vãs, apenas na expectativa de receber certidões de honorários, uma vez que estão vilipendiados pelo inchaço profissional, decorrente da proliferação de Faculdades de Direito - fato que conta com a omissão complacente dos dirigentes da OAB.

Poderia justificar por que prefere fazer o exame da Ordem a fiscalizar as condições dos cursos de Direito; ou seja: por que não garante ao cidadão um ensino condigno, exercendo seu papel de agente fiscalizador dos cursos jurídicos no Brasil.

Poderia explicar qual a natureza jurídica desse cartel que preside: se é entidade privada, se é pública e, afinal, por que razão não se submete às regras de licitação para comprar e contratar."

(Continua na próxima semana).

NOTA - (Otávio Mangabeira , apud  Josaphat Marinho. Revista da Academia de Letras da Bahia, nº 37, 1991 , p. 36)



"O PASSAGEIRO CARECA" E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

               

(Continuação)

2. Justiça no contexto mundial

No Brasil, o Poder Judiciário foi erigido num dos Poderes do Estado, dispondo o art. 2º da Constituição que: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". No entanto, tal não acontece no contexto de outras Nações, algumas das quais têm, indevidamente, servido de inspiração às nossas reformas constitucionais. Na Itália, por exemplo, a magistratura constitui um corpo autônomo e independente de qualquer outro Poder do Estado (artigo 104 da Constituição Italiana), mas não constitui, em si mesmo, um Poder; nem na Alemanha, em que a justiça se insere nas "tarefas comuns" do Estado Federado, soando o "poder de fazer justiça" como uma mera função confiada aos juízes e tribunais (art. 92 da Constituição alemã).
Nesses países, justo porque o Judiciário não constitui um verdadeiro Poder, é necessário um órgão de controle externo, cuja finalidade --, ao contrário do que supõem juristas e mídia mal informados --, é garantir a independência da magistratura, e cuja presidência é ocupada pelo Presidente da República - por isso denominado de Supremo Magistrado da Nação --, sendo assim na Itália (artigo 104) e na França (artigo 65); com exceção de Portugal, onde essa função é confiada ao Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mas, também, em terra lusa, o Judiciário não passa de um órgão de soberania (artigo 205º), não constituindo em si mesmo um Poder do Estado. Nos Países em que o Poder Judiciário constitui efetivamente um Poder, como acontece nos Estados Unidos da América (Artigo III, Seção I), não existe qualquer controle externo, porque, lá, tem-se a consciência de que um órgão dessa natureza comprometeria a sua própria independência. 
(Continua na próxima semana)

NOTA - Leitura recomenda aos operadores do direito. 

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, MAS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Mas tem algo em relação a Sérgio Luzio também.
Então, passamos para a mesa do fundo. Foi aí que a ficha caiu. Eu pensei assim: "Se a Polícia Federal estava lá com autorização judicial coberta com o apoio do Ministério Público, que tinha pedido para nos fiscalizar, ela deve ter posto uma escuta na outra mesa e pedido ao gerente para nos transferir". Suponho que isso tenha acontecido.  
(...)  
DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR) - Mas quem levou essas pessoas desconhecidas?
DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Não sei.
DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Como eles chegaram ali?
DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Não sei. Eu particularmente fui convidado para almoçar com ele e o Júnior. Não dá para eu fazer suposições a esse ponto. Se havia relação do (adv.) com Jaime, José Renato e esse pessoal, tinha de perguntar para ele. Tinha que o Ministério Público arrolar, chamar e falar com ele assim: "Por que você levou, naquele almoço, no Fratelli, essas pessoas?" Ele é que tem de responder. Entendeu? E perguntar também para ele: "Quem convidou essas pessoas para irem ao almoço?" Pergunta para ele: "CARREIRA ALVIM sabia que essas pessoas iriam a esse almoço?" Isso é que tem que perguntar. A verdade está alí, só que eles estão tomando o caminho errado, porque li, nesses depoimentos, que a Polícia Federal não pode usar o material que ela deve ter colhido la dentro... Não estou dizendo que ela colheu porque eu não vi, mas já que o Ministério Público e a Justiça Federal supuseram tanta coisa, acho que eu, como indiciado, tenho também o direito de supor, se bem que os meus fatos são muito mais reais, quer dizer: estou sentado a uma mesa, vem o gerente e falta que temos de passar para uma mesa maior e a Polícia Federal está la dentro, tomando conta da gente; devo supor que alguma coisa tenha sido feita. (Continua na próxima semana).


NOTA - AFINAL, PORQUE A POLÍCIA FEDERAL NÃO INCLUIU O CONTEÚDO DAS CONVERSAS GRAMPEADAS NO RESTAURANTE "FRATELLI" NO INQUÉRITO, E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO TEVE INTERESSE EM CONHECÊ-LO?

CASO CONTRÁRIO, SEQUER HAVERIA PROJAC, NÃO É VERDADE?

"O livro é excelente, li em duas noites, sem conseguir desgrudar dele, até chegar ao final!" - Marcio Aquino.

"Já repassei o seu livro a minha esposa, Carreira! Inclusive cito seu livro em várias peças defensivas, para os novos Juízes Federais terem conhecimento, quanto a assinatura do flagrante, que não possui qualquer validade no processo (Profs. Jacinto Coutinho, Alexandre Morais da Rosa)! Estamos todos confiantes, apenas esperamos que o julgamento seja célere, ainda em 2012! Também estamos aguardando a decisão do STF quanto aos "poderes" do CNJ! Aprendi processo com seu livro de Teoria Geral, confio em você! Caso contrario, sequer haveria Projac, não é verdade? Marcio Aquino.

domingo, 22 de janeiro de 2012

UMA EXPLICAÇÃO AOS ACOMPANHANTES DO BLOG.

Algumas matérias, que deveriam ser "sequenciais", não vêm sendo publicadas porque o blogueiro oficial está de férias, e, assim que ele voltar, retornaremos a esses temas.

CARREIRA ALVIM NA BAND-AM-RIO 1360 KHZ.

NO PRÓXIMO DIA 27/1/12, CARREIRA ALVIM ESTARÁ NA BAND-AM RIO, ÀS 20H,NO PROGRAMA CSB-NOTÍCIA, TRATANDO AINDA DO TRIBUNAL DO JURI, EM FACE DOS RECENTES JULGAMENTOS QUE DIVIDIRAM A OPINIÃO PÚBLICA. 
PARA QUEM QUISER ACOMPANHAR, SINTONIZE AM 1360 KHZ OU WWW.SEMPREAOVIVO.RADIO.BR

O "PASSAGEIRO CARECA" E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

          Inicio hoje a divulgação de um artigo que escrevi em 2006, antes de ser preso por determinação do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal, onde previ qual seria o destino do Conselho Nacional de Justiça, e, nem que fosse um visionário, poderia ter previsto EXATAMENTE aquilo que vem acontecendo, envolvendo o próprio Conselho, o Supremo Tribunal Federal e as Associações de Magistrados (AMB, AJUFE, ANAMATRA).

