domingo, 10 de fevereiro de 2013

PODER PARA PRENDER, SEM FORÇA PARA CONTROLAR




O furacão Hurricane só aconteceu na minha vida porque fui levado a julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, por conta de estar um ministro de um tribunal superior envolvido pelos mesmos ventos, que tem como órgão julgador aquela Corte; porque se eu tivesse sido mantido no meu juízo natural, que é o Superior Tribunal de Justiça, nada disso teria acontecido, como não aconteceu na operação Têmis, que varreu o Tribunal Federal de São Paulo, em que o ministro Felix Fischer autorizou buscas e apreensões, mas não mandou prender ninguém.

Aliás, se tivesse eu podido escolher, teria preferido ser preso por um policial, porque o meu infortúnio resultou justo do fato de ter sido eu preso por determinação de um ministro do Supremo Tribunal Federal que todos consideram infalível; mas que o Criador sabe que não é; e ele próprio também sabe.

A partir daí, pouco importa que eu seja absolvido, porque os estragos que essa maldita prisão temporária tinha que fazer na minha vida já fez; tendo eu me mantido de pé, porque preciso continuar vivo para provar toda essa maquinação contra mim, para não morrer como culpado, com o Supremo Tribunal Federal declarando extinta a punibilidade pela morte, com o arquivamento do meu processo. 
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas grandes livrarias do País.

IMPORTÂNCIA DO FATO E DA VERSÃO DO FATO

(continuação)
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Depois do que aconteceu comigo, e tendo eu consciência do que fiz e do que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal supõem que eu tenha feito, preocupa-me a independência de alguns juízes que fazem com que ainda haja justiça neste país, vítimas em potencial das maquinações institucionais, que, em vez de combatidas e punidas, são muitas vezes estimuladas pela própria Justiça.

Depois que foi criado o Conselho Nacional de Justiça, para fiscalizar os juízes, tratando-os como se fossem alunos de curso primário, fazendo com que o Poder Judiciário perdesse a qualidade de poder, porque é controlado por um órgão integrado além de juízes, por advogados, membros do Ministério Público e até por cidadãos, o que não acontece com os demais poderes do Estado, passamos a ter no Brasil efetivamente três poderes: Legislativo, Executivo e Midiático, sendo este último encarnado pela imprensa em todas as suas manifestações. 
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(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br e www.bondfaro.com.br e nas grandes livrarias do País.

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.



PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO

(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                     Audiência (16/4/2010)

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(continuação)

Eu vou parar aqui, porque isso é um problema de prova.



Na outra fita, onde aparece esse um milhão, ele diz algumas coisas. Ele diz que ela é menos problemática do que a primeira. Na primeira, ele detectou suspeita de simulação muito forte, de montagem da fita.



Aí, ele vem aqui:

(Lê)

"A descontinuidade comentada poderia estar associada a alguma falha momentânea do sistema, mas não é possível garantir isso. Assim, é mais provável, mas não inteiramente seguro que a descontinuidade da gravação 2 seja apenas uma falha local sem efeitos globais."

Depois diz: 

(Lê)

''Na verdade, pelo que se depreende dos quesitos, um dos questionamentos mais importantes quanto a essa gravação diz respeito ao que foi efetivamente dito pelas vozes de fundo.”

Aí vem:

(Lê)

"Quanto a esses, pode-se verificar o seguinte: restam apenas fragmentos esparsos audíveis, tipo ‘um milhão’, tipo 'Carreira Alvim', tipo ‘tá enrolando’. Sendo a maior parte da conversação de fundo ininteligível, algumas falas audíveis ficam totalmente descontextualizadas."

E por aí vai.

Então, essa foi exatamente a conversa do um milhão. Aí, ele aparece aqui. Sabe qual foi a frase que eles [a Polícia Federal] colocaram lá?      


(Lê)

“Um milhão vai pra Carreira Alvim."

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(continua na próxima semana)                                                          79   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

ESTIMULO PARA CONTINUAR ESCREVENDO



Essas monografias, a exemplo de todas as  demais  obras  de processo civil do nobre e culto magistrado  Carreira  Alvim, são simplesmente EXCELENTES,  tanto  que  já  adquiri  todas até aqui lançadas.  Quem  realmente quer aprender Processo Civil deve, OBRIGATORIAMENTE, consultar as obras jurídicas desse grande magistrado e professor universitário. Um fraterno abraço, Dr. Carreira Alvim. (Davi José Soares Fares).



