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domingo, 14 de abril de 2013

DO CONTRABANDO À ILEGALIDADE DO JOGO



(continuação) 
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"Por que apenas eu, Carreira Alvim, apesar de toda a minha transparência como processualista e professor de Direito, conhecido da maioria dos ministros e com uma obra científica, que me orgulha como um cientista do Direito, fui interceptado e grampeado pelo ministro Cezar Peluso a pedido do Ministério Público Federal?

Por que os desembargadores que deram realmente liminares para funcionamento de bingos no Rio de Janeiro, e até para liberação de componentes eletrônicos importados, no Rio Grande do Sul, que nem está vinculado ao Tribunal, não foram também interceptados e grampeados para saber o que estava por detrás das suas decisões?

Por que nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal ou conselheiro do Conselho Nacional de Justiça quis ver que eu só vim a aceitar almoçar com o advogado Castelar Guimarães, no Rio de Janeiro, e mesmo assim pensando que o almoço era entre ele, eu e meu genro, sete meses depois que as minhas decisões liminares para liberar máquinas caça-níqueis – e não para bingos funcionarem – tinham sido cassadas pelo próprio Tribunal e pelo Supremo Tribunal Federal?

Por que todo o meu passado como procurador da República, como magistrado, como professor de Direito e como processualista conhecido em todo o país, com mais de cinquenta obras publicadas, tive a minha honra e dignidade jogada no lixo por força das suspeitas e montagens de um delegado federal desconhecido que se aprimorou em fazer montagens para viabilizar as megaoperações da Polícia Federal?"
(continuação na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), à venda nas Livrarias SARAIVA, e encontrável também em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas livrarias de todo o País.

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