          Acompanhem a partir de hoje:
          
O “PASSAGEIRO CARECA” E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

1. Introdução

O Brasil é um País de contradições, em que os Poderes do Estado, em vez de se firmarem como tal, no cumprimento de sua missão constitucional, preferem adotar medidas paliativas, dando aos brasileiros a impressão de que alguma coisa está mudando.  O Poder Judiciário, em particular, que deveria funcionar, no mínimo razoavelmente, não funciona, não porque não seja fiscalizado --, mesmo porque juiz não se "fiscaliza", mas se "conscientiza" --, mas por conta da sua estrutura arcaica, ultrapassada, moldada num perfil piramidal de inspiração napoleônica, inteiramente disforme dos modernos padrões de organização institucional, para um País com o perfil social, político e cultural de latino-americano. Há algum tempo, o Poder Judiciário vem se constituindo num "saco de pancadas" dentre os Poderes estatais, pela sua morosidade e ineficiência --, no que, aliás, não se difere dos demais --, e foi para encobrir essa "chaga" que se concebeu outra pior, consistente no controle externo do Judiciário. 

(Continua na próxima semana).

"PARA QUE A IMPRENSA, A MANDO DA TIRANIA, NÃO OS CHAMASSE DE INDIGNOS, DESONESTOS E LADRÕES...

     "Evandro Lins e Silva, mais dois outros colegas seus, que todos conhecem, ou em quem ouviram falar, realmente, não somente competentíssimos, em ambos os sentidos, além de possuidores de excelente caráter,  foram evacuados do STF, por ato ditatorialiforme, quando, perspicazmente, se calaram,  para que a imprensa, a "mando da tirania" não os chamasse de "indignos, desonestos e ladrões" (como se procedia com aqueles que "batiam o pé" na reivindicação dos seus direitos), ou,  como se diria, nos dias atuais, "bandidos escondidos atrás da toga".  
     Só que, mesmo em era ditatorial, embora não tivessem reclamado, claro que não (!)  -  talvez por isso -  respeitou-se a Dignidade de cada qual, prestigiando o princípio da não-presunção de culpa. Muitos colegas Juízes Federais, ALI, ... Min. MEDINA, Des. Carreira ALVIM, REGUEIRA, etc. (e, - para não dizer que esqueci de mim -, EU!), não tiveram a mesma sorte! 
     (Trecho de mensagem recebida de um colega juiz federal).

O ESTADO E A MÍDIA ESTAVAM A PRATICAR ATOS, A AGIR "COMO SE BANDIDOS FOSSEM".

"Por ocasião das palestras, o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, afirmou que o Estado e a mídia estavam a praticar atos, a agir como se bandidos fossem, ou seja, para combater o bandido, agiam como bandido, sendo que o bandido podia agir assim, cometendo crimes horrendos, hediondos, mas o Estado e a mídia não podiam, porque, senão, estariam se igualando a ele, não sendo possível ao Estado se igualar ao bandido.
Essa passagem da palestra do desembargador baiano me fez lembrar o papel desempenhado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal na operação Hurricane, com a mídia divulgando, na cara do Judiciário, uma diligência que tinha o carimbo de sigilosa."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br).

"VIOLÊNCIA FRENTE E VERSO" NOS LEVOU A BUENOS AIRES.

No Rio de Janeiro, em parceria com a Escola de Magistratura Regional Federal, da qual eu era o diretor, o IPEJ-RJ realizou um seminário sobre a violência – a partir do artigo da minha autoria “Violência Frente e Verso” – que contou com a participação de expoentes do Direito Penal, do Direito Penitenciário e dos Direitos Humanos, tanto nacionais quanto estrangeiros, seminário este que teve lugar no Centro Cultural da Justiça Federal.
O sucesso deste seminário foi tanto, que, através do professor Edmundo Oliveira, da Universidade Federal do Pará e da Universidade de Orlando, nos Estados Unidos, o IPEJ recebeu um convite da Sociedade Internacional de Criminologia, órgão Consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU), e do Conselho da Europa, com sede em Paris, para organizar o 69º Curso Internacional de Criminologia, em Buenos Aires, em homenagem ao ministro da Suprema Corte Argentina, Raúl Zaffaroni, o maior ícone vivo do Direito Penal no mundo. 

FIQUEI SURPRESO QUE NENHUMA DESSAS CONVERSAS TENHA APARECIDO NOS RELATÓRIOS DA POLÍCIA FEDERAL.

"Para certificar-me de que não haveria falha no comparecimento da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, que também aceitara ir ao evento, e do ministro Cezar Peluso e esposa, ambos patrocinados pela revista Consulex, liguei mais de uma vez para o seu diretor Luiz Fernando Zakarewicz, para confirmar a participação do seu Instituto no patrocínio para esses ministros, tendo ele me confirmado que estava tudo acertado com os próprios ministros.
           Fiquei surpreso que nenhuma dessas conversas tenha aparecido nos relatórios da Polícia Federal, elaborado pelo delegado federal Ézio Vicente da Silva, conversa esta sem nenhum colorido de ilegalidade, mas que era a respeito de uma viagem de estudos de uma ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliana Calmon, e do próprio ministro do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, que havia autorizado os grampos nos meus telefones e da minha família e a interceptação ambiental no meu gabinete."

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial) , encontrável em www.bondfaro.com.br.

PALESTRAS SOBRE O FURACÃO.


As instituições e entidades (Faculdades, Sindicatos, Associações de Magistrados, Tribunais, Diretórios Acadêmicos, Cursos etc.) que tiverem interesse em palestras sobre o livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", em 2012, é só fazer contato com Carreira Alvim pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou pelo facebook.Não se esqueça que entre o carreira e o alvim tem um ponto.

 A TRANSPARÊNCIA OFUSCADA DA OAB NACIONAL QUE DEFENDE A TRANSPARÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO (continuação).

   

     O Presidente nacional da OAB quer, segundo o Painel do jornal Folha de S. Paulo, mobilizar a CNBB e conseguir mais de um milhão de assinaturas pró-CNJ, em defesa da transparência do Poder Judiciário.
     Ele poderia mais, e antes, contudo.

