sábado, 6 de outubro de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                            Audiência, 16/4/2010.

(continuação)
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O Desembargador RICARDO REGUEIRA - dizem eles - já mantinha vínculos com a organização criminosa. Mas isso não diz nada a respeito a mim.                  

Há uma interlocução aqui na nota de rodapé 36, onde falam de encontro do CARREIRA, de 11 de janeiro último..., Doutor ABEL, ele está tão mal informado e equivocado, porque esse encontro é do Fratelli, não tem nada a ver com casa de SILVÉRIO JÚNIOR. Ele pegou uma informação policial, 17, que conta aquela história, dizendo que tirou  aquelas fotos e que Vossa Excelência falou comigo que tem aí. E disse que tem prova (“ininteligível)... demonstra bastante íntimo etc... "

Almoço na casa... Esse último no dia 11 – isso não é verdadeiro. A própria denúncia desmente a si mesma, porque isso não tem nada a ver com jantar na casa de SILVÉRIO JÚNIOR. É história do Fratelli que ele joga aqui, tentando aparentar... Por quê? Como eles queriam mostrar que eu me encontrava com Jaime no restaurante e na casa de Silvério, que éramos íntimos. Eu me encontrei uma vez com ele no restaurante, que deve ter sido o [advogado de B. Horizonte] que levou. Tem que chamar [esse advogado] para depor. (...)

Vamos passar para o 51.
                 
(Lê)

"Os áudios captados do gabinete do CARREIRA ALVIM indicaram que RICARDO REGUEIRA estaria por trás dos pedidos relacionados  com bingos destinados àquele, que culminaram com as decisões favoráveis."  

O que eu posso dizer? Isso é imaginação. Isso não houve. Tanto não houve, que a conversa que está aqui embaixo não tem nenhum sentido. Eu ainda disse aqui, Doutor ABEL: "Eu nem sei quem é, eu não conheço ninguém ligado a bingo." Eu não sabia que Jaime mexia com bingo; eu não sabia quem era esse pessoal que mexia com bingo. Aliás, a única pessoa que, eu conheço que era gerente de uma casa de bingo ... Fiquei pensando: "Por que não pegaram essa pessoa?" Não pegaram.

Quer dizer, as, pessoas que estavam diretamente ligadas com a casa de bingo não foram pegas
nessa operação. E mais: não que eu tenha meus assuntos... Meus assuntos são até assuntos de trabalho. Pode gravar.  

Sabe o que eu fazia, Doutor ABEL?

(...) Mas como eu não supunha que a Polícia Federal fosse fazer pior do que eu dizia... Eu não sabia que ela ia montar contra mim, que ela ia construir frases. Então, quando eu conversava com eles, eu [falava assim:]
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 (continua na próxima semana)
NOTA: O relator desse processo administrativo no CNJ foi o ministro Gilson Dipp, que extraiu dele todas as "suposições" possíveis e imagináveis, para me aposentar compulsoriamente. O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO (ditado popular).
Os desembargadores do TRF-2 que deram decisões para o funcionamento de casas de bingo no Rio de Janeiro não fomos eu e nem o Ricardo Regueira, como conto no livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DIVULGANDO AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA BRASILEIRA


"Sou médico e fui cassado, há mais de quinze anos, pelo Conselho Federal de Medicina. Não seria nada demais, se a cassação do exercício profissional fosse devidamente cominada como manda a Constituição Federal (não existe pena perpétua no Brasil!), e, se o principio da razoabilidade e proporcionalidade tivessem sido levados em consideração. Senão vejamos: fui cassado por questão de gestão! Não houve ato médico envolvido na questão! Virei desafeto do Conselho Federal de Medicina, em virtude das denúncias que fiz contra o tribunal de exceção que impera naquela entidade. Entrei com processo na justiça contra o abuso de poder e a arbitrariedade sofrida. Tudo em vão! Eu perguntaria: onde estamos? Que país é esse? Que justiça é essa que permite a cassação, com aplicação de pena perpétua contra um profissional médico que sempre foi elogiado pelos seus clientes e jamais foi denunciado por má prática do exercício profissional por nenhum de seus pacientes?" (Enviado pelo blog). 

LIVRO DE CARREIRA ALVIM SOBRE O FURACÃO SUGERE MONOGRAFIA.


