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domingo, 27 de maio de 2012

13ª RESPOSTA REDE UH NEWS CG MS


FURACÃO CONCORRE AO 54º PRÊMIO "JABUTI" - 2012

O livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, de Carreira Alvim, está concorrendo, por indicação da Geração Editoral, ao 54º Prêmio Jabuti - 2012, na categoria "Melhor Livro de Reportagem".

MENSAGEM ÀS VÍTIMAS DAS INSTITUIÇÕES NACIONAIS

      Se você foi vítima das nossas instituições, ou algum amigo ou parente seu, como eu fui da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal, não se deixe intimidar, e divulgue a sua verdade pelas redes sociais, o mais democrático instrumento a serviço da cidadania e da verdade neste País.
      O blog "Operação Hurricane" está à disposição de quem quiser denunciar a parte podre das instituições nacionais, para que a sua parte sadia possa promover a sua limpeza. 
      Da mesma forma que o Governo criou a Comissão da Verdade, vamos lutar pela criação de uma Comissão de Limpeza das Instituições Nacionais.

INTRIGA NAS INSTITUIÇÕES: MINISTÉRIO PÚBLICO "versus" POLÍCIA FEDERAL.

O mesmo Ministério Público Federal que se uniu à Polícia Federal para me apear da jurisdição no TRF-2, e não chegar à presidência dessa Corte, com armações de fazer corar o mais incrédulo operador do direito, na famigerada Operação Hurricane, acusando-me do que não fiz, com base nas suas pérfidas "suposições", agora tropeçam nas suas próprias intrigas . Quer saber mais? Acesse pelo google "Gurgel e Daiello ensaiam o fim das intrigas entre o Ministério Púglico e a Polícia Federal". Vale a pena conferir.

PROGRAMA CSB-NOTÍCIAS DA BAND-AM RIO CONVIDA A OAB PARA UM DEBATE AO VIVO SOBRE O "EXAME DE ORDEM"

No último dia 25 de maio, Carreira Alvim participou do programa CSB-NOTÍCIAS, da BAND-AM Rio 1.360 khz, juntamente com as bacharelas em Direito Silvania Menezes (RJ) e Gisa Moura (RS), esta última por telefone, e o advogado Wilson Matias, tendo o programa feito um convite ao vivo ao presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, e ao presidente da OAB-RJ, Wady Damous, para participarem de um debate ao vivo sobre o explosivo tema "Exame de Ordem", que fez com que as Faculdades de Direito passassem a "vender um sonho, transformado em pesadelo".
Do programa participou também  Fernando Pestana, economista com mestrado e doutorado em Administração.
Espera-se que a OAB aceite o convite do CSB-NOTÍCIAS para discutir ao vivo, com bacharéis e advogados, um tema de real interesse social.
Quem quiser acessar o programa basta ir a www.sempreaovivo.radio.br
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O FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" DA TV JUSTIÇA


 (continuação)

PERGUNTA: Fiz as afirmações acima e, mesmo sem saber das suas respostas, baseado numa terrível afirmação que o senhor faz no livro que quando um juiz quer, quer; quando não quer, não quer. A partir desse ponto de vista, posso pensar que lei, ora é lei; posso pensar que a Constituição, ora é Constituição; posso pensar que tudo não passa de uma armação. E que todos os brasileiros são bobos e não da Corte?

RESPOSTA: Quando eu digo que “quando o juiz quer, quer, e quando não quer, não quer” é porque o juiz deveria ser o intérprete da Constituição e das leis, mas, muitas vezes, acaba fazendo o “jogo do poder”; e foi exatamente isso que aconteceu com a "operação furacão", porque as minhas decisões não tinham o objetivo de permitir o funcionamento de bingos no Rio de Janeiro e Espírito Santo, como afirmou o procurador-geral da República, e acreditou o ministro do STF, Cezar Peluso, para mandar me grampear, porque eu simplesmente dei liminares para liberar máquinas que tinham sido ilegalmente apreendidas, ao fundamento de que continham peças entradas ilegalmente no País. Para comprovar isso, basta ler a decisão que dei, e que foi o estopim do furacão, a pedido da BETEC, e que coloquei no final do livro, para mostrar que o que se discutia era se os componentes das máquinas eletrônicas eram ou não contrabandeados, não tendo nada a ver com ilegalidade de bingo.
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(continua na próxima semana)

AS PESSOAS E A NOSSA VIDA.

