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sábado, 19 de janeiro de 2013

REVISTA PESSOAL CONSTRANGEDORA


Quando pensava que seríamos levados ao avião, fomos conduzidos a uma sala da Base Aérea do Galeão, onde os agentes federais nos submeteram a novos constrangimentos, totalmente injustificáveis em face das circunstâncias, submetendo-nos a uma nova “revista pessoal”.
A mim me pareceu que toda a Polícia Federal queria nos revistar; pois, apesar de ter sido despido, quando do exame de corpo de delito, e ter ficado durante todo o tempo sob as vistas dos agentes federais, inclusive para ir ao banheiro, supunham os revistadores que talvez houvesse alguma coisa em nosso corpo que pudesse comprometer a segurança do vôo.
Nessa ocasião, todas as ordens que dei, como juiz, a agentes federais, para que cumprissem as minhas decisões, que na verdade nem eram minhas, mas do Poder Judiciário, que eu encarnava, fixando-lhes multa para evitar recalcitrância, voltaram-se contra mim nessa revista.
O agente federal que me revistou fez questão de fazê-lo com um rigor desnecessário, com o indisfarçável propósito de me mostrar que o seu poder, naquele momento, era maior do que a força das minhas decisões, como desembargador.

(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País. 

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