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domingo, 27 de maio de 2012

O FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" DA TV JUSTIÇA


 (continuação)

PERGUNTA: Fiz as afirmações acima e, mesmo sem saber das suas respostas, baseado numa terrível afirmação que o senhor faz no livro que quando um juiz quer, quer; quando não quer, não quer. A partir desse ponto de vista, posso pensar que lei, ora é lei; posso pensar que a Constituição, ora é Constituição; posso pensar que tudo não passa de uma armação. E que todos os brasileiros são bobos e não da Corte?

RESPOSTA: Quando eu digo que “quando o juiz quer, quer, e quando não quer, não quer” é porque o juiz deveria ser o intérprete da Constituição e das leis, mas, muitas vezes, acaba fazendo o “jogo do poder”; e foi exatamente isso que aconteceu com a "operação furacão", porque as minhas decisões não tinham o objetivo de permitir o funcionamento de bingos no Rio de Janeiro e Espírito Santo, como afirmou o procurador-geral da República, e acreditou o ministro do STF, Cezar Peluso, para mandar me grampear, porque eu simplesmente dei liminares para liberar máquinas que tinham sido ilegalmente apreendidas, ao fundamento de que continham peças entradas ilegalmente no País. Para comprovar isso, basta ler a decisão que dei, e que foi o estopim do furacão, a pedido da BETEC, e que coloquei no final do livro, para mostrar que o que se discutia era se os componentes das máquinas eletrônicas eram ou não contrabandeados, não tendo nada a ver com ilegalidade de bingo.
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(continua na próxima semana)

Um comentário:

  1. Nobre Desembargador -Justiça brasileira Tarda, amas não Falha! Não faltarão razões macular vosso trabalho como um todo. Felicidades.Sucessos. Abraço amigo.

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