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sábado, 20 de abril de 2013

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DESEMBARGADOR, CARREIRA ALVIM, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                        (Audiência, 16/4/2010)
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(continuação)
“... levada a efeito no gabinete de CARREIRA ALVIM, comprovam que CARREIRA ALVIM recebeu a quantia de cento e cinquenta mil para proferir a liminar”.

Cadê esse dinheiro? Cadê prova de que foi pago por isso? A decisão dele era igual a da outra. Eu suspendi os efeitos da decisão dele na hora em que ele entrou com o recurso.
Todos os fatos conduzem a demonstrar que, na verdade, não tinha nenhuma falta de lisura nos atos que pratiquei.

(lê)

“Em conversa gravada entre Sérgio Luzio e o maquineiro Ailton são expressamente referidos os valores pagos pela liminar em favor da Reeltoken, como também discutiram os valores que seriam pagos pela liminar a ser requerida pela Abra Play”.

Desembargador ABEL GOMES, olha o que ele próprio colocou na denúncia! Como esse homem [ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza] é irresponsável!

(Lê)

“Ailton e Sérgio, no dia 18 de setembro de 2006), às quinze horas, quatorze minutos e trinta segundos, têm um diálogo.”

Mas, olhe o dia: 18 de setembro de 2006, às quinze horas. O que há nisso aqui?
(Lê)

“Ailton pergunta se o acordado é aquilo. Sérgio diz que sim. Ailton diz que eles haviam falado em dois e depois caiu para um e meio – “não sei o que é isso”. Diz que o amigo de Niterói ligou e esse está com a ideia de pegar isso para a empresa nova, que ele mandou Ailton falar com Alexandre.”

Isso aqui é uma conversa, que não tem nada a ver com CARREIRA ALVIM.

(Lê)

“Ailton diz que está indo conversar com Alexandre para ver a opinião do mesmo. Sérgio diz que havia dito que o valor seria de cento e cinquenta mil. Diz que já tinha falado com o homem lá e que está tudo pronto, só falta assinar.”

Sabe por que é mentira? Porque aqui ele fala: 18 de setembro, às 15:40. Na verdade, essa distribuição deu entrada aqui no Tribunal no dia 18 de setembro, às 18.09. Como ele podia estar falando que a decisão estava pronta e que só faltava assinar, que o homem estava lá, se o processo não tinha nem sido distribuído ainda? Como um Procurador-Geral não percebe isso? Ele coloca aqui.
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(continua na próxima semana)                                                                                    89

NOTA: Eu fico INDIGNADO quando tenho que relatar essas barbaridades, porque a minha consciência sabe que as minhas decisões foram fruto da minha consciência, impostas pelo dever que eu tinha de decidir, e nada me foi pedido por ninguém.
Minha INDIGNAÇÃO aumenta mais porque li na internet, há algum tempo, a conversa de um advogado com um cliente, pedindo dinheiro, e quantia elevada, dizendo que era para o então ministro do STF, Sepúlveda Pertence, e não se apurou nada, e NÃO ACONTECEU NADA. 
Agora a internet está divulgando um vídeo em que o ex-ministro de Lula, José Dirceu, diz, sem rodeios, que foi aliciado pelo então ministro do STJ, Luiz Fux, para ser indicado ministro do STF, e que, na ocasião, se ofereceu, sem que ele pedisse, para votar pela absolvição dele (José Dirceu), e o candidato foi nomeado, e não se apura nada, e NÃO ACONTECE NADA. 
Eu me pergunto: Será que a DIGNIDADE de um desembargador, contra o qual se levantam apenas absurdas, inverídicas e absurdas suposições, e onde não existe nem prova de recebimento algum de dinheiro, vale menos, para efeitos de investigação, do que a de um ministro do STF? Só pode ser isso, mas a ética não caminha nesse sentido.
Será que a presunção de inocência só vale para ministros do STF? A Constituição não diz que todos são iguais perante a lei?
Se bem que George Orwell profetizou que “Todos os bichos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.”
Afinal os ministros do STF são, realmente, mais iguais que os desembargadores.

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