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domingo, 29 de janeiro de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, MAS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Mas tem algo em relação a Sérgio Luzio também.
Então, passamos para a mesa do fundo. Foi aí que a ficha caiu. Eu pensei assim: "Se a Polícia Federal estava lá com autorização judicial coberta com o apoio do Ministério Público, que tinha pedido para nos fiscalizar, ela deve ter posto uma escuta na outra mesa e pedido ao gerente para nos transferir". Suponho que isso tenha acontecido.  
(...)  
DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR) - Mas quem levou essas pessoas desconhecidas?
DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Não sei.
DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Como eles chegaram ali?
DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Não sei. Eu particularmente fui convidado para almoçar com ele e o Júnior. Não dá para eu fazer suposições a esse ponto. Se havia relação do (adv.) com Jaime, José Renato e esse pessoal, tinha de perguntar para ele. Tinha que o Ministério Público arrolar, chamar e falar com ele assim: "Por que você levou, naquele almoço, no Fratelli, essas pessoas?" Ele é que tem de responder. Entendeu? E perguntar também para ele: "Quem convidou essas pessoas para irem ao almoço?" Pergunta para ele: "CARREIRA ALVIM sabia que essas pessoas iriam a esse almoço?" Isso é que tem que perguntar. A verdade está alí, só que eles estão tomando o caminho errado, porque li, nesses depoimentos, que a Polícia Federal não pode usar o material que ela deve ter colhido la dentro... Não estou dizendo que ela colheu porque eu não vi, mas já que o Ministério Público e a Justiça Federal supuseram tanta coisa, acho que eu, como indiciado, tenho também o direito de supor, se bem que os meus fatos são muito mais reais, quer dizer: estou sentado a uma mesa, vem o gerente e falta que temos de passar para uma mesa maior e a Polícia Federal está la dentro, tomando conta da gente; devo supor que alguma coisa tenha sido feita. (Continua na próxima semana).


NOTA - AFINAL, PORQUE A POLÍCIA FEDERAL NÃO INCLUIU O CONTEÚDO DAS CONVERSAS GRAMPEADAS NO RESTAURANTE "FRATELLI" NO INQUÉRITO, E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO TEVE INTERESSE EM CONHECÊ-LO?

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