"Carreira Alvim. Eu estou adorando o seu livro, muito bem escrito! Obrigada por proporcionar a todos aqueles que não conhecem a sua história, fazendo com que, nós futuros juristas e até uma sociedade ao todo, conheça como realmente funciona a justiça em nosso País. Eu não terminei de ler o seu livro, mas saiba que tenho uma admiração enorme pelo senhor, e que, com a sua história me fez aumentar o meu pensamento critico. Obrigada mais uma vez! 
E mais uma coisa. Eu acho que a partir do seu livro possa surgir uma futura monografia!” LARISSA SANTOS

ENTREVISTA AO "DIÁRIO DIGITAL" DE CAMPO GRANDE-MS


NO OLHO DO FURACÃO

Editora: Neiba Ota
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(continuação)

PERGUNTA: Como foi a sua prisão?

RESPOSTA: Sabia que no primeiro momento que pudessem tentariam me afastar da presidência. A gente percebe isso no jogo do poder, o grupo que está com você e o que está contra. Mas não podia imaginar que se serviriam de uma decisão que repeti de outra. Esta decisão que eles chamaram de suspeita já tinha sido dada por outros. Afastaram a mim, o vice e o candidato a corregedor. Só que isso surgiu efeito pedagógico. Quem foi recusado a vice-presidente acabou presidente. Eu sabia que havia uma armação. Eu tinha organizado um evento em Buenos Aires, sobre os desafios da corrupção. Lá tinha ido o ministro Cezar Peluso, do Supremo, como convidado. Eu não sabia quem mandou colocar grampo no meu gabinete. Vi que o ministro corria de mim. Ele mandou me grampear.
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(continua na próxima semana)

NOTA: Na época dessa entrevista, o processo estava em curso no STF, sob a relatoria do então ministro Cezar Peluso, tendo sido, posteriormente, remetido ao STJ, ainda sem relator, apesar de decorridos mais cinco anos dessa maldita e desastrada operação da Polícia Federal, mancomunada com o Ministério Público Federal e sob a condução do Supremo Tribunal Federal (Cezar Peluso).

GRAMPOS NO GABINETE DO DESEMBARGADOR (parte inicial)



"Numa democracia, em que se acredita que os princípios constitucionais são respeitados, a última coisa que eu poderia supor é que o meu gabinete pudesse ser objeto de escuta ambiental, a uma, por conta da dignidade do cargo de vice-presidente, e, a outra, porque eu exercia a minha função com a maior dignidade, nada tendo feito que me comprometesse.
Aliás, eu nem sabia que essa prática de grampeamento, que pela Lei do Grampo deveria ser excepcional, tinha-se tornado uma rotina na vida judiciária, por determinação da própria Justiça.
Em maio de 2006, foi requerida quebra do sigilo telefônico do meu genro, Silvério Júnior, numa medida cautelar penal, requerida pelo Ministério Público Federal, cujo verdadeiro fundamento era o fato de ser ele casado com a minha filha, pedido esse deferido pela juíza da justiça criminal do Rio de Janeiro, interceptações estas sucessivamente prorrogadas pela juíza, tendo a última delas mostrado a necessidade da remessa do processo ao Supremo Tribunal Federal, que é a mais alta corte de justiça do país."
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.saraiva.com.br, em www.estantevirtual.com.br, na Livraria La Selva (nos Aeroportos) e em outras livrarias em todo o Brasil. 

UMA NOITE MAL DORMIDA (parte final)




(continuação)
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"Embora eu tenha participado dessas orações, confesso que estava mais para criar uma “Igreja dos Indignados”, para fazer dela o altar das minhas pregações contra as injustiças, a truculência e a irresponsabilidade das instituições públicas, do que tomar naquele momento os rumos indicados pela Bíblia.
Nesse dia, porém, tive uma agradável surpresa, pois o meu genro chegara bem cedo à cela dois, a tempo de ouvir as orações do desembargador Regueira, tendo podido orar com o grupo e pedir pel o fim das injustiças cometidas contra nós.
O dia seguinte, 21 de abril, foi dos mais significativos da minha vida, porque, nesse mesmo dia, séculos antes, Tiradentes fora enforcado por conta de uma trama semelhante, armada, sem nenhum constrangimento pelo poder instituído, com o único propósito de incriminá-lo e enforcá-lo. Não que eu quisesse equiparar-me ao herói da Inconfidência Mineira; se bem que ter nascido mineiro como ele era para mim motivo de orgulho.
Como os inconfidentes mineiros, fui preso, exposto à execração pública pela mídia, condenado por antecipação, sem qualquer direito de defesa, como se uma farsa “montada” pelos meus grampeadores, antes que uma perícia séria fosse prova incontestável da minha culpabilidade."
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, na Livraria La Selva (nos Aeroportos) e em outras livrarias. 