    Poderia dizer qual a arrecadação anual da OAB; quanto disso decorre das contribuições; quanto dos obrigatórios exames para ingressar na Ordem; quanto vem das taxas de mandato, e quais são as demais fontes de custeio da entidade. 

     Poderia jogar luzes nas despesas que a Ordem tem em todo o país, e qual a razão dela, sendo tão rica e poderosa, ocupar espaços gratuitos nos fóruns do país todo (os quais, como se sabe, mal dão para suportar a estrutura cartorária e os milhões de processos, muitas vezes guardados em banheiros e corredores). 
      Poderia explicar por que não faz da implantação efetiva das Defensorias Públicas uma bandeira da OAB, eis que referido órgão prestaria à população carente o essencial direito de defesa, bem como o direito de ação nos casos realmente necessários. 
     (Continua na próxima semana).

FONTE - Otávio Mangabeira , apud  Josaphat Marinho. Revista da Academia de Letras da Bahia, nº 37, 1991 , p. 36.

TIVE O PRAZER DE LER SEU LIVRO E ME INDIGNAR.

"Professor. Tive o prazer de ler seu livro e me indignar. Agora o senhor imagine o que está ocorrendo no restante do Brasil, notadamente nas camadas menos favorecidas, onde as investigações ainda são realizadas com o auxílio do velho pau-de-arara. Estou enojado. Não estudei para isso, para ver uma fábrica de condenações, sob o argumento da celeridade processual e dos destaques da mídia." Cícero José da Silva.

domingo, 15 de janeiro de 2012

PALESTRAS SOBRE O FURACÃO.


As instituições e entidades (Faculdades, Sindicatos, Associações de Magistrados, Tribunais, Diretórios Acadêmicos, Cursos etc.) que tiverem interesse em palestras sobre o livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", em 2012, é só fazer contato com Carreira Alvim pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou pelo facebook.Não se esqueça que entre o carreira e o alvim tem um ponto.

CONTRA-INTELIGÊNCIA DE INTELIGÊNCIA DUVIDOSA

"Ficava a imaginar a razão pela qual a Contra-Inteligência da Polícia Federal, em quem se supõe um mínimo de bom senso e responsabilidade seria capaz de montar uma conversa para me incriminar, sabendo que essa maquinação poderia ser desmontada por uma perícia técnica; a não ser que tivesse o único propósito de desmoralizar, para que eu não chegasse à presidência do Tribunal; mesmo que mais tarde pudesse ser desmentida.
Numa determinada passagem do seu relatório, a Polícia Federal diz que eu sabia que estava grampeado, mas que não contava com a sua Contra-Inteligência, que acompanhava meus passos e me fotografava aonde quer que eu fosse, e que foi assim que eu teria sido 'apanhado'".

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br)

NOTA - Na verdade, eu não contava é que a Polícia Federal, sob o comando do Delegado Ézio Vicente da Silva, seria capaz de armar uma frase com palavras ditas por mim, para fazer supor a existência de corrupção; que o Ministério Público Federal, por seu chefe supremo ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, estava ávido por me afastar da disputa do TRF-2, para não me ver na presidência; e que o Ministro Cezar Peluso, então vice-presidente do STF, que inclusive havia participado comigo de um congresso em Buenos Aires, confiaria nas "imundices" forjadas contra mim, sem se dar ao trabalho de fazer uma leitura atenta de toda essa montagem. 
Eu pensava que as nossas instituições fossem sérias e confiáveis, embora o des. federal Ricardo Regueira, me houvesse advertido de que não eram. E que só vim a saber que realmente não são, quando fui vítima das três, acusado de ter feito o que na realidade nunca fiz." Basta ler o livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão".

CONVERSA QUE NADA TINHA A VER, A NÃO SER COM A "ARMAÇÃO" DA POLÍCIA FEDERAL.

"Quando tive acesso às gravações feitas pela Polícia Federal, e ouvi a minha frase com o meu genro, dei-me conta de que a conversa que tivera com ele estava inteiramente fora do contexto, pois nada tinha a ver com decisões judiciais, mas com o congresso jurídico que realizamos em Buenos Aires, e ao qual compareceram os ministros Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal e Gilson Dipp, Eliana Calmon e Peçanha Martins do Superior Tribunal de Justiça."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br ) 

FUI GRAMPEADO COM A PERMISSÃO DO DES. FREDERICO GUEIROS, ENTÃO PRESIDENTE DO TRF-2.

"Foi nessa época que, aproveitando a minha ausência do Rio de Janeiro, a Polícia Federal, com a autorização do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, e a permissão do desembargador Frederico Gueiros, então presidente do Tribunal, instalou um sistema de escuta no teto do gabinete da vice-presidência, porque, havendo uma sexta-feira prensada, não haveria expediente na Corte. Pelo menos, foi o que me foi informado, e confirmado por um qualificado servidor do Tribunal, na presença do desembargador Ricardo Regueira, morto por conta do maldito furacão."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em http://www.bondfaro.com.br/)

O MÍNIMO QUE POSSO DIZER É QUE FIQUEI ESTUPEFATO.

Acabo de ler seu livro “Furacão” e o mínimo que posso dizer é que fiquei estupefato. Pela versão midiática, reconheço envergonhado, eu já o havia condenado. Para seu conforto, transcrevo passagem espiritual de Otávio Mangabeira, dirigida aos verdugos:
“Já que esta sala iria ser testemunha de tanta iniquidade, evitou-se a presença, aqui, de Cristo, Nosso Senhor, que, entretanto, bem refletindo, teria muito, aqui, o seu lugar: porque é, sobretudo, ao seu influxo que o homem aprende a suportar a injustiça, a sorrir dos poderosos, dos que poderosos se supõem, a sofrer com paciência, conformação e humildade, e, anes de mais nada, a ter em vista que, toda vez que o dever lhe põe uma cruz aos ombros, h´~a que leva-la ao calvário”.
NOTA – Mensagem recebida de um Juiz Federal.

DIVULGAÇÕES COBERTAS POR SIGILO DIVULGADAS POR DELEGADO FEDERAL.

"Em decisão de quarenta e seis páginas, Ali Mazloum aceitou o inquérito conduzido pelo delegado Amaro Vieira Ferreira. De acordo com o documento, Protógenes divulgou conteúdo da investigação coberta por sigilo e teria forjado prova usada em Ação Penal da 6ª Vara Federal.
De acordo com a sentença, houve 'práticas de monitoramento clandestino, mais apropriadas a um regime de exceção, que revelaram situações de ilegalidade patente'.
Hoje, Protógenes Queiroz é deputado, pelo PCdoB."