"Há pessoas que passam pela nossa vida e levam um pouco de nós; há pessoas que passam pela nossa vida e deixam um pouco de si; e há pessoas que entram na nossa vida e ficam."

"Há pessoas que entram na nossa vida por acaso; mas não é por acaso que nela permanecem."

O furacão serviu para me mostrar  as pessoas que passaram pela minha vida e levaram muito de mim; as que passaram pela minha vida e deixaram muito de si; e as que entraram na minha  vida e, para privilégio meu,  permanecem até hoje.

MENSAGENS RECEBIDAS PELAS REDES SOCIAIS

o     
 A mentira poderá permanecer por algum tempo, mas não pelo tempo todo. Parabéns por sua coragem, seriedade, moral... pois os humilhados serão exaltados e os exaltados humilhados. Nunca se esqueça disso. (Gisa Moura).

Engraçado ... a gente olha o furacão de longe e nem sabe o quanto ele levou, despedaçou. Mas, quando somos alvo dele, sentimos na pele o quanto ele é levianamente capaz de fazer. Deus te abençoe! (Eulália Domingos Fortuna).

A palestra em Barbacena foi maravilhosa e um homem de coragem, numa sociedade cheia de hipócritas e "tuiuus.." (Marco Estevão Bomfim)

Isso só acontece com os privilegiados por Deus, para que cheguemos ao reino Dele mais limpos. Os perigosos são eles que podem usar a forç a. Parabéns para o Desembargador Alvim, pela coragem e penso que sou igual a ele, estou lendo a minha história através do  seu livro, só que não sõu autoridade, e, sim, uma pessoa comum que passa por tudo isso. 

CHEGADA DE UMA GUERREIRA (continuação)



"(...) Foi essa garra que permitiu à minha filha, quando a sua casa foi tomada pela Polícia Federal, a pegar o telefone, ligar para o seu pai, quando o delegado encarregado da diligência a ameaçou de prisão por desacato à autoridade, mas a sua coragem em face da força, acabou se impondo como se fosse uma regra de direito natural.
Considero a minha filha, não apenas por ser minha filha, uma das mais legítimas representantes da classe dos advogados brasileiros, porque sabe defender como ninguém as prerrogativas da classe; coisa que nós, magistrados não sabemos fazer, defendendo a nossa.
Luciana permaneceu na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro durante todo o tempo em que estive lá, enquanto lhe foi permitido, só se retirando quando o expediente foi encerrado.
Todos os familiares dos presos ficaram aglomerados numa porta que dava para um corredor que conduzia às salas onde estavam, tendo eu a lembrança de ter visto ali alguns advogados conhecidos, além da juíza Lana Regueira, mulher do desembargador Ricardo Regueira, e sua filha Carol, também advogada, ambas em busca de notícias do marido e pai.
Desde a prisão do seu marido, a minha filha Luciana passou a viver num regime de prisão semi-aberta invertida, pois ela passava boa parte do dia na prisão, na companhia do marido, e ia para casa à noite para cuidar do filho do casal de apenas quatro meses e dormir com ele.
Não conheço nenhuma pessoa mais vocacionada para a tutela dos direitos humanos do que a advogada Luciana, porque fica indignada quando vê que a integridade física ou a moral das pessoas não está sendo respeitada:
 “Quando o ser humano perde a capacidade de se indignar, é porque se transformou num vegetal”."
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), na sua terceira edição; encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br 

COMEÇO DE UMA JORNADA (continuação)


