segunda-feira, 10 de setembro de 2012

DEPOIMENTO DOS INDICIADOS


(continuação)
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"Quando chegou o delegado que não fiquei sabendo quem era, ele sentou-se, fez a minha identificação de praxe, e algumas perguntas sobre o meu patrimônio, que respondi prontamente, e quando deveria passar aos fatos objeto da investigação, ele mesmo se encarregou de me dizer: “Sobre os fatos, o senhor vai ficar calado, não é? Porque foi isso que fizeram os seus colegas”.
Respondi afirmativamente, sem saber a que colegas se referia, porque não perguntei, mas acredito que devesse ser ao desembargador Ricardo Regueira, pois o juiz trabalhista Ernesto Dória já tinha sido ouvido na carceragem do Rio de Janeiro, supondo que com isso seria imediatamente liberado, embora não o tenha sido.
O meu advogado fez algumas intervenções técnicas durante o meu depoimento, que o delegado federal atendeu, fazendo constar, mas também não me lembro sobre o que foi.
A subprocuradora-geral da República, presente à inquirição, passou-me a impressão de que iria formular perguntas, mas quando o delegado federal lhe perguntou se tinha alguma pergunta a fazer ela disse que não."
                   (continua na próxima semana)
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                  Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editoral), encontrável em www.saraiva.com.br, www.bondfaro.com.br, www.estantevirtual.com.br , na Livraria La Selva (nos Aeroportos) e em outras livrarias em todo o Brasil.

ARREPENDIMENTO DE UM DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL


(continuação)
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"Nunca pensei que o destino me permitisse um dia consolar aquele jovem delegado federal, que querendo ser eficiente na sua atividade policial, inclusive resistindo ao cumprimento de ordem judicial por entendê-la contrária ao interesse público, via a sua carreira desmoronar como um castelo de cartas, pois mesmo se absolvido da acusação, o fato de ter respondido a um processo punha a perder todo o seu futuro.

A grande preocupação do delegado federal Carlos Pereira, quando pensava na sua carreira e na família, era o seu filho, ainda de tenra idade, de quem era ele o ídolo e o grande herói; e só de pensar no que deveria dizer ao filho, quando retornasse para casa, o apavorava; e o durão delegado federal chorou copiosamente.

O destino revelou, nesse momento, a sua face contraditoriamente irônica, pois eu, que havia proferido decisões para a liberação de máquinas caça-níqueis, buscava consolar justo o delegado federal que as apreendera, e fizera surgir os primeiros ventos do furacão que viria nos atingir a todos nós de forma tão impiedosa e cruel.

Eu que pensava saber odiar, como penso que ainda sei, mais não fiz naquele momento do que consolar aquele que pensava ter sido a causa do meu calvário; mas que tinha ele próprio sido vítima do próprio veneno ministrado pela sua própria instituição."
 
(continua na próxima semana)
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                  Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.bondfaro.com.br , www.estantevirtual.com.br , na Livraria La Selva (nos Aeroportos) e em outras livrarias em todo o Brasil.

PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL  FEDERAL DA 2ª REGIÃO  

(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ                                       Audiência, 16/4/2010

(continuação)

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(pegava na Faculdade) de Direito a uma hora da tarde e ia até as seis da tarde; e pegava as oito no IBRA (Instituto Brasileiro de Reforma Agrária) e ia até a meia-noite. Eu trabalhava das sete da manha a meia noite para ajudar a sustentar a família. E estudando, e pedindo à Maria Helena (minha irmã), que hoje é juíza federal (em Minas), para assinar para mim (a lista de chamada), porque eu não podia assinar: eu tinha que estudar para fazer prova.  

Quando eu estava em condições de participar do convívio da minha mãe, ela foi criminosamente atropelada na porta da minha casa, com uma das minhas irmãs. Ela foi assassinada em um crime de automóvel. E eu nem pude ver minha mãe enterrada, porque eu estava na Europa. Quando eu cheguei, me falaram que ela tinha morrido.  

Então, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça acham que isso aqui é problema na minha vida?  

Eu estou tão acima disso, e tão fortalecido para enfrentar isso. Doutora, eu na perdi uma noite de sono; eu não derramei uma lágrima, nem minha filha. Na Polícia Federal, eu, conversando com ela, com as mãos naquele vidro, não derramei uma lágrima, porque eu falei: “Os bandidos que fizeram isso comigo não merecem uma lágrima minha, porque o bandido não sou eu”.  

Eu estou fortalecido. Eu vou para o Conselho Nacional de Justiça Fazer minha defesa. Acha que eu vou mandar alguém ir lá fazer? Não. E eu só não vou para o Supremo fazer porque eu não posso, porque eu sou Juiz. E se eu deixar de ser Juiz para fazer minha defesa eu tenho impedimento, por causa da quarentena. Mas eu vou lá falar para os membros do Conselho Nacional de Justiça, não vou mandar ninguém no meu lugar. Eu vou com Suas Excelências olhando nos meus olhos, para saberem onde estou falando a verdade e de que lado está a verdade.