FONTE - Trecho da entrevista do juiz federal Ali Mazloum ao CONJUR.

EMENDA CONSTITUCIONAL TAMBÉM PODE SER INCONSTITUCIONAL.

"Defensores do CNJ responderam lembrando que o órgão foi criado por uma Emenda Constitucional aprovada pelo Congresso, e acrescentando que as investigações realizadas pelo CNJ nas Justiças estaduais são transparentes, que os juízes acusados de irregularidades e desvios éticos têm tido direito de defesa e que quem não está cumprindo a Constituição, no âmbito da magistratura, são os dirigentes dos Tribunais de Justiça, como mostra o fato de, apesar das normas baixadas pelo CNJ, eles terem continuado a contratar parentes para cargos de confiança e a indicar filhos, compadres e colegas aposentados para dirigir rentáveis cartórios extrajudiciais."

FONTE - Trecho de entrevista do presidente eleito do Tribunal de Justiça de S. Paulo, des. Ivo Sartori.
OBS: Respondendo aos defensores do CNJ, que responderam lembrando que o órgão foi criado por uma Emenda Constitucional, que, consoante doutrina dominante, também a emenda constitucional pode padecer de inconstitucionalidade, como, aliás, padece a que criou o CNJ, por retirar do Poder Judiciário a sua natureza de poder independente dos demais, como reza a Constituição Federal.

MAIS UM ERRO DA JUSTIÇA. A QUEM RECORRER?

"Infelizmente em pleno século XXI, estes erros vem acontecendo frequentemente,pois meu esposo está preso há cinco meses,acusado de um crime que não cometeu,onde a vitima foi morta e o namorado da vitima que se encontrava com a ela em local deserto no momento em que foi sequestrada e a''única testemunha'' acusa o meu marido de ser o autor do crime. Foi realizado vários exames, a exemplo do DNA, e o carro foi periciado e nada foi encontrado que viesse a confirmar a acusação; até mesmo o retrato falado do acusado não condiz com o do meu marido. As informações dadas pelo adolecente são contraditorias e o guarda municipal continua preso. Mesmo depois de tantos exames e falta de provas, a justiça não leva em conta as testemunhas de que o acusado estava em outro municipio no dia e hora do crime. Neste meio tempo sofre a familia e amigos pois sabem da inocencia do acusado."

NOTA - Mensagem recebida pelo Facebook.

A TRANSPARÊNCIA OFUSCADA DA OAB NACIONAL QUE DEFENDE A TRANSPARÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO.

O Presidente nacional da OAB quer, segundo o Painel do jornal "Folha de S. Paulo" de hoje, mobilizar a CNBB e conseguir mais de um milhão de assinaturas pró-CNJ, em defesa da transparência do Poder Judiciário.
Ele poderia mais, e antes, contudo.
"Poderia, presidindo essa poderosa Corporação de Ofício, verdadeiro cartel que impede milhares de bacharéis de advogarem, monopolizando aquilo que se denominou de 'capacidade postulatória' (como se apenas os Advogados fossem capazes de postular...), abrir as contas de sua própria entidade." 
"Poderia dizer se recebe algum benefício enquanto está a frente dela. Se os demais Conselheiros da Seção Federal também recebem. E mais: se os presidentes e conselheiros estaduais percebem alguma benesse, a justificar disputas tão aguerridas pelo comando da entidade, nos mais diversos entes da Federação."
FONTE - Otávio Mangabeira , apud  Josaphat Marinho. Revista da Academia de Letras da Bahia, nº 37, 1991 , p. 36.

NOTA - Estes são dois "Poderias" apenas. Na próxima semana tem mais.

O ÔNUS DA PROVA É DA ACUSAÇÃO.

"O livro do Carreira Alvim de fato impressiona. Não quero nem posso julgar aqueles que  julgam Carreira. Mas o livro impõe a eles que julguem com o máximo de cuidado e responsabilidade, quando não porque o réu é um jurista de envergadura. E não por ser desembargador, mas como qualquer pessoa humana em nação civilizada, impõe-se que o ônus da prova, além de qualquer dúvida razoável, seja da acusação.
Renato"
NOTA - Mensagem recebida pelo Facebook.

JUSTIÇA TAMBÉM SE FAZ ASSIM, E NÃO APENAS EM PROCESSO.

Muitos moradores do Condomínio Atlântico Sul, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, atenderam, por meu intermédio, ao apelo de Laje do Muriaé, no Norte fluminense, feito pela vereadora Edilene Araújo Goulart, fazendo doações de roupas e alimentos, para amenizar o sofrimento dos flagelados. Na última sexta-feira enviamos uma kombi lotada de doações para aquela cidade. Os ajudados são gratos pela ajuda, e eu também por terem colaborado. OBRIGADO AOS QUE DOARAM, NA CERTEZA DE QUE SERÃO MULTIPLICADOS.

domingo, 8 de janeiro de 2012

S.O.S PARA LAJE DO MURIAÉ NO NORTE FLUMINENSE.

     ESTAMOS RECOLHENDO DONATIVOS, COMO ROUPAS, MATERIAL DE HIGIENE E ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS, PARA ENCAMINHÁ-LOS ÀQUELE MUNICÍPIO, ATENDENDO AO APELO DA VEREADORA EDILENE ARAÚJO GOULART, PORQUE A CIDADE SOFREU CATASTROFICAMENTE COM AS CHEIAS DO RIO MURIAÉ.
         QUEM TIVER A SOLIDARIEDADE NO CORAÇÃO, PODE MANDAR SUA DOAÇÃO PARA A AV. LÚCIO COSTA, 3.600, BLOCO 3, APTO. 1.201 OU DEIXAR NA PORTARIA (CONDOMÍNIO ATLÂNTICO SUL), BARRA DA TIJUCA-RJ, QUE FAREMOS COM QUE CHEGUE AOS FLAGELADOS. 

TODOS OS BICHOS SÃO IGUAIS, MAS UNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS.

"Um dos mais interessantes livros que já li na vida foi “A revolução dos bichos”, de George Orwell, que retrata o sonho de um velho porco, de criar uma granja governada apenas por animais sem a exploração do homem, concretizando-se com uma revolução fundada na filosofia do Animalismo.
No entanto, como acontece com todas as revoluções, a dos bichos também estava fadada à tirania e à corrupção, com a ascensão de uma nova casta ao poder; pelo que, ao se consolidarem os objetivos revolucionários, os comandantes da revolução perceberam que tudo o que é humano é melhor do que o que é animal, e começaram a imitar os homens, condenando todos os que pensam o contrário.
Nesta fábula, feita sob medida para a Revolução Russa, o autor expressa com rara felicidade o símbolo dos privilégios: “Todos os bichos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br).

