Vale a pena rever o pôr do sol no Vale da Boa Esperança, em Itaipava-RJ, onde parece que as pedras foram iluminadas por dentro. Vista a partir de uma casa onde reina a felicidade.
OPERAÇÃO HURRICANE, DEFLAGRADA PELA POLICIA FEDERAL, JUNTAMENTE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA DESMORALIZAR UM JUIZ E IMPEDI-LO DE CHEGAR A PRESIDENCIA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
UM FURACÃO LONGEVO DEMAIS
Em 13 de abril próximo, faz sete anos que o FURACÃO azucrina a minha vida e da minha família, e, até, agora a Justiça (STJ) não conseguiu ouvir sequer as testemunhas (???) da acusação. Uma delas é o delegado federal ÉLZIO VICENTE DA SILVA, que, apesar de ser o superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso, a justiça ainda não conseguiu intimá-lo para prestar depoimento, apesar de estar a audiência marcada para o dia 19 próximo. Sabem por quê? Adivinhem!
CONSELHO AOS JUÍZES
OS PROCESSOS SÃO COMO COBRAS: AS GRANDES DÃO MEDO, MAS SURUCUCU NÃO TEM
VENENO PODEROSO. JÁ AS PEQUENAS, COMO AS CORAIS, MATAM. Logo, não tenha
medo de processos volumosos: no mais das vezes, é tudo “barulho de
folha”, ou seja, são páginas e páginas inúteis, com documentos repetidos
ou sem necessidade. Já os pequenos podem ser cruéis: trazem rapidamente
a tese, a antítese e pedem sua síntese.
RECORDAR É VIVER?
"Recordar não é viver, porque viver recordando é morrer de saudades" (Alcides Carneiro)
ENTREVISTA A "FATO NOTÓRIO"
(continuação))
FATO NOTÓRIO: O seu livro – “Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão” – deve expor mais feridas e atingir outras autoridades, inclusive do Judiciário?
CARREIRA ALVIM: O meu livro não atinge ninguém, limitando-se a contar a versão dos fatos, como realmente aconteceram, e que foram distorcidos pelos meus algozes com o propósito deliberado de me incriminar, inventando que eu integrava uma quadrilha de bingos.
FATO NOTÓRIO: Bingos, caça-níqueis,
jogo do bicho, dentre outras contravenções, tem alguma proximidade com o Poder
Judiciário? Qual o nível desta proximidade?
CARREIRA ALVIM: Não tem proximidade alguma, limitando-se esses empresários a se valer da Justiça quando precisam dela; mesmo porque a justiça cível não distingue o direito da parte pelo caráter das pessoas, como acontece com a justiça criminal. A proximidade dessas atividades, infelizmente, sempre foi com a Polícia, conforme noticiado diuturnamente pela mídia.
CARREIRA ALVIM: Não tem proximidade alguma, limitando-se esses empresários a se valer da Justiça quando precisam dela; mesmo porque a justiça cível não distingue o direito da parte pelo caráter das pessoas, como acontece com a justiça criminal. A proximidade dessas atividades, infelizmente, sempre foi com a Polícia, conforme noticiado diuturnamente pela mídia.
FATO NOTÓRIO: O senhor era
desembargador federal no Rio de Janeiro – alguém extremamente poderoso na
sociedade – e, de outro modo, aponta ter sido vítima de ações da Polícia
Federal, Ministério Público e do próprio Judiciário. Qual sua opinião do
cidadão comum que muitas vezes sofre com situações análogas e não tem poder
nenhum?
CARREIRA ALVIM: Quando a justiça se junta ao Ministério Público e à polícia federal para investigar alguém, como se fossem uma só instituição, o que poderia resultar daí foi o que resultou: uma armação, que é o avesso da justiça. Se comigo, que era desembargador federal, me prenderam, me despiram, me puseram algemas, e me colocaram numa cela “comum” juntamente com outros investigados, indiferentes às prerrogativas asseguradas pela lei ao magistrado, imaginem o que não fazem com o cidadão comum. E isso, sem se ter a quem recorrer, porque quem fez o que fez comigo foi o Supremo Tribunal Federal, através do ministro Cezar Peluso, que é o atual [hoje, aposentado] presidente da mais alta corte de justiça do País.
