quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM NA BAND-RIO-AM


No próximo dia 22 de fevereiro, última sexta-feira do mês, o desembargador federal CARREIRA ALVIM estará de volta à BAND-RIO-AM, no programa CSB-NOTÍCIAS, das 20 às 21h, respondendo, por telefone (2543-1360), às dúvidas dos ouvintes sobre questões jurídicas e falando das mazelas da Justiça brasileira (que não são poucas).

JUSTIÇA GRAMPEIA DESEMBARGADOR


Grampos grotescos, autorizados pelo então vice-presidente do STF, hoje ex-ministro CEZAR PELUSO, colocados no Gabinete do Desembargador Federal CARREIRA ALVIM, então vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, permitindo à Polícia Federal [ÉZIO VICENTE DA SILVA] selecionar palavras para fazer uma "montagem" incriminadora de frases que nunca foram ditas. 
Aliás, foi um serviço tão mal executado, que foi descoberto assim que colocado no forro do Gabinete, pelo que eu sabia que estava sendo "escutado", o que levaria qualquer ministro, com um mínimo de bom senso na cabeça, a concluir que jamais conversaria ali o que não pudesse ser conversado. 

AS IDÉIAS É QUE FICAM ...

Prezado Professor, Carreira Alvim,
Em primeiro lugar, muito obrigado pelo aceite em vossa prestigiosa rede de contatos Linkedin.
É com muita satisfação manter contato com sua Exa., uma vez que toda a minha paixão e desenvoltura no direito processual civil são frutos de suas "obras", apesar de ser natural de São Paulo...
Cordialmente,
Alexandre Domingues Gradim

CADEIA É POUCO PARA OS DISSIMULADOS


"O Desembargador Alvim desmascara, merecidamente, esta máfia hipócrita que, infelizmente, se enfileirou dentro do Judiciários e demais órgãos, achando que são deuses, não homens. Cadeia é muito pouco para homens tão dissimulados. Parabéns Dr. Carreira." (Valmir Moraes).

IMPORTÂNCIA DO FATO E DA VERSÃO DO FATO



(continuação)
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Mais uma vez a imprensa desconhece que esse fundamento não é “tese do ministro”, mas um princípio constitucional, inscrito na Constituição, de que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. E todos os que ingressam na magistratura, seja como juiz seja como ministro, assumem o compromisso de respeitar e aplicar a Constituição.

Nessa reportagem, o ministro disse não se importar com o barulho da turba, no que está coberto de razão porque um juiz não pode se preocupar com a versão da verdade que a imprensa passa para a opinião pública.

Existe um velho ditado que diz que “cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”, porque eu também, quando na vice-presidência do Tribunal, concedendo ou negando liminares, consoante a minha consciência, também não me importava com o barulho da turba; mas acabei sendo envolvido nessa embrulhada aprontada pela Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público e da Justiça, que custou a minha liberdade além do meu prévio julgamento pela imprensa sem o menor direito de defesa.

Isso me faz lembrar o escândalo feito pela Rede Globo, com a série de reportagens “Balcão de sentenças”, quando três desembargadores do Tribunal foram afastados para investigação, sob a acusação de terem vendido sentenças, mas cujo processo deu em nada porque acabou arquivado por decisão do Supremo Tribunal Federal, apesar de estar sendo regularmente processado pelo Superior Tribunal de Justiça, e cujo motivo foi a falta de fundamento para as acusações. 
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(continua na próxima semana)

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País.

REVISTA PESSOAL CONSTRANGEDORA

continuação)
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"A minha revolta com esse comportamento foi tanta, que, sinceramente, desejei que aquele avião caísse antes de chegar ao destino, para que pudesse encontrar-me com os meus algozes no inferno, para um acerto de contas na frente do capeta.
Lembro-me de que, no momento da revista, alertei o agente das prerrogativas do meu cargo de magistrado, e, novamente, ouvi dele a enigmática resposta: “Isso é operacional, Excelência; nada tendo a ver com suas prerrogativas.”
Passada essa revista, fomos colocados numa fila indiana, a partir da porta do avião que nos conduziria a Brasília, momento em que observei que os agentes federais traziam uma espécie de correia, distribuindo-as a todos os “passageiros da agonia”, tendo inclusive eu e o desembargador Ricardo Regueira, que estava à minha frente, sido agraciados com uma delas.
Em seguida, verifiquei que os agentes federais vinham colocando algemas nos passageiros, prendendo-as à correia posta na sua barriga."
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(continua na próxima semana)
  
 Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País.

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.



 
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                      (Audiência, 16/4/2010)
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(continuação)

[...] segundos é muita conversa numa conversa. Então, de onde eles tiraram isso aqui? Da minha conversa com o JÚNIOR. Só que, na conversa com o JÚNIOR, eu falava: ''Não tem dinheiro para pagar a parte aérea e a parte terrestre". Eles pegaram parte quando eu falei: "Você paga em dinheiro.” E realmente quem pagou a diferença da passagem do PEÇANHA MARTINS foi esse dinheiro que o JÚNIOR tinha arrecadado.            

Então, essa foi a história do JÚNIOR em relação a esse assunto."

"Em relação a esse um milhão de reais, a Policia Federal grampeou alguns dos "bingueiros" que não sei quem, e, na hora uma pessoa não sei se namorada ou mulher Iigou para ele e ele atendeu ao telefone. No atender ao telefone, pessoas estavam conversando, que não se identificava de quem era a voz, porque a conversa era muito ruim, a perícia disse que não era possível  identificar, nem nada.               

DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Vozes ao fundo.

DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Sim. E lá aparecia a palavra ''um milhão", que alguém falava, e aparecia CARREIRA, inclusive dizia: “CARREIRA está enrolando.” E, a partir daí, a Polícia Federal, deduziu e o Ministério Público acreditou que esse ''um milhão de reais eles teriam oferecido para CARREIRA e por isso que ele aparece aqui.  

(Lê)
"Os áudios captados revelam que CARREIRA pediu um, milhão de reais -- vide áudio.”

 Agora, o que acontece nisso aqui? Eu não vou ler, mas vejam só alguns trechos:

(Lê)
"A análise da gravação 1 ..."

Que é a minha conversa com o meu genro.

(Lê)

Aí, ele diz aqui:

(Lê)  
 "revelou a existência de duas descontinuidades no fluxo da gravação de dois segundos."              

Aí ele diz aqui:

(Lê)
"Que aparece arte em dinheiro."
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(continua na próxima semana)                                                              77

NOTA: Eu não fui vítima de uma “montagem” feita apenas pela Polícia Federal [ÉZIO VICENTE DA SILVA], mas, o que é pior, feita também pelo procurador-geral da República, na época [ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA] e, pior ainda, por um ministro do Supremo Tribunal Federal [CEZAR PELUSO], que convenceu toda a Corte a receber contra mim uma denúncia que não tem um mínimo de suporte na verdade, mas apenas na imaginação (fértil, por sinal) dos meus algozes.