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domingo, 13 de novembro de 2011

MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA

"MAGISTRADO É VÍTIMA DA LENTIDÃO DA JUSTIÇA".

Ex-desembargador afastado do TRF-2 espera há quatro anos uma decisão do STF.

(Décio Viotto).

A mesma justiça que acolheu José Eduardo Carreir Alvim, mineiro de Teixeiras, como advogado, doutor, magistrado e desembargador, o colocou atrás das grades numa manhã de 2007. Não era o dia da mentira, era o do azar, o 13 de abril de Alvim. Ali começava a história que ele contaria em 374 páginas editadas pela Geração Editorial. Sua versão, Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão, já na 2ª edição e foi lançada neste ano em Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Campo Grande e Rio de Janeiro. São Paulo está na programação.
O autor de cinquenta obras jurídicas, dentre as quais Teoria Geral do Processo e Comentários ao Código de Processo Civil Brasileiro, coleção de 16 volumes, virou réu na Operação Hurricane, o furacão preparado pela Polícia Federal (PF) para reprimir esquema de jogo ilegal e crimes contra a administração pública, incluindo a venda de sentenças judiciais e liminares para manter casas de bingos em funcionamento.
Jogados na ilegalidade em 2000, os bingos que mantinham caça-níqueis em 2007 ainda permaneciam abertos com recursos obtidas na Justiça. Alvim, mais do que jurar inocência, diz que "a farsa montada" contra ele "é tão absurda e inusitada que é difícil de ser entendida".
É ele quem conta. "O fato é que havia um grupo de desembargadores, o grupo dos 15, que não me queria na presidência do Tribunal  Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo), apesar de ser o candidato natural pela antiguidade. Eles queriam outro". Conseguiram até mais, na história de Alim. "Como minhas decisões sobre a liberação de máquinas de gingo não agradaram à PF, a quem impus multa de até R$50 mil  por recalcitrância (recursa de alguém em cumprir ordens da autoridade competente), e o Ministério Público Federal (MPF) queria fechar os bingos, qu funcionavam com liminares do próprio TRF-2, dadas por outros desembargadores, viram nessa situação o momento ideal para 'armar o furacão' e me afastar do tribunal".

(NOTA - Trecho da reportagem publicada pelo Diário do Comércio (S. Paulo), na edição de 5, 6 e 7 de novembro de 2011). No próximo domingo, postarei "A acusação", e nas seguintes outros trechos da mesma reportagem  ("Armação"; "O beijo criminoso";  "Sem julgamento" e "O calvário") , e que ajudará o leitor a entender que são os verdadeiros bandidos de toga nessa história. Acompanhem para novamente ver quem dava as liminares para funcionamento de bingos no TRF-2, e que ainda estão lá, atuando no Tribunal, como se nada tivesse acontecido neste País. E que a PF, o MPF e o STF fingem que não aconteceu, para não mexer com eles.

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