sábado, 14 de julho de 2012

ONDE NÃO HÁ JUSTIÇA, NÃO HÁ DEMOCRACIA.

        Aos que me derem a honra da leitura deste blog, deixem as suas impressões sobre os textos publicados, para que sejam divulgados para toda a sociedade brasileira. E, se tiver uma história da justiça, para contar, conte, para que possamos buscar o aprimoramento da instituição (JUSTIÇA),  que é o ar respirado pela Democracia. 

FURACÃO COMEÇARÁ O SEGUNDO SEMESTRE DE 2012

As instituições (Universidades, sindicatos, diretórios acadêmicos, associações etc.) que pretenderem saber o que, realmente, aconteceu na OPERAÇÃO HURRICANE, façam contato com CARREIRA ALVIM pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br, que iniciará novo ciclo de palestras, para mostrar o que se esconde por detrás dela.  

FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" DA TV JUSTIÇA


Editor: Reinaldo Nóbrega
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PERGUNTA: Como um processo pode ficar parado no STF e nada acontece para os responsáveis pelo seu andamento?


RESPOSTA: Poder não pode, quando o País é responsável, mas acontece quando não haja responsabilidade e interesse em apurar realmente A VERDADE, que depõe contra as mentiras assacadas contra mim, preferindo os deveriam apurar que o tempo se encarregue de fazer com que a ação penal prescreva, e perca o seu objeto É muito difícil para a Suprema Corte de um País reconhecer que um de seus ministros não se inteirou realmente dos fatos ocorridos, antes de mandar prender, algemar e recolher à carceragem da Polícia Federal um desembargador, vice-presidente de um Tribunal Federal, desconsiderando inteiramente as prerrogativas do cargo, confiando no que disse, irresponsavelmente, o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, a mais alta autoridade e chefe do Ministério Público Federal no País,  e, mais difícil ainda, é admitir a própria Corte, que ela própria foi induzida em erro, ao receber uma denúncia contra mim, baseada em fatos “montados” pela Polícia Federal, com  conivência do Ministério Público Federal.  Aliás, “erro” não, porque o que fizeram contra mim, imputando-me a prática de fatos criminosos que não pratiquei, é uma calúnia, e, portanto, punida pelo Código Penal; mas infelizmente ninguém neste País é punidos por causa disso.
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NOTA - Depois de ficar parado por mais de cinco anos no STF, passando pelas mãos de dois ministros-relatores (Cezar Peluso e Gilmar Mendes), os autos do processo foram remetidos ao STJ, onde começou uma tramitação mais regular; mas, enquanto esteve no STF, ficou literalmente parado, como milhares de tantos outros, que lá dormitam à espera da prescrição.

SOLIDARIEDADE VINDA PELAS REDES SOCIAIS


"Eu concordo com o que o Excelentíssimo Desembargador Dr. Carreira Alvim disse em sua palestra no ano passado sobre a Operação Hurricane, certeza que a Globo paga propina para a policia federal, eles sempre tem imagens, fotos e conteúdos exclusivos de todos os casos. Omg! Quanta hipocrisia!" (Camila)
"Li este maravilhoso livro, Hurricane e muito bem relatado pelo Digno Magistrado Desembargador Carreira Alvim. O que fizeram foi uma atrocidade, mas Deus é maior, e nosso digníssimo Desembargador está novamente de pé e fazendo a suas obras que é o que sabe muito bem fazer. Parabéns Mestre do Direito." (Waldemar Ciniglia).
"PARABÉNS!
APESAR DA DESCRIÇÃO DOS FATOS OCORRIDOS COM O DESEMBARGADOR PROVOCAR TRISTEZA E INDIGNAÇÃO, O LIVRO É EXCELENTE!" (Anônimo)


 "Conclui depois de duas agradáveis madrugadas a leitura do 'Operação Hurricane', que me despertou a atenção na Livraria Laselva durante um 'chá de aeroporto'!(não o conhecia, até então). Sendo recém formada em Direito e esposa de magistrado, a todo tempo a obra me levou a refletir... em especial por ver o outro lado da moeda. Leitura fluiu bem em razão de sua excelente didática, retórica e eloquência! Abraço." (Amanda).


CURIOSIDADES DA POLÍTICA BRASILEIRA, ONDE ATÉ O PENICO É CANDIDATO.