"(...) A minha vida de estudante, que já era dura, acabou duríssima com a morte do meu pai, pois eu ganhava como auxiliar de escritório um salário abaixo do mínimo, em torno de dezessete mil cruzeiros na época, quando o salário mínimo era de vinte e um mil cruzeiros; salário este que não era suficiente para atender às poucas necessidades da casa, para ajudar no sustento da família.
Lembro-me que tínhamos um colega de Faculdade, Toninho baiano, natural de Teófilo Otoni, que fazia a festa da casa todas as tardes dos finais de semana, pois, chegando lá, mandava comprar pó de café, pão e manteiga; e só então tínhamos um lanche farto, porque durante a semana o que tínhamos era apenas o suficiente para sobreviver.
Como eu era o único homem adulto e solteiro na família, coube-me a tarefa de conduzir as minhas irmãs e um irmão ao seu destino, missão que cumpri com a maior grandeza e dignidade.
Eu me dispus a fazer o curso de Direito por conta das injustiças que sofrera ainda criança, e o meu desejo era um dia ser um juiz e poder fazer a justiça que, desde então, trazia na minha alma.
Tive uma grande decepção na minha vida, que, bem cedo, mostrou-me que viver era bem mais difícil do que me parecia, e que eu precisava ser cauteloso na minha caminhada, ensinamento que, se tivesse aprendido, teria talvez me poupado do furacão que se abateu sobre mim.
Sendo o meu pai um político, a nossa casa era frequentada por inúmeros deles, o que me passava certa segurança, porque eu supunha que pudesse contar com a ajuda desses “amigos” em qualquer eventualidade.
Estava equivocado, pois, além de todos nos virarem as costas depois da morte do meu pai, que já não lhes rendia votos, um deles sequer nos recebeu na sua casa, quando eu e minha mãe o procuramos na esperança de me ajudar a conseguir um emprego.
Essa decepção me mostrou que a vida era uma batalha, e que eu só teria chance de vencer a custa do meu próprio esforço, pelo que passei a estudar com afinco, para terminar o meu curso de Direito e fazer um concurso público; e foi isso que fiz."
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), na sua terceira edição, encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br 

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO

(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                                           Audiência, 16/4/2010)
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(continuação)
"PROCESSUAL PENAL. BUSCA  E APREENSÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. Hipótese em que a determinação de busca e apreensão visa a assegurar a realização de perícia em máquinas de propriedade da impetrante com o objetivo de comprovar a procedência  dos componentes eletrônicos."

Era o fundamento. Não tinha nada a ver com a ilegalidade.

(Lê) .

" ... das mesmas, um dos elementos indispensáveis à eventual configuração de crime de descaminho."

Não era nem contrabando.

(Lê)   

"É suficiente para efetivação da diligência em questão a apreensão de apenas uma unidade de cada modelo de máquina uma vez que a diligência determinada deve ser realizada de maneira menos onerosa para a parte que tem a seu favor a presunção constitucional de inocência. Ordem parcialmente concedida.

A Turma, por unanimidade, concedeu parcialmente a segurança nos termos do voto do Relator.

A do Doutor REIS FRIEDE foi no mesmo sentido:

(Lê) 
"O novo Relator, Desembargador REIS FRIEDE, em substituição a NEY FONSECA, manteve a liminar para que permanecesse lacrada e apreendida apenas urna unidade de cada modelo de máquinas da propriedade da impetrante, e, no mérito, confirmou a liminar anteriormente deferida, determinando que permanecesse lacrada e apreendida apenas uma unidade de cada modelo da máquina." 

Isso foi no madado de segurança n° 2000.02.01.022208-6.  A  do NEY FONSECA foi no mandado de segurança com numeração antiga ainda - nº 7298. 

O que fiz tinha precedente nesta Casa: de um Juiz, inclusive mais antigo e de um Juiz mais recente, que era o Doutor ROY REIS FRIEDE. Não achei muito necessário citar a decisão do REIS FRIEDE; citei a do NEY FONSECA. 