Não posso ficar falando, porque senão Vossa Excelência vai sair daqui à meia-noite.  

DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Vamos fazer mais um intervalo, então, Desembargador?  

DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Vamos.  

DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Um intervalo de dez minutos, sem querer cortar ...  

DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Vamos. Vai chegar a uns pontos. Doutor Abel, em que nós vamos correr, porque nós já falamos.   

(INTERVALO)


DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL GOMES (RELATOR): Desembargador CARREIRA ALVIM, retomando o seu depoimento. Vossa Excelência gostaria de destacar mais alguma coisa a respeito das...
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NOTA: Acabei não fazendo a minha própria defesa no Conselho Nacional de Justiça, porque este fez chegar ao meu conhecimento que a minha presença na sessão, para fazer a minha própria defesa, poderia ser considerada uma “afronta” àquele órgão.
Fiquei sem entender, a uma, porque, no processo crime, a presença do réu é indispensável durante todo o julgamento, e isso nunca foi considerado “afronta”, e, a outra, porque a Desembargadora Federal Salete Macallóz já havia feito a sua própria defesa perante aquele Conselho.
Por isso, a minha defesa foi feita pela minha filha LUCIANA, mas, ao que parece, a decisão do CNJ já estava tomada, e só faltava anunciar em público a decisão.


                                                                                                                                                                                                                                                             



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

JURISTAS ILUSTRAM O 10º SEMINÁRIO "GRANDES QUESTÕES" EM PORTO SEGURO, NA BAHIA.

CARREIRA ALVIM LEVA O FURACÃO A PORTO SEGURO, NO 10º SEMINÁRIO "GRANDES QUESTÕES", MOSTRANDO O LADO AVESSO E HIPÓCRITA DA JUSTIÇA BRASILEIRA, OCASIÃO EM QUE FOI LANÇADO O LIVRO "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO" E TIRADA A FOTO, COM SACHA CALMON ROBERTO PARENTONI E ROGÉRIO GRECO. CARREIRA ALVIM É O SEGUNDO DA ESQUERDA PARA A DIREITA, DE CAMISA LISTRADA.

FURACÃO CHEGA A PORTO SEGURO, NA BAHIA.

     CARREIRA ALVIM PARTICIPOU DO 10º SEMINÁRIO "GRANDES QUESTÕES", REALIZADO EM PORTO SEGURO, BAHÍA, EM 31/8 E 1/9 -- SOB O COMANDO DO DR. VASCONCELOS SAMPAIO, MAÍRA E EQUIPE --, MOSTRANDO AOS ESTUDANTES DE DIREITO O LADO NEGRO DAS INSTITUIÇÕES NACIONAIS (POLÍCIA FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL), E COMO A JUSTIÇA FUNCIONA PELO AVESSO.
       NA OCASIÃO, LANÇOU O LIVRO "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", QUE ESGOTOU EM POUCOS MINUTOS.
   QUEM NÃO CONSEGUIU O SEU EXEMPLAR ENTRE NOS SITES www.estantevirtual.com.br , www.saraiva.com.br , www.bondfaro.com.br E OBTENHA O SEU.
       QUEM QUISER O AUTÓGRAFO DO AUTOR, MANDE O LIVRO PELO CORREIO, COM O VALOR CORRESPONDENTE AO PORTE DE RETORNO, QUE SERÁ ATENDIDO COM PRAZER.
 

ONDE O SEU CONHECIMENTO VEIO PARAR.

"Eu não tenho duvidas disso. O Professor Carreira Alvim é um mártir; tem o meu respeito e admiração. Perceba professor, onde eu estou, e onde o seu conhecimento veio parar através de suas doutrinas. Um forte abraço." (Elisângelo Lôbo - MA)

O EX-MINISTRO DO STF, CEZAR PELUSO, JÁ CIRCULA PELAS REDES SOCIAIS.

"Ser juiz para Cezar Peluso é:

1 - Aceitar não ser remunerado condignamente, embora tenha recebido vultosas quantias a título de atrasados;

2 - Ser contra as férias de 60 (sessenta) dias, embora as tenha gozado durante toda sua vida e recebido indenização pelas não gozadas;

3 - Se vangloriar por ter sido Presidente do STF, embora tenha recebido o maior passa-moleque da história da República e não tenha feito nada a respeito;

 4 - Viver no ostracismo, embora goste dos holofotes;

 5 - Parecer que sabe e trabalha muito, mas reconhecer que os assessores fazem grande parte de seu trabalho."