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domingo, 3 de fevereiro de 2013

IMPORTÂNCIA DO FATO E DA VERSÃO DO FATO



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(continuação)

Certa feita, conversando com um dos ministros do Supremo Tribunal Federal hoje aposentado, ele me disse que deveríamos afastar esses colegas “para dar uma satisfação à opinião pública”; mas, nessa ocasião, fiz ver a ele que a nossa função é a de julgar e não de dar satisfação à opinião pública, o que aliás a imprensa faz bem de sobra. E tanto eu estava certo na minha observação que o Tribunal que ele próprio integrava acabou extinguindo prematuramente este processo, mandando os autos para o arquivo.
Reconheço que, quando as decisões judiciais encontram eco na opinião pública, o sentimento de justiça é mais confortável; mas a Justiça não é uma instituição que deva funcionar embalada pela opinião pública; mesmo porque, como se sabe, o nazismo, na Alemanha, e o fascismo, na Itália, que marcaram para sempre a humanidade, não teriam sido possíveis se não contassem com o apoio da chamada “opinião pública”.

(continua na próxima semana).
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO furacão (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País.

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