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domingo, 20 de novembro de 2011

UM VIDENTE DE COIMBRA PREVIU O FURACÃO.


"No dia seguinte, dei um jeito de dar uma fugidinha da Universidade de Coimbra e fui ter com esse indiano, para que ele lesse também o meu futuro.
Lá chegando, me lembro que o indiano atendia sentado numa pequena mesa, perto de uma janela, mas não tenho a menor lembrança de como ele era, mas tinha realmente um tipo de indiano.
Esse vidente lia o futuro pelas cartas de tarô, e quando leu o meu futuro e me disse que um furacão varreria a minha vida, e que eu “teria que ter forças para juntar os cacos”, só não caí da cadeira, porque estava sentado, senão teria me esborrachado no chão.
A previsão me impressionou, porque ele não sabia que eu era marido da Tetê, para quem ele houvera feito a mesma previsão, e em ambos os casos as suas previsões eram catastróficas, com potencial para fazer das nossas vidas um inferno.
Naquela oportunidade, tentei argumentar com esse vidente que a minha atividade profissional não oferecia nenhum risco, indagando-lhe se seria possível fazer alguma coisa para evitar essa catástrofe; mas ele me disse que não e repetiu que eu deveria estar preparado para, quando acontecesse, saber enfrentá-la.
Constatei que o indiano não era nenhum charlatão, porque, se fosse, teria me enrolado de algum modo, para me tomar dinheiro, dispondo-se a fazer o trabalho que eu lhe pedia para amenizar esse cataclismo.
Dali eu retornei à Universidade de Coimbra, e quando cheguei de noite ao hotel, contei à minha mulher que eu estivera no vidente indiano, que, sem saber quem eu era, fizera a mesma catastrófica previsão sobre o nosso futuro".

(Trecho do livro  "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO",  encontrável em www.bondfaro.com.br).

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