NOTA - Um leitor me mandou uma mensagem, corrigindo essa frase do grande escritor inglês, dizendo que a certa é a seguinte: "Todos os bichos são iguais, mas uns são mais bichos do que os outros".

HAVIA SIDO CONCEDIDA APENAS UMA LIMINAR PELO DES. FREDERICO GUEIROS.

"Antes da minha chegada à vice-presidência do Tribunal, pedi uma estatística sobre as medidas liminares concedidas pelos anteriores vice-presidentes, e fiquei surpreso quando me disseram meus assessores que havia sido concedida apenas uma liminar pelo desembargador Frederico Gueiros; e mesmo assim em favor da União (Governo Federal), a respeito do funcionamento do lixão existente na Baixada Fluminense.
Não causa surpresa que o desembargador Frederico Gueiros tenha concedido apenas uma medida liminar na sua passagem pela Vice-presidência, porque havia e continua havendo Portaria da presidência do Tribunal, baixada pelo ex-presidente desembargador Valmir Peçanha, que praticamente inviabilizava a concessão de decisão liminar, em virtude da burocracia imposta aos procedimentos cautelares.
Para superar este obstáculo, eu determinava a requerimento da parte a subida imediata dos autos do processo, que estava estacionado num escaninho burocrático do Tribunal, mandando que subisse imediatamente para receber decisão."

(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial ), encontrável em www.bondfaro.com.br). 

ESSA LIMITAÇÃO IMPOSTA PELA POLÍCIA FEDERAL NÃO LEVAVA EM CONTA O FATO DE O CUSTODIADO NÃO COMER FRUTAS.

                   "Nunca entendi o porquê do biscoito “sem recheio”; a não ser que a Polícia Federal tivesse algum acordo com os fornecedores desses biscoitos para estimular as vendas.
 A embalagem de garrafa tipo pet afastava a possibilidade de embalagens de vidro, para evitar possíveis tentativas de suicídio; pois no caso das grandes penas, a prisão não passa de uma morte a conta gotas, e o preso pode se sentir estimulado a libertar-se do sofrimento e do corpo de um momento para outro usando um caco de vidro. Se bem que, embora desconheçam aqueles que cuidam da segurança dos presos, uma lasca de garrafa pet funciona muito melhor como uma lâmina do que um pedaço de vidro.
Essa limitação imposta pela Polícia Federal não levava em conta o fato de o custodiado não comer frutas, nem sucos e nem biscoitos, como acontecia, por exemplo, com o meu genro que não comia nada disso; mas, esse problema só poderia ser resolvido pelo delegado federal número um, que nunca estava disponível para os presos, seus familiares e advogados; e portanto o que prevalecia era mesmo a lista.
O mesmo acontecia com os materiais de higiene, só sendo permitido um desodorante tipo roll-on, em embalagem plástica transparente, um creme hidratante em embalagem plástica transparente, uma escova de dentes, um pente de plástico pequeno e um condicionador em embalagem plástica transparente.
Eu que não podia usar desodorante do tipo roll-on por conta de uma alergia, tive que pedir para que ela entrasse em férias, para que eu não tivesse que passar sem aquele desodorante; o único permitido para os presos na carceragem."
                 
(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial) , encontrável em www. bondfaro.com.br 

PALESTRAS SOBRE O FURACÃO

As instituições (Faculdades, Sindicatos, Associações de Magistrados, Tribunais, Diretórios Acadêmicos, Cursos etc.) que tiverem interesse em palestras sobre o livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", neste ano e 2012, é só fazer contato com Carreira Alvim pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou pelo facebook.Não se esqueça que entre o carreira e o alvim tem um ponto.

O PROBLEMA NÃO É A QUEBRA DE SIGILO DAS CONTAS DE JUÍZES PELA CORREGEDORIA DO CNJ, MAS A PERVERSA PERSEGUIÇÃO CONTRA UM JUIZ.

Lendo, no curso desta semana, as diversas manifestações das Associações de Magistrados (AJUFE, AMB, ANAMATRA) sobre a quebra de sigilo bancário de juízes, gostaria de alertar a Suas Excelências, que o problema não é esse, porque eu tive quebrados todas as minhas contas bancárias devassadas; e, apesar de nada ter sido encontrado nelas, nem nas da minha família, e, muito menos, o maldito UM MILHÃO DE REAIS que a Polícia Federal sugeriu que eu teria recebido, o ex-procurador-Gera da República endossou, e o Ministro Cezar Peluso, do STF, encampou, acabei aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça e processado pelo STF, onde o processo se encontra paralisado há quase cinco anos (fará em abril).
Se a honestidade do juiz é espelhada nas suas contas bancárias, nenhum juiz neste País, é mais ético do que CARREIRA ALVIM, pois, não só a Justiça, através da PF, MPF e STF devassaram minhas contas, como também a Receita Federal fez nela uma devassa, para encontrar dinheiro suspeito, mas NADA, FELIZMENTE, FOI ENCONTRADO.
Então, porque estou sendo processado? Onde foi parar o dinheiro da corrupção, que alguém teria pago pelas três decisões que proferi, conforme consta da denúncia contra mim oferecida pelo ex-procurador-geral da República ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA? Cadê a prova da materialidade do crime, uma das condições para que alguém seja condenado?
A consequência que sofri dessa devassagem precipitada é que minha conta bancárias no Banco do Brasil, onde tenho dinheiro dos meus vencimentos do TRF-2 retidos, e onde recebo vencimentos da UFRJ, está bloqueada (não posso emitir cheques), e, apesar de todos os meus pedidos feitos ao relator, não consegui até agora liberá-la.
Será que as Associações de juízes poderiam ajudar um juiz? 
COM A PALAVRA AS ASSOCIAÇÕES DE MAGISTRADOS, A POLÍCIA FEDERAL, O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 
QUID JURIS?

O SEU LIVRO DE AGORA EM DIANTE SERÁ SEMPRE MINHA BASE DE MOTIVAÇÃO.