Quem mais concedeu liminar autorizando o funcionamento de casa de bingo? Temos aqui: ANDRÉ FONTES, no mandado de segurança n° 2004.02.01-.004915-8 - é oriundo do Ministério Público:
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                                                                                          41
(continua na próxima semana)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CARREIRA ALVIM NA BAND-AM-RIO 1360 KHZ

No próximo dia 25 de maio, sexta-feira, CARREIRA ALVIM estará na BAND-AM-RIO 1360 KHZ, falando sobre o EXAME DE ORDEM. 
Quem quiser poderá acompanhar pelo site www.sempreaovivo.radio.br (no Rio de Janeiro ou fora do Rio).  
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OUÇAM E PARTICIPEM PELO TELEFONE 2543-1360, FAZENDO SEUS QUESTIONAMENTOS AO EX-DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM

domingo, 20 de maio de 2012

12ª RESPOSTA A REDE UH NEWS CG MS


FURACÃO PASSOU POR BARBACENA (MG)


Foto tirada no Coffee Break, por ocasião da palestra sobre a "Operação Furacão", na cidade de Barbacena (MG), na abertura da Jornada Jurídica CESA 2012.

O FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO"

A partir desta semana, publicarei, por partes, a entrevista por mim concedida à JUSTIÇA EM FOCO, da TV JUSTIÇA, para quem queira saber o que aconteceu realmente e o que as instituições  querem que tenha acontecido; e o preço que eu e minha família estamos pagando por toda esta "armação".
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PERGUNTA: Pelas suas explicações, todo o processo que o envolveu teria sido uma armação, mas desculpa a minha ignorância. Para mim não ficou claro quem quis derrubar o senhor, quem quis impedir à sua ascensão e quais decisões que o senhor tomou para que fosse feito um plano mirabolante para tirá-lo do tribunal?

RESPOSTA: A farsa montada contra mim é tão absurda e inusitada que, realmente, é difícil de ser entendida; mas fato é que havia um grupo de desembargadores no Tribunal Regional Federal da 2ª Região  (o grupo dos quinze) que não me queriam na presidência do Tribunal, apesar de eu ser o candidato natural, pela antiguidade; isso porque queriam eleger outro do "seu grupo" que, se aguardasse a antiguidade, e eu fosse eleito, ele jamais seria presidente porque seria aposentado antes.  Isso já tinha acontecido anteriormente, quando um colega foi passado para trás, por outro, pois, pela antiguidade, também não chegaria à Presidência do Tribunal. Como as minhas decisões (três ao todo) sobre a liberação de máquinas de bingo não agradaram à Polícia Federal, a quem impus multa de até cinquenta mil reais por recalcitrância, e o Ministério Público Federal queria fechar os bingos que funcionavam  com liminares do próprio TRF-2, dadas por outros desembargadores federais, que não eu, viram nessa situação o momento ideal para “armar” o furacão e me afastar do Tribunal.  
(continua na próxima semana)
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Entrevista sobre o Furacão, concedida à Justiça em Foco, d TV Justiça. 

PALESTRAS GRATUITAS SOBRE O FURACÃO

As entidades e instituições que se interessarem por palestra sobre a "Operação Furacão", gratuitamente, contatem-me pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br


BLOG É ACESSADO NO EXTERIOR E NO BRASIL.

O blog vem sendo acompanhado no Exterior, tendo sido acessado nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Rússia, Argentina, Bélgica, China, Espanha e Portugral, e, no Brasil, foram, até hoje 24.331 acessos.

A VERDADE E O TEMPO NAS PALAVRAS DA PRESIDENTA.

"A força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazê-la à luz". (Dilma Rousseff).
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NOTA: Estas sábias palavras parecem feitas para a verdade sobre a "Operação Furacão", homiziada debaixo dos tapetes da Justiça, que por conta de ter uma venda nos olhos não a enxergou.

SERÁ QUE O MINISTRO CEZAR PELUSO SABE QUE O "OPERACIONAL" DA POLÍCIA FEDERAL VALE MAIS DO QUE AS PRERROGATIVAS CONSTITUCIONAIS DOS MAGISTRADOS?

