OPERAÇÃO HURRICANE, DEFLAGRADA PELA POLICIA FEDERAL, JUNTAMENTE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA DESMORALIZAR UM JUIZ E IMPEDI-LO DE CHEGAR A PRESIDENCIA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO.
terça-feira, 1 de maio de 2012
CARREIRA ALVIM DEBATE EXAME DE ORDEM NA BAND-AM 1.360KHZ.
Na última sexta-feira (27) do mês de abril, discutimos na BAND-AM 1.360 khz, no programa CSB-NOTÍCIAS (de 20h às 21h), a "CRISE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", amplamente divulgada pela mídia, onde os ouvintes tiveram a oportunidade de fazer seus questionamentos.
O programa pode ser ouvido também pela internet www.sempreaovivo.radio.br em qualquer parte do Brasil.
O programa pode ser ouvido também pela internet www.sempreaovivo.radio.br em qualquer parte do Brasil.
Na próxima última sexta-feira (25) de maio, mais um tema será objeto de debate no programa, sendo que um deles será o tão questionado "EXAME DE ORDEM DA OAB", se possível com a participação de alunos de Faculdades de Direito.
Existem vários projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, acabando com o exame de ordem.
Existem vários projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, acabando com o exame de ordem.
Quem tiver interesse em participar, sendo estudante, por favor faça contato pelo e mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou livre2002@hotmail.com
GRATIDÃO E ORGULHO DE QUEM RECEBE UMA MENSAGEM DESSAS.
Prezado
Professor,
De início, gostaria de manifestar minha sincera gratidão e grande orgulho em poder contar com seu nome em minha rede de contatos.
Antes mesmo de iniciar a graduação, já frequentava a biblioteca da PUC-Rio, onde tive a oportunidade de conhecer melhor os princípios básicos das mais variadas áreas do conhecimento, buscando decidir a carreira a ser seguida.
Sempre mantive o hábito de iniciar o estudo de toda e qualquer obra pela detida leitura do prefácio, o que, de forma geral, permitia com que tivesse noção, não apenas sobre o tema da publicação, mas, sobretudo, acerca do perfil do respectivo autor.
Foi então que me deparei com um livro cujo título era “Elementos de Teoria Geral do Processo” e, como não poderia deixar de ser, busquei logo seu prefácio.
Confesso que li aquele prefácio, sem qualquer exagero, mais de uma dezena de vezes, através do qual o Exmº Ministro CARLOS VELLOSO narrava a trajetória que serviu, desde o primeiro momento --- e permanece servindo, é bom que se diga ---, de inestimável inspiração para mim.
Muito embora de origem humilde, pude estudar em boas instituições, como, por exemplo, o Colégio Santo Inácio e a PUC-Rio, através de bolsas de ensino por desempenho acadêmico.
Decidi, então, cursar Direito na PUC-Rio, afinal desejava ser apresentado ao Direito Processual Civil por aquele jovem brilhante retratado no prefácio de minha vida --- permita-me, com a devida licença, que assim o denomine ---, àquela altura professor da aludida instituição de ensino.
Ocorre que, lamentavelmente, era tarde demais. Não lembro precisamente a razão, mas seu nome não constava da grade curricular.
Fui, então, adiante, sempre às voltas com aquele prefácio e, posteriormente, podendo melhor compreender o conteúdo apresentado, de forma singular, naquele livro.
Ah, como os anos passam depressa! Quando me dei conta, estava prestando estágio --- o que consegui por meio de aprovação em prova de seleção, afinal não contava com ninguém do meio jurídico em minha família --- no escritório do Professor Sergio Bermudes --- o qual serviu, na prática, como verdadeiro curso de graduação ---, tendo sido, ao final de meu curso na PUC efetivado como membro daquela firma.
Foram quase doze anos de intenso trabalho, muito aprendizado e amor sincero por aquele local, até que --- por razões diversas, confusas e tristes, das quais o pouparei --- tive que deixá-lo.
Apesar de ter família constituída, pai de dois pequenos filhos, procuro agora, mesmo assim, prestar concurso público.
Indago à V.Exa. --- sim, sempre o chamarei desse modo, com todas as vênias --- se ainda leciona em algum local, para que, finalmente, pudesse tomar as lições da pessoa que muito me inspirou, inspira e inspirará.
Pedindo perdão, desde logo, pelo longo texto, aguardo, com ansiedade, sua resposta, independente de qual seja.
Cordialmente,
Bernardo R.
De início, gostaria de manifestar minha sincera gratidão e grande orgulho em poder contar com seu nome em minha rede de contatos.