"Espero que o seu Natal tenha sido de muita luz,alegrias e força,juntamente com seus amigos e entes queridos. 
Moro em Maceió-AL, mas sou natural de Olinda-PE. A vida foi trançando vários caminhos, mas sempre tive o grande TESÃO de fazer uma faculdade de Direito, porém isso foi se tornando um tanto complicado, pela minha profissão. Atuei sempre na área de vendas e hoje sou Gerente de Vendas de uma indústria farmaceutica. 
Mas hoje com 46 anos a vida ,surgiu a possibilidade de ingressar em uma faculdade de Direito. Fiz vestibular no CESMAC e passei,estarei em 2012 inciando meus estudos, pois sinto a necessidade de ser um Advogado, mesmo sem ser formado tenho boas habilidades para a profissião,sempre sou consultado por familiares ou amigos o que fazer juridicmente sobre determinado assunto. 
Li seu livro e ainda no meio da leitura, as linhas já lidas aumentaram e muito meu desejo de ser um advogado, impressionante como a cúpula e órgãos da justiça são PODRES. Impressionante como no seu caso, erros primários procedimentos jurídicos,foram cometidos de forma natural, como se a forma como foi procedida sua prisão e investigação, é a maneira correta. Impressionado com tudo e muito admirado com sua fé,força e honestidade. 
O seu livro de agora por diante será sempre minha base de motivação. 
Gostaria da sua indicação para quem estar iniciando a faculdade de direito, títulos de sua autoria, para começar a basear meus pensamentos jurídicos, dentro da nossa realidade, corrupta e irresosável, porém aberta para o "combate", com aqueles que realmente demosntrem dignidade e lealdade com a justiça. 
É um prazer enorme poder relatar essas pouca linhas, para um cidadão tão importante e real, como Vossa Excelência.
Geovane Bezerra da Silva

(Mensagem recebida pelo Facebook)

O QUE FIZERAM COM O CARREIRA ALVIM FOI UM ABSURDO, DIZ O PROF. RICARDO MOLINA.



    De acordo com Molina, principalmente depois da Operação Hurricane, a PF mudou um pouco de postura.
"O que fizeram com o Carreira Alvim, foi um absurdo". "Uma arbitrariedade da PF e do Supremo Tribunal Federal.          Não sei se ele é ou não culpado, mas em um Estado de Direito, a prova precisa ser bem constituída. Gravação não é prova, é indício. Não prova que fez isso ou aquilo. Posso falar uma coisa e não ter feito".
     Para o perito, a liberdade de interpretar "foi uma arbitrariedade gigantesca; são provas que servem aos interesses da acusação". Ele recorda que nesse caso foram quase dois anos ou mais de gravação. "Não foi um investigação sobre um fato, mas sobre um indivíduo. É como chegar num rio e jogar a rede para pegar um peixe. Ora, pode ser que naquele rico nem tenha peixe. Então, vamos esperando alguém cair na rede. Nessa situação, em dois anos até o Papa pode falar algo. Ou mesmo a Madre Teresa de Calcutá poderia cair na rede."




(ENTREVISTA CONCEDIDA PELO PROF. RICARDO MOLINA AO JORNALISTA DÉCIO VIOTO, DO  DIÁRIO DO COMÉRCIO NA EDIÇÃO DE 5 A 7 DE NOVEMBRO DE 2011, SOBRE A OPERAÇÃO HURRICANE).

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, MAS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

O DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): (Continuação)
 Vossa Excelência, como juiz criminal, pode começar a analisar: se eu tivesse que encontrar com alguém em assuntos espúrios, eu ia encontrar num restaurante, doutor Abel? Eu mandava ir a minha casa, onde não tinha ninguém. Eu não ia encontrar com ninguém em restaurante, em praia, nesses lugares. Mesmo porque eu conheço a Polícia Federal, conheço a história. Fui da instituição Ministério Público. Eu conheço isso. Eu não iria me expor. Fui porque não tinha nada. E fui. Nunca vi, na minha vida, um almoço mais indigesto do que esse.
O Júnior passou lá em casa, me pegou  e nós fomos. Não me lembro nem se, quando cheguei lá, o Castellar Guimarães já estava ou se ele chegou depois. (...)
Aí chegamos e sentamos. Duas pessoas que chegaram, eu não sabia quem era quem ali. O Castellar e o Júnior eu conhecia. Eram duas pessoas que eu conhecia nesse almoço: o Castellar era meu conhecido, e Júnior, meu genro.
Eu lembro, segundo o que a minha memória me diz: porque é aquilo que digo: a memória só se lembra de fatos que aconteceram quarenta anos atrás, e, às vezes, não se lembra de ato que aconteceu ontem, que nós nos sentamos. Tinha chegado um rupo e, quando chegaram outras pessoas, eu não sei quem -- porque nunca guardei nome: "Esse aqui é Fulano", "Esse aqui é Sicrano". "Muito prazer". Foi isso que eu disse para Vossa Excelência, que já fui apresentado para aluno nosso quatro vezes; na quarta vez, ele disse: "Professor, desculpe-me, mas já fui apresentado para o senhor três vezes". O gerente chegou par mim e falou para o Castellar Guimarães: "Vamos passar para uma mesa mais adequada". E nos levou para uma mesa mais no fundo. Depois disso...
(Continua na próxima semana).

domingo, 1 de janeiro de 2012

PALESTRAS SOBRE O FURACÃO.

As instituições (Faculdades, Sindicatos, Associações de Magistrados, Tribunais, Diretórios Acadêmicos, Cursos etc.) que tiverem interesse em palestras sobre o livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", neste ano e 2012, é só fazer contato com Carreira Alvim pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou pelo facebook.Não se esqueça que entre o carreira e o alvim tem um ponto.

CARREIRA ALVIM NA BAND-AM-RIO 1360KHZ.

NO PRÓXIMO DIA 28/1/12, CARREIRA ALVIM ESTARÁ NA BAND-AM RIO, ÀS 20H, NO PROGRAMA CSB-NOTÍCIA, TRATANDO AINDA DO TRIBUNAL DO JURI, EM FACE DOS RECENTES JULGAMENTOS QUE DIVIDIRAM A OPINIÃO PÚBLICA. 
PARA QUEM QUISER ACOMPANHAR, SINTONIZE AM 1360 KHZ OU WWW.SEMPREAOVIVO.RADIO.BR

AS GRANDES QUANTIAS SÓ EXISTIAM NA IMAGINAÇÃO DE ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA E DO MINISTRO CEZAR PELUSO.