No último dia 14, proferi palestra na abertura da JORNADA JURÍDICA CESA 2012, em Barbacena (MG), sob o tema "O valor das garantias constitucionais dos juízes brasileiros", onde tive a oportunidade de mostrar as barbaridades cometidas contra as minhas prerrogativas, enquanto magistrado, pela Polícia Federal, por ter o ministro Cezar Peluso, então vice-presidente do STF, e, depois, seu presidente, determinado a minha prisão.
Naquela oportunidade, fui preso sem a exibição de um mandado de prisão, e, sempre que invocava as prerrogativas da magistratura, para não sofrer contrangimentos desnecessários, os agentes da Polícia Federal e delegados me respondiam: "ISSO É OPERACIONAL EXCELÊNCIA, NADA TENDO A VER COM AS PRERROGATIVAS DE VOSSA EXCELÊNCIA".

O FATO E A VERSÃO DO FATO: NA POLÍTICA E NA JUSTIÇA.


"Na política, realmente, o que prevalece é a versão, não o fato, por mais absurda que seja a primeira. E, no caso em questão -- uma denúncia que pretendia criar constrangimentos ao candidato da oposição e ao ministro do Exército -- era mesmo."
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Extraído de História de Mora .

Na justiça também é assim, porque os fatos noticiados na Operação Hurricane são verdadeiros, mas a versão dos fatos é produto de manipulação da Polícia Federal (Ézio vicente da Silva), encampada pelo ex-procurador-geral da República (Antônio Fernando de Souza) e aceita pelo ministro Cezar Peluso (Supremo Tribunal Federal).

ALGUÉM CONHECE A MINHA HISTÓRIA



     "Conheço a história de sua honrada e trabalhadora família, para saber que tudo o que relata aconteceu assim mesmo.
     Só um pequeno detalhe conheço também: suas irmãs são mais novas que o senhor, e não mais velhas. E com o óbito de seu pai tornou-se o arrimo de sua família, quando tinha pouco mais de vinte anos, um adolescente estudioso e inteligente, que não se curvou aos embates da vida."
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NOTA - Mensagem deixada por um Anônimo na postagem "COMEÇO DE UMA JORNADA".

OBS: Na verdade, era apenas uma irmã mais velha que eu, Maria Regina, pois todas as demais (seis) eram mais novas.

CHEGADA DE UMA GUERREIRA (continuação)


"Assim que Maria Helena soube da minha prisão, acionou a Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais, e, depois, a Associação dos Juízes Federais do Brasil, para que se posicionassem a respeito da minha prisão, porque o que estava em jogo não era apenas a minha prisão, mas a prisão de um membro da Associação nacional, e, antes disso, um membro atuante do Poder Judiciário. Essa história eu conto num trecho próprio.
No meu caso, a minha filha Luciana, que teve o pai e o marido presos na malfadada operação, foi a ponte de ligação entre eu e a minha família, e comportou-se como uma guerreira, que me surpreendeu a mim próprio.
Nunca imaginei que a minha filha advogada, nas circunstâncias em que fora involuntariamente envolvida numa trama maquiavélica, com o pai e o marido presos, tivesse a garra que teve para suportar os sofrimentos impostos a pessoas que lhe eram extremamente caras.
Ela se tornara mãe há exatos quatro meses, antes da operação furacão, cujo filho, João Silvério ainda mamava no peito, quando se viu obrigada a deixá-lo para ir para Brasília, a fim de dar apoio a mim e ao seu marido, apoio este que só o advogado que é membro da família pode dar.
O meu neto João Silvério tem hoje quatro anos, tal qual meu outro neto João Pedro, tendo a minha neta Maria Luíza cinco aninhos de vida, sendo esse trio o meu suporte, para aguentar o que me restara depois do furacão.
A companhia constante dos meus netos me foi proporcionada, contraditoriamente, pelo maldito furacão, pois, estando afastado do Tribunal, tenho mais tempo para conviver com eles; e chego até a ter pena dos demais desembargadores que se perdem, diuturnamente, nas pilhas de processos, e morrerão um dia sem saber o que é conviver com os netos e ter o aconchego da família.
A garra dos Carreira Alvim se revelou em toda a sua extensão pelas mãos de Luciana, que armada de coragem e destemor, jamais se curvou à opressão da força policial, com medo de “desagradar” a Polícia Federal."
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial, já na 3ª edição), encontrável para compra em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br