Antes mesmo de iniciar a graduação, já frequentava a biblioteca da PUC-Rio, onde tive a oportunidade de conhecer melhor os princípios básicos das mais variadas áreas do conhecimento, buscando decidir a carreira a ser seguida.
Sempre mantive o hábito de iniciar o estudo de toda e qualquer obra pela detida leitura do prefácio, o que, de forma geral, permitia com que tivesse noção, não apenas sobre o tema da publicação, mas, sobretudo, acerca do perfil do respectivo autor.
Foi então que me deparei com um livro cujo título era “Elementos de Teoria Geral do Processo” e, como não poderia deixar de ser, busquei logo seu prefácio.
Confesso que li aquele prefácio, sem qualquer exagero, mais de uma dezena de vezes, através do qual o Exmº Ministro CARLOS VELLOSO narrava a trajetória que serviu, desde o primeiro momento --- e permanece servindo, é bom que se diga ---, de inestimável inspiração para mim.
Muito embora de origem humilde, pude estudar em boas instituições, como, por exemplo, o Colégio Santo Inácio e a PUC-Rio, através de bolsas de ensino por desempenho acadêmico.
Decidi, então, cursar Direito na PUC-Rio, afinal desejava ser apresentado ao Direito Processual Civil por aquele jovem brilhante retratado no prefácio de minha vida --- permita-me, com a devida licença, que assim o denomine ---, àquela altura professor da aludida instituição de ensino.
Ocorre que, lamentavelmente, era tarde demais. Não lembro precisamente a razão, mas seu nome não constava da grade curricular.
Fui, então, adiante, sempre às voltas com aquele prefácio e, posteriormente, podendo melhor compreender o conteúdo apresentado, de forma singular, naquele livro.
Ah, como os anos passam depressa! Quando me dei conta, estava prestando estágio --- o que consegui por meio de aprovação em prova de seleção, afinal não contava com ninguém do meio jurídico em minha família --- no escritório do Professor Sergio Bermudes --- o qual serviu, na prática, como verdadeiro curso de graduação ---, tendo sido, ao final de meu curso na PUC efetivado como membro daquela firma.
Foram quase doze anos de intenso trabalho, muito aprendizado e amor sincero por aquele local, até que --- por razões diversas, confusas e tristes, das quais o pouparei --- tive que deixá-lo.
Apesar de ter família constituída, pai de dois pequenos filhos, procuro agora, mesmo assim, prestar concurso público.
Indago à V.Exa. --- sim, sempre o chamarei desse modo, com todas as vênias --- se ainda leciona em algum local, para que, finalmente, pudesse tomar as lições da pessoa que muito me inspirou, inspira e inspirará.
Pedindo perdão, desde logo, pelo longo texto, aguardo, com ansiedade, sua resposta, independente de qual seja.
Cordialmente,
Bernardo R.
FURACÃO CHEGA A PORTO VELHO (RO)
Para divulgar a farsa do Furacão, e mostrar à sociedade brasileira que "As prerrogativas da magistratura brasileira, na prática, valem menos do que uma folha de papel higiênico", estarei palestrando no próximo dia 11 de maio (sexta-feira), em local e hora a serem divulgados ainda esta semana, neste blog.
Nessa oportunidade, farei também o lançamento do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), já na sua terceira edição.
NECESSIDADES FISIOLÓGICAS NADA PRIVADAS
"O fato que me causou o maior
constrangimento foram as idas ao banheiro,
que, de necessidade fisiológica das
mais prazerosas, transformaram-se num tormento sem tamanho num mundo de seres
que se dizem racionais.
Sempre que precisava ir ao banheiro, só podia fazê-lo acompanhado
de um policial federal, além do que o prazer fisiológico não podia ser
exercitado com a porta fechada. Como há quem, com eu, que não consegue fazer
suas necessidades fisiológicas com alguém vigiando, mais não fiz do que fiz,
embora tenha ido ao banheiro inúmeras vezes.
Ficava imaginando a razão
desse procedimento dos policiais federais, e só conseguia entendê-lo, por que
na adolescência havia lido Saint-Exupéry, e lá há uma passagem, em que um soldado
tinha que fazer todo dia a mesma coisa, embora não houvesse mais razão alguma
para continuar fazendo, e justificava: “É
o regulamento”.
Na Polícia Federal deve
haver uma regra interna assim: “Nenhum
preso pode ir sozinho ao banheiro, mesmo que seja um magistrado”; pelo que
eu era “acompanhado” na viagem de ida e de retorno.
