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domingo, 13 de novembro de 2011

NADA HAVIA DE CONCRETO ALÉM DE MAQUINAÇÕES, MONTAGENS DE PROVAS E SUPOSIÇÕES.

"As reportagens foram tão exageradas que um delegado da Polícia Federal, chamado Emmanuel, declarou à Rede Globo que “aquela operação era um divisor de águas” no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, tendo sido eu e o desembargador Ricardo Regueira alçados à condição de bandidos mais perigosos do país.
O detalhe que faltou nessas reportagens é que nada disso era verdade, mas fruto de uma armação, forjada pela Polícia Federal, sob o comando do delegado federal Ézio Vicente da Silva, numa investigação sob a tutela do então procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, e supervisionada pelo ministro Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal, que, mais tarde, viria a relatar contra mim uma denúncia formulada pelo mesmo procurador-geral da República, convencendo o Plenário daquela augusta Corte de que havia sérios indícios de minha participação na quadrilha de bingos.
 Nada havia de concreto além de maquinações, montagens de provas e suposições contra mim e o desembargador Ricardo Regueira, mas, sem um exame meticuloso, o procurador-geral da República induziu o ministro do Supremo Tribunal Federal a me supor um marginal, tendo eu sido execrado publicamente pela mídia, apesar de todo o meu passado de juiz e de professor de Direito, com uma das maiores obras já produzida individualmente por um escritor neste país; e inclusive conhecido da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com muitos dos quais convivi ao longo da minha carreira."

(Trecho do livro "OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial), encontrável em http://www.bondfaro.com.br/). 

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