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domingo, 24 de fevereiro de 2013

COMO AS TRAMAS SE REPETEM




O CANAL BRASIL (canal 66) exibiu, em 17.2.13, um programa sobre a vida do cantor SIMONAL, onde são relatados fatos absurdos e inusitados, sobre a “armação” feita contra ele pelo sistema ditatorial da época (DOPS), acabando por destroná-lo do estrondoso sucesso que fazia, processá-lo e condená-lo à prisão.
Todos os intelectuais, ouvidos na reportagem, disseram não acreditar em nada do que o acusaram, tendo ele sido vítima do sistema; mas também ninguém fez nada para ajudá-lo a provar que fora vítima de uma perseguição.
Isso me fez lembrar a armação feita contra mim, na OPERAÇÃO HURRICANE, pela Polícia Federal (Ézio Vicente da Silva), mancomunada com o Ministério Público Federal (ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza) e acolhida pelo STF, com voto condutor do então ministro vice-presidente (Cezar Peluso), hoje aposentado, em que fizeram absurdas e falsas suposições de haver eu feito algo que jamais fiz: "receber propina em troca de decisão judicial".
Depois da condenação de SIMONAL, diz a reportagem, houve um silêncio tumular sobre o episódio, com o propósito deliberado de sepultá-lo em vida, tendo, inclusive, sido vetado pela Rede Globo, que, nessa época, apoiava o sistema ditatorial.
Relata a reportagem que o cantor foi censurado pela própria classe artística, em que se integrava, mal informada da verdade, e pelos meios de comunicação, manipulando os fatos, e que essa mágoa tomou conta dele, levando-o à bebida e, consequentemente, à morte.  
O cantor, na época, foi inclusive ao Programa da Hebe Camargo, onde, de viva voz, denunciou as atrocidades cometidas contra ele, pedindo providências das autoridades competentes; mas, infelizmente, nada aconteceu, pois o sistema não queria ser desmentido pelas irresponsabilidades que cometera.
Em todas as opiniões emitidas sobre o episódio, pelos que foram ouvidos pela reportagem, existe um ponto em comum: "Simonal fora vítima de uma inveja multifacetada".
Eu, CARREIRA ALVIM, continuo, literalmente, “no olho do furacão”, vítima de um processo penal contra mim, que anda a passos de tartaruga; mas, diferentemente de Simonal, estou “fazendo desse limão, uma limonada”, aproveitando a aposentadoria compulsória --, que me foi, injustamente, imposta pelo Conselho Nacional de Justiça --, para escrever sobre Direito Processual Civil, e deixar para a classe jurídica do meu País aquilo que, realmente, torna um homem imortal, porque as sentenças e os votos de juízes, e os pareceres de conselheiros, depois de despidos do  poder, "não servem nem para papel higiênico".
Como se vê, não é apenas na ditadura, que o sistema reagia de forma irresponsável contra pessoas inocentes, mesmo que notoriamente conhecidas, porque, na democracia do Partido dos Trabalhadores, acontece tudo igualmente igual, sob o comando e com o referendo do STF, que deveria zelar pela segurança e garantia de um juiz brasileiro.
  Foi essa Corte que, pelo ministro CEZAR PELUSO, hoje aposentado, autorizou os grampos no meu gabinete de Vice-Presidente no Tribunal Regional Federal da 2ª Região e nos meus telefones, permitindo à Polícia Federa fazer contra mim todas as "armações" que quis, pelo que eu fui uma vítima da própria JUSTIÇA, e não, simplesmente, das demais instituições que deveriam ser a minha segurança (Polícia Federal e Ministério Público Federal).
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NOTA: Quem assiste a esse programa fica indignado com a podridão das instituições nacionais, e a irresponsabilidade dos seus agentes, que se revelam igualmente podres. Antes, foi um cantor, depois um juiz e, no futuro, serão todos os que não leem pela cartilha do sistema.

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