"Ao localizar a pequena quantia contida no cofre da minha casa, o delegado de Santa Catarina ligou, na minha frente, pelo celular, para o delegado que comandava a operação no Rio de Janeiro, informando-lhe que, de acordo com as anotações que lhe tinham sido passadas, ele deveria apreender apenas “grandes quantias em dinheiro”, mas que, na minha casa, haviam sido encontrados apenas dois mil e trezentos dólares e cinco mil reais; e se era para apreender. Tendo recebido resposta afirmativa, foram esses os valores igualmente apreendidos, já que as “grandes quantias” só existiam na imaginação de Antônio Fernando de Souza, o procurador-geral da República que havia requerido a busca e apreensão."

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", encontrável em www.bondfaro.com. br)

NÃO ACREDITEI QUE SE TRATASSE DE UM MANDADO DE PRISÃO EXPEDIDO POR UM MINISTRO DO STF.

"Confesso que não acreditei que se tratasse de um mandado expedido por um ministro do Supremo Tribunal Federal, a uma, porque competente para me processar e julgar era o Superior Tribunal de Justiça; e a outra, porque esse Tribunal me tinha me dito que nada havia lá contra mim.
Vou morrer sem entender porque, sendo eu um magistrado que nenhum risco podia oferecer à segurança pública, e muito menos às investigações feitas contra mim, tive que ser acordado às 5 horas da manhã, com um contingente de policiais federais armados até os dentes, pondo em risco a integridade física e mental da minha família, quando bastaria ao ministro Cezar Peluso determinar-me que me apresentasse a ele, ou me considerasse detido na minha residência até se ultimasse a busca e apreensão ou se complementassem as diligências por ele determinadas.
O que primeiro me ocorreu, naquele momento, foi ligar para o ministro Carlos Velloso, já aposentado, meu amigo desde os meus tempos de estudante, meu padrinho de casamento, e que poderia me ajudar a esclarecer o que estaria ocorrendo, já que morava em Brasília e, por certo, teria o telefone do ministro Cezar Peluso, mas, para minha desventura ele estava viajando.
Lembrei-me, então, de ligar para outro amigo, o saudoso ministro Peçanha Martins, então vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, para me ajudar a certificar a autenticidade da ordem, mas ele me disse que não tinha o telefone do colega do Supremo Tribunal Federal, retornando-me, depois, a ligação, para me dizer que o ministro Cezar Peluso tinha viajado para São Paulo."
(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", encontrável em www.bondfaro.com.br".

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA INVESTIGA NA BASE DO "FAZ DE CONTA": CARREIRA ALVIM NÃO FOI JULGADO, MAS "EXECUTADO".

Eu, particularmente, penso que o Conselho Nacional de Justiça, no Brasil, é incompatível com a natureza do Judiciário, de PODER DO ESTADO, juntamente com os demais; porque, a se admitir que deva haver um órgão de controle externo do Judiciário, deve haver também um órgão de controle externo do Legislativo e do Executivo, integrado igualmente por membros do Judiciário. Em muitos países, existe um Conselho Nacional de Magistratura, mas para proteger os juízes, porque lá o Judiciário não é um Poder do Estado; e, tanto assim é que, nos EUA, em que o Judiciário é um PODER, não existe semelhante órgão.
Afora o que penso, a restrição que faço ao CNJ, e tenho esse direito porque fui vítima dele, é que as suas investigações são, tanto quanto as feitas pela Polícia Federal, "montadas", porque as suas conclusões são na base do "faz de conta", pois fizeram de conta que eu, Carreira Alvim, aceitei almoçar com "pessoas suspeitas", sem que soubesse sequer que estariam lá; porque se tivesse sabido, não teria aceito comparecer, porque não é sou "nenhum idiota" como os membros do CNJ supõem que eu seja.
E digo isso porque não poderia o Conselho ter decidido o fato relacionado ao almoço no restaurante Fratelli, no Rio, para o qual fui convidado, sete meses depois que minhas decisões sobre as máquinas caça-níqueis já não valiam nem mais como papelo higiênico, sem ouvir as pessoas que lá estiveram, limitando-se a se basear em informações da PF e em fotos que esta tirou das pessoas que estiveram nesse almoço. 
Aliás, o relator Gilson Gipp ia levar o processo ao Conselho sem sequer me ouvir, e só não fez isso porque percebemos a tempo e requereremos que eu fosse ouvido a respeito; e mesmo assim ele não me ouviu, limitando-se a mandar que eu fosse ouvido pelo desembargador federal ABEL GOMES, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Ora, eu não estive almoçando naquele restaurante sozinho, pois fui apenas convidado, pelo que o mínimo que se impõe a que quer investigar seriamente -- e esse é o objetivo constitucional do CNJ -- era ouvir as pessoas que lá estiveram, como o advogado Castellar Guimarães, o advogado Sérgio que veio com ele de Belo Horizonte, meu genro e os dois donos de bingos (Jaime e José Renato), que a PF já conhecia e afirmou terem estado nesse almoço. A investigação da PF foi tão "montada" que o advogado Castellar Guiimarães aparece nas informações da PF como "Homem Não Identificado".
Eu jamais poderia imaginar que seria condenado por um fato tão pífio, porque, se pudesse supor, teria arrolado todas essas pessoas para depor, esclarecendo verdadeiramente o fato; mas o Conselho sabia que iria basear a sua decisão nele, e não tomou nenhuma providência para esclarecer a si próprio, sobre o que iria decidir. 
CONCLUSÃO - Acabei condenado porque aceitei almoçar com algumas pessoas, tendo lá aparecido pessoas que não eram da minha intimidade, e que a Polícia Federal afirma que serem pessoas suspeitas. Portanto, a minha condenação teve por fundamento uma mera suposição, um "faz de conta".
MAS, VOU REPETIR, para que isso fique registrada na memória da Justiça e do meu Pais: O MINISTRO GILSON DIPP ACEITOU IR CONOSCO A BUENOS AIRES, QUANDO SABIA QUE EU ESTAVA SENDO INVESTIGADO POR PELUSO, E ACEITOU NÃO SÓ FICAR HOSPEDADO NO HOTEL PANAMERICANO POR CINCO DIAS, COMO TAMBÉM A JANTAR COM A ORGANIZAÇÃO DO EVENTO  (ONDE EU ME INCLUÍDA), NUM DOS MAIS TRADICIONAIS RESTAURANTES DA CAPITAL PORTENHA.  E LÁ TINHA UMA PESSOA QUE, PARA PELUSO E PARA ELE, ERA MAIS DO QUE SUSPEITA: CARREIRA ALVIM. NEM POR ISSO SE AFASTOU DO PROCESSO EM QUE EU ERA O SUSPEITO.
Conto essa história no meu livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", mas, infelizmente, não aconteceu nada para apurar as minhas denúncias.
Ninguém, nem mesmo as próprias instituições, quer bater de frente com os detentores do poder. 

