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domingo, 20 de novembro de 2011

FAÇA O QUE FALO, MAS NÃO FAÇA O QUE FAÇO.

       Entrevistado pelo Valor, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, disse que os magistrados que cometem irregularidades devem ser punidos, mas sem estardalhaço. Ele se disse indignado com as infrações cometidas, mas defendeu sigilo nas investigações. Se o nome dos investigados for divulgado antes da conclusão das apurações, haveria um pré-julgamento, na opinião de Peluso (leia no final do texto a entrevista na íntegra).
      Para o ministro, o sigilo nas investigações é uma forma de respeitar a intimidade e a dignidade das pessoas.  O resultado pode se tornar público, afirma. "Usar o procedimento de apuração e a punição dos juízes para criar uma comoção me parece absolutamente injustificado e contrário à dignidade das pessoas. Se réu a gente tem que tratar bem, por que os juízes têm que sofrer um processo de exposição pública maior que os outros? O interesse da sociedade é que os juízes sejam punidos, ponto final", declarou.
Questionado sobre os desvios cometidos por juízes, respondeu que estes também são seres humanos, sujeitos a falhas. No entanto, defende que o juiz deve ser um modelo para a sociedade.

(TRECHO DA ENTREVISTA DADA PELO MIN. CEZAR PELUSO AO JORNAL VALOR). NA PRÓXIMA SEMANA TEM MAIS.

NOTA - O ministro Cezar Peluso foi quem determinou a minha prisão e do desembargador Ricardo Regueira, na OPERAÇÃO HURRICANE, permitindo que a Rede Globo fizesse todo a pirotecnia que fez, sem fazer nada para impedir, apesar de ter determinado o "segredo de justiça".
No meu caso, em vez de "acabar com a carreira do juiz" o que ele fez foi tentar "acabar com o próprio CARREIRA" (e quase conseguiu).

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