"Prezados amigos. Visitei o blog do Juiz de Direito, José Eduardo Carreira Alvim. Trata-se do relato de um juiz, foco de uma investigação da Polícia Federal. Para quem milita na área, vale a pena conferir. As coisas nem sempre são o que parece. Acusa-se primeiro e depois você que se vire e prove que é inocente" (Luiz Alberto).
OPERAÇÃO HURRICANE, DEFLAGRADA PELA POLICIA FEDERAL, JUNTAMENTE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA DESMORALIZAR UM JUIZ E IMPEDI-LO DE CHEGAR A PRESIDENCIA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO.
domingo, 12 de agosto de 2012
E ME DEPARO QUE O SENHOR REALMENTE EXISTE.
"Caro Professor. Recordo-me muito bem das aulas de Teoria geral do Processo e Introdução ao Estudo do Direito, ministradas por meus professores na Faculdade
de Direito, sem falar das suas narrações de seus princípios do direito e seus
posicionamentos. Pensei que fosse um alienígena, quando me deparei, após 7 anos,
com essa revolução da tecnologia, e me deparo que o senhor realmente existe, sou seu
fã incondicional jamais duvidarei que o senhor é um homem de reputação ilibada e suas
obras um legado, não só para os operadores do direito, mas para todo o povo
brasileiro." (Elisângelo Lôbo)
É TRISTE VER COMO PESSOAS DESPREPARADAS ABUSAM DE SEU PODER.
"Professor, sempre
fui uma grande admiradora de seu trabalho. Suas obras sempre me foram fonte de
grande aprendizado. Continuo nutrindo essa admiração e sou solidária ao senhor.
É triste ver como pessoas despreparadas abusam de seu poder, jogam na lama o
nome da gente sem qualquer tipo de pudor. Que sua nova obra seja a voz daqueles
que não comungam com esses excessos...afinal, qualquer um pode ser o próximo.
Boa sorte." (Paula Consalter)
FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" DA TV JUSTIÇA
PERGUNTA: Por que o senhor foi preso e o
delegado da PF Ézio Vicente, que não sabe nada de processo civil, continua
na ativa?
RESPOSTA: Este delegado não agiu sozinho,
mas com a cumplicidade do Ministério Público Federal e de membros do próprio
TRF-2, porque o desembargador Castro Aguiar (hoje aposentado), que, no dia da
eleição, se candidatou à Presidência para disputar o cargo comigo à última
hora, havia dito à uma pessoa, que me repassou a afirmação, que eu, Carreira
Alvim, não poderia ser candidato porque seria
processado e preso pela Polícia Federal. Como poderia ele saber disso, se
não tivesse conhecimento de que a operação furacão estava em andamento? O
jornalista deveria procurar o ministro Cezar Peluso e o
ex-procurador-geral da República, aposentado, Antônio Fernando de Souza,
e lhes indagar como isso foi possível, se as investigações em que estavam
envolvidos estava em "segredo de justiça"? Eu não consigo entender
como as "montagens" feitas por um delegado federal, até então
desconhecido no País, possa se sobrepor sobre todo o passado na judicatura de
alguém, como eu, conhecido de Norte a Sul do País pelas minhas obras,
participação nas reformas do CPC e palestrante em todos os níves, inclusive
para ministros das mais altas Cortes de Justiça do País, sem que houvesse uma
preocupação em saber se o que afirmava esse "delegado" tinha
realmente acontecido. Afinal, onde se encontra ele, que, por ter provocado o
maldito furacão "teria acabado com a corrupção no País". Não seria o
caso de procurar saber onde está, e fazer-lhe algumas perguntas a esse respeito?
UM JUIZ NO PARLATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL
(continuação)
"O meu irmão me disse, nessa
ocasião, que a voz captada na escuta e divulgada pela Rede Globo era realmente
minha, e não duvidei dele, porque a minha voz é inconfundível; mas a minha
consciência estava tão tranquila que eu disse a ele: “Bonifácio! Pode até ser a
minha voz; mas não tem nada tem a ver com ‘propina’, porque isso nunca existiu”.
A partir dessa conversa com
meu irmão, passei a desconfiar que a parte malsã da Polícia Federal tivesse
realmente me “aprontado alguma”, embora eu não soubesse o que era; pois para me
certificar tinha, antes, de ouvir o disco com a gravação.
Mas, aquilo ficou na minha
cabeça, martelando, em busca de uma resposta que não vinha, pois eu não tinha a
mínima lembrança de haver conversado com o meu genro sobre dinheiro; ou que conversa
teria sido essa; e em que circunstâncias teria ocorrido; o que só seria
desvendado depois que fui posto em liberdade.