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO 
(Notas Taquigráfícas SAJ/CORTAQ)                                           Audiência, 16/4/2010

(continuação)
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"Passou a ter frequentes contatos com Jaime Garcia, passando SILVÉRIO JÚNIOR a figurar como negociador das vantagens pela organização dos serviços prestados ao Desembargador."

Ele queria, de todo jeito, achar uma forma de me vincular ao grupo criminoso. 

(Lê)  

''No curso da presente investigação, a autoridade policial registrou encontros - de novo - constantes entre CARREIRA ALVIM e Jaime Garcia em restaurantes .. ." 

É impressionante: um homem desse deveria ser processado por afirmação caluniosa e não se esconder -- se bem que agora ele já se aposentou e não vai se esconder atrás da Procuradoria Geral --, porque essa é uma afirmação altamente caluniosa. 

(Lê) 

 " ... casas de, bingo, passeios na praia e almoço na casa de SILVÉRIO JÚNIOR, este último no dia             11 de janeiro - ver abaixo item 36 --, anotando situações que demonstram serem bastante íntimos." 

Primeiro, que esse "ver abaixo 36" não tem nada a ver como item 36. Eles quiseram se referir a uma anotação, à informação policia 17, aqui no item 36. Não fala nada. Simplesmente não tem.    

Doutor ABEL, Vossa Excelência há de admitir que, se fosse comprometedor, não estaria transcrito o motivo de ele falar que houve isso, houve aquilo, conforme informação da polícia?  

Agora vou explicar a Vossa Excelência o que houve em todos esses casos. "Em restaurantes". Esse encontro no Fratelli, sete meses depois [das decisões, já cassadas], em virtude do convite que me foi feito pelo [advogado mineiro] por conta dessa coisa aparentemente ininteligível, de me chamar para voltar a lançar meus livros na Del Rey. 


"Casas de bingo". Sabe o que é esse "encontro em casas de bingo"?' Uma vez, um ministro [do STJ] estava lá em casa e era um dia em que não tinha feito lanche. Lá havia um restaurante e eu falei: "Vamos dar uma chegada no bingo". A gente gastava cinquenta reais, lanchava, ficava lá um pouquinho e saia. Ele foi comigo. Ele até falou: "Por que proibiram isso aqui? É tão fácil fiscalizar, porque tem caixa, tem máquina, tem tudo". Eu sempre disse isso nesta Corte: "É preferível' saber onde o jogo está e poder fiscalizar a não saber onde ele está e ele ser clandestino". Essa sempre foi a minha teoria. 

(...) 
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           (continua na próxima semana)                                                                        59
                                                                                                                                        

NOTA: A partir dessa ida a uma casa de bingo, que funcionava regularmente na Avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e que todos frequentavam, o então procurador-geral da República, ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA, chegou à inusitada conclusão (FRUTO DA SUA IMAGINAÇÃO) de que eu mantinha contatos com Jaime Garcia em "casas de bingo". E o que é pior: o ex-ministro do STF CEZAR PELUSO acreditou nas palavras deles. NADA DISSO É VERDADEIRO: o fato é verdadeiro (eu estive lá), mas a versão do fato é fantasiosa e mentirosa (quando supôs que eu tivesse ido encontrar alguém). Aliás, a cabeça de alguns membros do Ministério Público, muitas vezes, funciona assim: com a ideia voltada para comportamentos criminosos, que só existem na sua imaginação. SE EXISTE UMA VERSÃO FANTASIOSA, QUE DÁ UMA COMÉDIA TRÁGICA, ESTA SEM DÚVIDA É A DADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL NESSE CASO.