     No município de Lavras de Mangueira, interior do Ceará, a campanha à prefeitura começou bem-humorada. Os candidatos são conhecidos pelos seus apelidos: Pé de Chumbo, Penico e Machado.
     Penico lançou o seguinte slogan: "Não jogue seu voto fora, jogue no penico". Pé de Chumbo reagiu ao Machado: "Preserve a natureza, não vote em Machado". A resposta veio de imediato: "Pé de Chumbo, um candidato difícil de carregar".

MORRE UMA DAS VÍTIMAS DO FURACÃO



"Em todo acontecimento tem alguém que se destaca, e no Tribunal não havia alguém que se destacava no seu relacionamento com as pessoas mais que o desembargador Ricardo Regueira, que não era apenas um magistrado, mas verdadeiro “fazedor de justiça” dos mais justos que já conheci.
Aonde quer chegasse, o desembargador se transformava no centro das atenções, não tendo sido diferente na carceragem, onde todos do grupo queriam conversar com ele, qualquer que fosse o assunto.
 Lembro-me bem de que mais de uma vez dormi embalado pelas suas conversas com o empresário Júlio Guimarães e o delegado federal Carlos Pereira, seus mais frequentes interlocutores; papo esse que muitas vezes era tão interessante que eu me esforçava para não dormir, mas acabava dormindo.
A empatia irradiada pelo desembargador Ricardo Regueira não era apenas interna, com os demais presos, mas externa também, com os próprios carcereiros, pois assim que chegamos, se alguém pretendesse alguma coisa, um pedido do desembargador ao carcereiro era quase uma ordem.
O desembargador Ricardo Regueira nunca chamou o carcereiro de “carcereiro” e muito menos de “agente”, como nos fora recomendado quando da nossa chegada, mas de “companheiro”, tratamento que abre o coração de qualquer um por mais duro que seja.
O desembargador e eu éramos presença constante nos noticiários da Rede Globo, pois se lá não estivéssemos a notícia não despertava interesse e os seus jornais não vendiam; e talvez por isso a mídia tenha a mania de requentar notícias velhas quando não surgem novos escândalos para alimentar o seu furor."

(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE:UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.saraiva.com.br e  na LIVRARIA LASELVA, nos Aeroportos.

COMEÇO DE UMA JORNADA


(continuação)
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     "Nessa época, o meu tempo fora do trabalho só era suficiente para “engolir” o almoço e o jantar, praticamente sem tempo para estudar ou frequentar regularmente as aulas da Faculdade, que eram aulas presenciais, e com os maiores expoentes das letras jurídicas brasileiras.

     Nos finais de semana, minha irmã, Maria Helena, hoje juíza federal em Minas, que frequentava comigo a mesma sala, cedia-me os seus apontamentos de aula, e eu passava o sábado e o domingo estudando. Já era assim a minha vida, quando eu era ainda um acadêmico de Direito.

     A minha distração era estudar, porque não tinha dinheiro nem para ir ao cinema, a não ser que optasse por deixar de lanchar nos finais de semana para assistir a algum filme. Lembro-me de que passava um filme em Belo Horizonte, no extinto Cine Metrópole, cujo título era A greve do sexo, em que, durante a exibição, a plateia quase punha o cinema abaixo de tanto rir. Passando por lá, me dava uma vontade louca de assistir a esse filme, mas, quando pensava assim, o estômago dava a sua bronca por antecipação, lembrando-me de que aquela extravagante distração me custaria o sanduíche do final de semana; e, então, eu desistia do filme em homenagem ao direito de alimentar-me, mesmo que fosse com um sanduíche.
     Como o dinheiro era curto, as roupas também eram escassas, e eu só tinha uma camisa tipo esporte, que vestia aos sábados, tendo de lavá-la à noite para vesti-la de novo no domingo, até que certa vez minha irmã, Maria das Graças, ganhou uma camisa do namorado, e, vendo a minha situação, resolveu presentear-me com ela, fazendo fortuna no meu visual, apesar dos meus 1,82m de altura e 51k de peso. Nunca me senti tão bem como ao vestir aquela camisa, fruto da generosidade da minha irmã; e tanto que esse fato nunca mais saiu da minha memória.
     Os livros de Direito em que eu estudava eram emprestados pela Biblioteca da Faculdade, pois não tinha condições de comprá-los nem em módicas prestações mensais." 


(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável na www.saraiva.com.br e na LIVRARIA LASELVA, nos Aeroportos.