Além do meu irmão Bonifácio,
recebi algumas visitas que me deixaram muito emocionado, desde meus ex-alunos
do tempo em que lecionei numa Faculdade de Direito em Brasília até altas
personalidades do mundo jurídico; mas nenhum em nome da Ordem dos Advogados do
Brasil ou da Associação dos Magistrados Brasileiros ou da Associação Nacional
de Desembargadores."
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com, em www.estantevirtual.com.br e na Livraria La Selva (nos aeroportos).
NOTA: Para quem não sabe, o Parlatório é aquele local onde o preso conversa com seu advogado, pelo telefone, separado por um vidro de grossa espessura.
MORRE A PRIMEIRA VÍTIMA DO FURACÃO
(continuação)
"Não tenho dúvida
de que o desembargador Ricardo Regueira foi a primeira vítima do maldito
furacão, porque, a partir daí, ele perdeu toda a vontade de viver, apesar da
minha advertência de que não podia morrer prematuramente, para dar esse prazer
aos seus algozes.
Se existir
Paraíso, tenho a certeza de lá estará o desembargador Ricardo Regueira, embora
não sejam muitas as almas com as quais ele conviveu que terão a oportunidade de
encontrá-lo lá, porque se existe um local mais adequado para quem comete tantas
injustiças, como os juízes, este lugar jamais será o paraíso; creio até que
será o oposto dele.
Depois
da morte do desembargador Ricardo Regueira, eu espero continuar tendo forças
para continuar lutando, porque a minha morte seria para a Justiça um grande
lenitivo, com o arquivamento também do meu processo; pois, não sendo consistentes
as provas contra mim, fruto apenas da imaginação da parte malsã da Polícia
Federal.
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE:UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editoral), encontrável em www.saraiva.com.br, em www.estantevirtual.com.br ou na Livraria La Selva (nos aeroportos).
DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ) Audiência, 16/4/2010
_________________________________________________________________(continuação)
Sabe porque eles faziam isso, Excelência? Porque, se eles fossem ao STJ com essa medida cautelar, o STJ proferiria um despacho dizendo que a competência era nossa porque não tinha havido juízo de admissibilidade: "Enquanto não houver juízo de admissibilidade, a competência é do Juízo de origem". E mandava para cá. Então, esse era o grande problema. Se eles tivessem feito, no caso dos bingos e dessas liberações de máquinas, o que foi feito em outros casos, que são esses que a Polícia Federal apreendeu, e que relatei aqui, do Ministro DELGADO, isso não teria acontecido. Quer dizer, se dei uma liminar aqui concedendo ou denegando, eles davam decisão contrária lá e neutralizavam a eficácia ou o efeito dessas decisões.
Na medida cautelar inominada n° 2006 - deixe-me ver o que há aqui de importante: "Para obter efeito suspensivo em recurso interposto o Desembargador Federal Vice-Presidente..." Isso vou ler lá, porque o Ministério Público sequer procurou saber qual era a eficácia da minha decisão. E eu já tinha negado eficácia a ela. Eu tinha concedido a liminar porque não havia juízo de admissibilidade, até, que houvesse. No momento em que houvesse o juízo de admissibilidade...
Excelência! Não vamos pensar como pessoas dotadas de superinteligência, como foi no caso do Procurador Geral da República, vamos pensar como pessoas de inteligência mediana: se eu tivesse algum envolvimento.com essa Abra Play, eu ia suspender a eficácia dessa decisão? O que me custava dizer como disse em outros casos, que não eram de jogos - casos de Previdência Social, casos de diminuição de proventos? Eu dava e dizia assim: "Esta decisão vale até o juízo de admissão do recurso pelo Tribunal de destino". O que me custava fazer isso aqui? Por que eu cassei? Porque eu não tinha nenhum compromisso a não ser com a minha consciência. Só por isso. Eu poderia até dizer que, nessa aqui, não cassaria porque o STJ já tinha mantido a outra lá. Então, eu diria: "Tendo .em vista que o STJ manteve, vou manter essa até que chegue lá". Eu pensaria que, se fosse por conexão, iria cair porque o mesmo Relator concederia. Mas não fiz isso. Eu decidi de acordo com a minha consciência, dizendo que ela ficava sem efeito.
Vou suprimir o resto porque, na época, fiz um apanhado dos Tribunais de todas as Regiões, mas, como o Ministério Público nos acusa de sermos "quadrilheiros porque facilitamos a obtenção de liminar"... Está literalmente dito isso aqui, não estou inventando. Para amanhã meus Colegas pensarem que o CARREIRA AL VIM chegou no Plenário e disse... É o Ministério Público que está dizendo: "garantidores de exploração de jogos de azar". A Polícia Federal tem tanta consciência da diferença entre bingo e máquina, que eles falam "bingueiros" e "maquineiros". Então, nos meus casos, são os maquineiros. Eu não tenho nada a ver com os bingueiros (...).
Diz o Ministério Público:
(Lê)
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