IMPORTÂNCIA DO FATO E DA VERSÃO DO FATO



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(continuação)

Certa feita, conversando com um dos ministros do Supremo Tribunal Federal hoje aposentado, ele me disse que deveríamos afastar esses colegas “para dar uma satisfação à opinião pública”; mas, nessa ocasião, fiz ver a ele que a nossa função é a de julgar e não de dar satisfação à opinião pública, o que aliás a imprensa faz bem de sobra. E tanto eu estava certo na minha observação que o Tribunal que ele próprio integrava acabou extinguindo prematuramente este processo, mandando os autos para o arquivo.
Reconheço que, quando as decisões judiciais encontram eco na opinião pública, o sentimento de justiça é mais confortável; mas a Justiça não é uma instituição que deva funcionar embalada pela opinião pública; mesmo porque, como se sabe, o nazismo, na Alemanha, e o fascismo, na Itália, que marcaram para sempre a humanidade, não teriam sido possíveis se não contassem com o apoio da chamada “opinião pública”.

(continua na próxima semana).
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO furacão (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País.

REVISTA PESSOAL CONSTRANGEDORA



           
Quando chegou a minha vez, a minha revolta saía pela boca, e não me constrangi em lembrar, mais uma vez, ao agente policial, que as prerrogativas do meu cargo impediam a colocação das algemas, a uma, porque eu não era ainda um condenado, e, a outra, porque não oferecia nenhum perigo para a segurança do voo.
De novo, ouvi do agente federal a famigerada frase: “Isso é uma exigência operacional, Excelência; nada tendo a ver com as prerrogativas do seu cargo”; e fomos todos nós, assim algemados, postos dentro do avião.
A curiosidade que me assaltou naquele momento era saber se, quando o ministro Cezar Peluso decretara a minha prisão temporária sabia da existência dessas exigências “operacionais”, que se chocam com as prerrogativas do magistrado, indo desde ser despido para exame até a colocação de algemas, com uma prévia e constrangedora revista pessoal; e desejando que algum dia algum ministro daquela Corte passe por situação semelhante, ou pelo menos próximo dela.
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO furacão (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País.

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.



PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ) (Audiência, 16/4/2010)  
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(continuação)
Sabe por quê? Porque eu acho que, na hora de colar, eles comeram o ''p”. E aí chegou no Supremo,  o PELUSO mandou que o  Delegado fizesse uma transcrição integral dessa frase -  "arte em dinheiro". Aí, sabe qual foi a conclusão dele? Que não é "arte em dinheiro", é ''faz em dinheiro". Aí, já colocou aqui. Aí, já aparece diferente.
(Lê)
"’Pode, falar, Doutor’. ‘Está me ouvindo?’ 'Tô'. 'Aqui, aquela ideia sua, faz em dinheiro, tá?' ‘Pode deixar, Doutor, tá tudo na cabeça. Pode deixar. Não se preocupa não, tá? Tchau'".     
Daqui, Doutor ABEL, eles chegaram à conclusão de, que eu negociei através dessa conversa.  Um ano e tanto de gravação resultou em alguns segundos de uma frase que não aparece.  
Aqui, o que acontece? Outras coisas:
(Lê)
“Em primeiro lugar, outra descontinuidade ocorrente na mesma  gravação."
Mais abaixo:
(Lê)
"Trinta e sete-segundos da gravação, apareceram  vinte e um segundos somente."        
E ele diz aqui:
(Lê)
 "A gravação está, no mínimo, incompleta. Dezesseis segundos não é pouco, ou pior, foi montada de modo a simular uma conversação verdadeira."
Isso não sou eu que estou dizendo; isso é o Perito que está dizendo:
(Lê)
"... pior, foi montada de modo a simular uma conversação verdadeira.”
Aqui embaixo diz mais:
(Lê)
 "De fato, podemos, afirmar que as gravações cujos blocos são separados por períodos de silêncio, ou seja, nas quais não existe ruído de fundo coerente, não permitem ter a sua autenticidade comprovada. Isso porque, não havendo possibilidade de analisar mudanças abruptas no ruído, um potencial fraudador poderia, sem dificuldade, retirar, inserir, alterar a ordem cronológica, ou praticar qualquer outra modificação.”
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         (continua na próxima semana)                          78