AS FRASES VEICULADAS PELA GLOBO NÃO ESTAVAM NO ÁUDIO.

"As gravações que evidenciaram a relação de possíveis magistrados corrompidos, entre eles José Eduardo Carreira Alvim, com donos de casas de bingo foram totalmente contestadas em laudo feito por Ricardo Molina, professor da Unicamp e perito privado: "Não poderiam servir para denunciar nem acusar ninguém", afirma.
Mesmo assim, a Rede Globo colocou frases no art, ao anunciar, em edição extraordinária, a ação da Polícia Federal em 2007. "As frases veiculadas pela Globo não estavam no audio. Imaginaram coisas; a imprensa colocou no ar, e tudo virou verdade", diz Molina.
Segundo ele, "não existe objetividade aquilo que foi ao ar no áudio". Por isso, diz Molina, fala que "não se pode garantir que não foi adulterado". E garante que 43% da conversa telefônica desapareceu, o que corresponde a dezesseis segundos.
"Foram duas gravações, uma que teria a fala de Carreira e outra, na qual ele foi citado, durante uma conversa, por uma pessoa de fundo, que não se sabe quem é. Ou seja, uma pessoa não identificada fala e isso serve para incriminar". Molina fez uma comparação: "Alguém fica no áudio escutando o que eu falo, e se eu disser que hoje estou com vontade de matar um cara, vai e me prende. Fofoca vira verdade." (Continua).

(ENTREVISTA CONCEDIDA PELO PROF. RICARDO MOLINA AO DIÁRIO DO COMÉRCIO NA EDIÇÃO DE 5 A 7 DE NOVEMBRO DE 2011).

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, MAS QUE ESTE CONSELHO NÃO LEU.

"DESEMBARGADOR JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO). (Continuação)
 (...) Isso aqui foi uma coisa montada por quem não conhecia, confirando que não vai ser lido, se for lido não vai ser entendido e vai haver uma condenação com base em suposição, porque, sete meses depois, quem tinha que pedir, já tinha pedido.
Não dei nenhuma autorização para o funcionamento de bingo. Faço questão, sei que Vossa Excelência daqui a pouco já esta cansado, como eu também estou, vou mostrar ao senhor quem deu. A quadrilha que o ANTÔNIO FERNANDO DE SUZA disse, que há uma quadrilha aqui dentro, não estou nela. Até os Presidentes que passaram por aqui estão, porque ele negaram e concederam liminar, até para o Ministério Público negar, para manter a decisão de bingo funcionando, que foi onde não tive saída. Como vou negar a liberação de uma máquina ou atividade que esá funcionando com a autorização do Tribunal?"
A liminar estava lá. A primeira peça da procuração era a liminar do Tribunal. O erro não foi meu. Estou pagando por um erro do Tribunal. Quer dizer, meus "colegas" concederamliminar para bingo funcionar, a Polícia Federal foi lá e apreendeu as máquinas e pediram para eu liberar as máquinas.
O que aconteceu? Sete meses depois, quando todo mundo já havia examinado suas conveniência e interesses em requerer liminar, se alguma houvesse, então, não havia mais, porque as máquinas que estavam apreendidas já estavam todas com decisão, que eram essas três e, às vezes vinha até litisconsorte.
Digo que o Ministério Público transcreve aqui -- "Betec e um punhado de outros", para dar parecer --, que eu saí concedendo liminar para todo mundo, quando era uma decisão só. Vossa Excelência, por exemplo, quando pega um processo está: fulano e outros. Vossa exceleência já leu quem são os outros? Vossa Excelência não lê. (Continua)

O DIREITO NÃO É PARA MASCARAR A REALIDADE E MONTAR UMA FANTASIA DE CONFORTO SOCIAL.

"Sou aluna do 5º período do curso de Direito e como sonhadora, digo, até utópica, minha maior meta é colocar um pouco de justiça justa nesse sistema corrompido que é o "nosso" Judiciário. Tenho visto seu blog e as publicções, atualmente estou estudando o livro Teoria Geral do Processo ed. 2010 do senhor. E muito me inspira nessa luta contra uns poucos que fazem de nossa justiça uma vergonha. Minha turma é toda voltada p esse ideal. Acreditamos fortemente em uma melhora. É isso que me dar esperança e força para horas e horas de estudo, e quando vejo "Os Guardiões da Constituição" se prestarem a atitudes dessa natureza tenho a certeza mais ainda de que o problema é grande e clama soluções urgentes. Precisamos de operadores do Direito, de gente sábia e humana, que busque o bem! Justiça justa, Justiça concreta, material ! Precisamos de gente que extraia do Direito sua essência, o Direito é pra servir ao bem comum não mascarar a realidade e montar uma fantasia de conforto social. Que entremos no sistema e não deixemos que entre em nós, é o começo." ARMINDA PAZ.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA versus CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

"'O Conselho Nacional de Justiça exagera no seu poder de punir, enquanto o Conselho Nacional do Ministério Público faz vista grossa para infrações cometidas por promotores e procuradores. O resultado desse desequilíbrio são acusadores implacáveis e juízes amedrontados.'A análise crítica é de Ali Mazloum, juiz federal há quase 20 anos e também vítima de uma investigação bem divulgada e mal feita que só foi para o arquivo quando chegou ao Supremo Tribunal Federal." 

COMO NOS TEMPOS DA DITADURA

"Em sua primeira entrevista como presidente eleito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o desembargador Ivo Sartori mostrou por que a Corte é considerada a mais refratária a qualquer tipo de fiscalização, por parte da Corregedoria Nacional de Justiça. Além de acusar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de desrespeitar as garantias de magistrados, em suas inspeções e sindicâncias, ele acusou o órgão responsável pelo controle externo do Judiciário de agir como no tempo da ditadura."Se existe uma Constituição, vamos respeitá-la. Sem isso, vai se voltar aos tempos da ditadura", disse Ivo Sartori."

CORAJOSA LUTA CONTRA A INJUSTA ACUSAÇÃO QUE FIZERAM CONTRA VOCÊ.

"Caro e estimado colega. Devido a afazeres particulares só agora li a  a fundo sua corajosa luta contra a injusta acusação que fizeram contra você. Aceite minha sincera solidariedade. Desejo a você e  a sua família um ano novo com muita saude e paz e que consiga muita força a para continuar a lutar. Um grande  e fraternal abraço.
MARCELO GOMES"