Os banheiros da Polícia
Federal no Rio de Janeiro, quando lá estive, não eram exemplo de higiene, e
estavam precisando urgente de reforma, porque além de alguns estarem interditados,
outros estavam em lamentável em estado de conservação, a ponto de eu ter que me
sentar no vaso com os pés numa enorme poça d’água existente em toda a extensão
do banheiro, porque não havia outra forma"
(continua na próxima semana)
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO
FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com e em www.bondfaro.com.br
DEPOIMENTO DOS INDICIADOS
(continuação)
"Quando retornamos dos
depoimentos, já passava das 23h, e o desembargador Ricardo Regueira estava
indignado por haver sido indiciado por formação de quadrilha.
Como todos sabiam em que
preceitos penais em que estavam enquadrados, estranhei que eu não soubesse, e
foi aí que lhes perguntei como souberam desse enquadramento, pois até então, não
tínhamos tido acesso à denúncia.
O desembargador Regueira me
disse, então, que estava mencionado lá, na tal ficha de identificação, que eu
também preenchi sem me dar conta que crimes me eram atribuídos. Posteriormente,
fiquei sabendo que eu tinha sido enquadrado na formação de quadrilha, e na
corrupção passiva, que é exigir vantagem no exercício da judicatura.
Nesse dia, eu estava tão fora
de prumo que posteriormente fiquei sabendo pela advogada Concita Cernicchiaro,
que fora minha colega de magistério em Brasília e amiga da família, que ela
estava sentada na mesma sala, acompanhando seu constituinte, e que eu não a
havia sequer cumprimentado.
Por essa minha falha pedi
desculpas, mas realmente não me lembrava de ninguém naquela sala além dos
servidores da própria Polícia Federal.
Como tudo o que constava
daquele relatório não batia com os registros da minha consciência, sendo mais
produto da imaginação da parte malsã da Polícia Federal e do Ministério Público
Federal, aceitas como verdade pelo Supremo Tribunal Federal, para mandar me prender,
fui dormir sem me preocupar muito com os crimes que me eram atribuídos."
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO
FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com e em www.bondfaro.com.br
OS DEZ CAPÍTULOS DO FURACÃO
(continuação)
"No Capítulo 7, relato a minha volta à
vida; o meu retorno ao Rio de Janeiro; o bloqueio das minhas contas bancárias
que me deixaram sem dinheiro para alimentar a mim e à minha família, com um
neto de apenas quatro meses, filho da minha filha Luciana, desmamado de forma
desumana, com a prisão do seu pai e a ida da mãe, uma advogada, para Brasília;
a descoberta de que a nossa empregada, com os recursos da sua caderneta de poupança,
assumia as despesas da casa, para não passarmos fome; e, sobretudo, a profecia
de Coimbra, em que um vidente, quando lá estivemos, disse a mim e à minha
mulher, sem saber que éramos casados, que seríamos atingidos por um furação, e
que teríamos que ter forças “para juntar os cacos”.
No Capítulo 8, falo das provas montadas contra mim; relatando a Justiça dominada
pela imprensa; a falta de poder e autoridade do ministro Cezar Peluso para
impedir os vazamentos para a Rede Globo de notícias de uma operação que ele
mesmo mandara que fosse sigilosa; a montagem de uma farsa pela Polícia Federal;
a forma como foi, no processo do meu genro, desmontada pelo professor em
fonética forense da Universidade de Campinas, professor Ricardo Molina, que a
Polícia Federal fez o que pode para evitar que participasse como assistente da
perícia feita pela própria Polícia Federal, apesar da determinação da juíza
federal, que também não teve autoridade e força para fazer com que ele
participasse de forma direta e efetiva; relato a forma como a perícia feita
pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal foi posta em
xeque; a forma como a prova técnica desmente as “montagens” feitas pela Polícia
Federal com o aval do Ministério Público, apesar de um ser órgão investigador e
o outro acusador; a versão que a Polícia Federal deu para um almoço com um
advogado conhecido meu, para o qual ele tinha convidado seus clientes donos de
bingos, sete meses depois que as decisões pelos quais fui condenado já tinham
sido cassadas, mas que foi interpretado pelo Ministério Público e pelo Supremo
Tribunal Federal como se fosse um encontro para negociar decisões que valiam
àquela altura menos do que um papel higiênico; a forma como a Justiça trata
desigualmente pessoas iguais, mandando prender uns e não mandando prender
outros."
(continua na próxima semana)
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com e em www.bondfaro.com.br
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