(continua na próxima semana)
CARREIRA ALVIM: Quando a justiça se junta ao Ministério Público e à polícia federal para investigar alguém, como se fossem uma só instituição, o que poderia resultar daí foi o que resultou: uma armação, que é o avesso da justiça. Se comigo, que era desembargador federal, me prenderam, me despiram, me puseram algemas, e me colocaram numa cela “comum” juntamente com outros investigados, indiferentes às prerrogativas asseguradas pela lei ao magistrado, imaginem o que não fazem com o cidadão comum. E isso, sem se ter a quem recorrer, porque quem fez o que fez comigo foi o Supremo Tribunal Federal, através do ministro Cezar Peluso, que é o atual [hoje, aposentado] presidente da mais alta corte de justiça do País.
(continua na próxima semana)
ESSA É A (IN)JUSTIÇA BRASILEIRA.
Um ex-presidiário obteve na 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro uma indenização de R$2 milhões, por danos morais, contra o Estado. É que o homem foi mantido preso por 11 anos e 8 meses, passou por 24 transferências e diversas rebeliões, antes de ser absolvido das acusações de homicídio e de integrar um grupo de extermínio.
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NOTA: Diante de tamanha irresponsabilidade dos fazedores de justiça, mantendo preso um inocente, o mínimo de indenização que deveria ter sido reconhecido mais essa vítima da justiça seria um valor correspondente a R$1 milhão de reais por ano em que passou preso (R$11 milhões), e não somente R$2 milhões.
Sabem por que isso acontece? Porque quem faz justiça nesse País (juízes, desembargadores e ministros de tribunais) não sabe dar valor à sua própria liberdade, e, por isso, não sabe valorar a liberdade dos outros
NOTA*: Há notícia na internet de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro teria reduzido a indenização para apenas R$500 mil reais. Vê-se que os desembargadores têm menos sensibilidade social do que os juízes de primeiro grau.
NOTA*: Há notícia na internet de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro teria reduzido a indenização para apenas R$500 mil reais. Vê-se que os desembargadores têm menos sensibilidade social do que os juízes de primeiro grau.
APRESENTAÇÃO DO LIVRO DO FURACÃO
(continuação)
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No capítulo 4, relato os terríveis e angustiantes
movimentos do furacão, na carceragem da Polícia Federal no Rio de Janeiro; o
exame de corpo de delito pelo qual fui despido para ser exposto ao ridículo; a
surpresa do encontro com o desembargador Ricardo Regueira, que foi a maior
vítima dessas infâmias; como fomos tratados com “restos de pizzas” pelos delegados
federais, passando fome e sede; as necessidades fisiológicas feitas na presença
de um policial federal, sem o direito de fechar a porta da privada; e a luta da
minha filha com o pai e o marido injustamente presos.
No
capítulo 5, mostro o deslocamento do furacão em direção a Brasília; as
revistas constrangedoras a que os agentes federais me submeteram na Base Aérea
do Galeão; a chegada à carceragem em Brasília, onde fui de novo despido e
examinado, passando por novo constrangimento; a prisão comum com grades e tudo
onde fomos colocados eu e o desembargador Ricardo Regueira, apesar de a
Constituição nos garantir prisão especial, em sala de Estado Maior; a colocação
numa cela em que o banheiro não tinha porta e onde havia espaço para dois
presos, mas fomos postos seis.
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável na versão E-book nas livrarias SARAIVA e TRAVESSA, e em www.livrariasaraiva.com.br, www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e também em www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e em outras livrarias do País.
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