terça-feira, 15 de outubro de 2013

A VERDADE TARDA, MAS NÃO FALTA

(...)
Uma das escutas, gravadas com autorização da Justiça e exibida ontem pelo "Jornal Hoje", da TV Globo, flagrou um preso conversando com a advogada Lucy de Lima sobre uma audiência com um ministro do STF:
-- O João te falou que eu consegui agendar com o ministro? -- pergunta Lucy.
-- Ele falou, dia 14 do mês que vem, né? -- respondeu o preso.
-- Escrevi um testamento para a assessora dele conseguir que ela agendasse. Sabe quem é esse homem que vou falar? É abaixo do Lula -- diz Lucy.
Segundo o Ministério Público, Lucy de Lima se referia ao ministro Cezar Peluso, que, na época, era presidente do STF.
Vinte dias depois, o preso voltou a conversar com a advogada.
-- Felipe, acabei de vim (sic) do homem! -- disse Lucy.
-- E aí, doutora? perguntou o detento.
-- Ele perguntou para onde aquele amigo do Felipe quer ir. Eu falei aquela (penitenciária) lá de Sorocaba,sabe? Mas ele falou pra eu falar pra qual quer ir.
Peluso não foi encontrado para comentar a reportagem. 
(...)
__________________________________________________________________

NOTA: Reportagem publica pelo jornal "O GLOBO" de domingo (13.10.13), primeiro caderno, página 10.

O então ministro CEZAR PELUSO (hoje na inatividade) foi quem autorizou e "conduziu" as interceptações dos meus telefones, quando eu era vice-presidente do TRF-2, monitorou toda a prova "manipulada" e, depois, como relator da ação penal no STF, recebeu contra mim uma denúncia oferecida pelo então procurador-geral da República (ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA), sem pé nem cabeça, baseado apenas nas suposições da Polícia Federal (ÉLZIO VICENTE DA SILVA).

EM VEZ DE TER SIDO JUIZ, EU DEVERIA TER SIDO VETERINÁRIO


Eu não sei o porquê da frase "Mais vale um cachorro amigo do que um amigo cachorro", porque os cachorros, nem de longe, podem ser comparados a determinados seres humanos. 
Se, ao invés de ter feito o curso de Direito e ingressado na magistratura brasileira, eu tivesse feito curso de Veterinária, e aberto uma clínica de animais, eu teria estado em melhor companhia do que estive ao longo da minha vida, não teria convivido com juízes, e nem teria sido injustamente jogado no OLHO DO FURACÃO. 

FUTURO DE CARREIRA ALVIM


Estes são os netos de Carreira Alvim, em Itaipava: João Silvério, João Pedro, Maria Luíza e Antônio.

PROVA TÉCNICA DESMENTE A POLÍCIA FEDERAL

(continuação)
________________________________________________________

Até a juíza formulou quesito, retomando uma pergunta antes formulada pela defesa, perguntando novamente aos peritos: “sob que condições técnicas pode a perícia garantir que determinada gravação é autêntica; insistindo a juíza em conhecer os elementos que permitiriam garantir a integridade de uma gravação; tendo os peritos mais uma vez escapado da análise do objeto pericial específico, limitando-se a afirmar que o arquivo (gravação) periciado é “idêntico” a outro arquivo “presente no DVD de backup (que é a cópia de segurança) do sistema de interceptação”, como se o vício existente num justificasse o vício existente no outro.
O mais grave em tudo isso, é o registro feito pelo assistente técnico de que não teve, em nenhum momento, acesso direto aos “outros” arquivos empregados pelos peritos do Instituto Nacional de Criminalística; esclarecendo não estar duvidando da lisura dos peritos, mas por ser uma questão técnica deve nesse âmbito ser discutida. O problema que viu o assistente com muita clareza é de ordem metodológica, dizendo respeito à própria definição de “autenticidade” de uma gravação.
De acordo com a argumentação desenvolvida no laudo pericial desse Instituto, uma gravação que, embora apresente descontinuidades, truncamentos no meio de falas, duração não coincidente com a presente no relatório, além de outros vícios, pode ser considerada “autêntica” se são eventualmente encontradas outras gravações com os mesmos vícios ou, apenas, se a gravação está “conforme enviada pela operadora Nextel” (afirmação contida na resposta ao quesito da juíza). E mais, poderá tal gravação ser considerada ainda autêntica, mesmo que os estranhos efeitos observados possam ser reproduzidos em laboratório de forma não detectável pela perícia. Ora, esta é uma definição bastante liberal do conceito de “autenticidade” e, certamente, não seria aceita pela imensa maioria dos peritos de fonética forense, sérios, que atuam na área.

A essa altura, cita o assistente técnico a opinião de um dos maiores expoentes em fonética forense do mundo, Harry Hollien, da Universidade da Flórida, numa obra intitulada The Acoustics of Crime (A acústica do Crime), dizendo que “A reputação ou integridade presumida do indivíduo/agência que fez a gravação não deve afetar a meticulosidade dos exames”.
(continua na próxima semana)
___________________________________________________________

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável na livrarias SARAIVA e também em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e em outras livrarias do País. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

MENSAGENS QUE CHEGAM PELAS REDES SOCIAIS


Boa noite grande Dr. Alvim. Seu livro "Olho do Furacão" é excelente. Vale a pena ler. Boa noite e sucesso. Depois, decanta perseguição. (Karminha Sousa).
_________________________________________________________________


O problema da nossa "notável" Magistratura está no status, no poder. Alguns juízes, na verdade a maioria deles, ali estão por causa do status e do salário, e não por vocação. Isso é lamentável e perigosíssimo! A postura do Ministro Joaquim Barbosa (impublicável), por exemplo, fala por si só. Coitados daqueles que precisam da Justiça no Brasil. O que se tem visto nas decisões judiciais chega a ser alarmante. A verdadeira imprensa também vem sendo implacavelmente perseguida. Quanto ao todo-poderoso Ministério Público a coisa tende a piorar em razão da rejeição da PEC-37. Promotor de Justiça no Brasil é, sem exagero, verdadeiro chefe da Gestapo. Que Deus nos ajude, porque o Brasil vai mal, muito mal...! Um forte abraço, Dr. Carreira Alvim. (Péricles de Matos Moreira - Jornalista)  _________________________________________________________________

A justiça do Brasil até agora, só tem cometido injustiça, principalmente com aqueles que não podem contratar bons advogados. Mas vamos fazer o possível para defendê-lo, nem que seja no Face, pois ele tem grande repercussão. (Francisco Valderi Carvalho Carvalho).

UMA OBRA PARA OS OPERADORES DO DIREITO



A Juruá Editora reedita a obra de Carreira Alvim sobre "NOVA EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL (Comentários à Lei 11.382/06)", destinada aos operadores do direito (estudantes, advogados, procuradores judiciais, membros do Ministério Público e juízes. 

As obras de Carreira Alvim podem ser adquiridas pelo site www.jurua.com.br.

FALA DE UMA CINEASTA


"Pior do que não saber, é saber errado. A imprensa divulga de forma errada os propósitos do grupo. É uma campanha desigual, onde a mídia distorce os nossos objetivos por interesses próprios". 
_________________________________________________________________
NOTA: Palavras de Paula Lavigne sobre os comentários da mídia sobre a "Lei Roberto Carlos".