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domingo, 6 de janeiro de 2013

ALERTA AOS MAGISTRADOS BRASILEIROS


(continuação)
 
"Em relação a mim, não havia nenhum indício de autoria nem prova de qualquer infração penal, pois o que eu fazia é aquilo que eu tinha o dever constitucional de fazer, que é proferir decisões, e, estando na vice-presidência do Tribunal, conceder liminar quando entender estar havendo violação a direito alheio.
Mas, mesmo assim, fui grampeado por dois anos e meio, com autorização do Supremo Tribunal Federal, com várias renovações da interceptação telefônica, concedidas por dois de seus ministros, Cezar Peluso e a então presidente Ellen Gracie, e cujo segredo de justiça jamais foi observado, com a Polícia Federal vazando para a mídia a sua megaoperação, assim que ela teve início.
Durante o seu depoimento à CPI do Grampo o juiz Ali Mazloum, de São Paulo, afirmou em alto e bom som que os juízes se sentem coagidos a autorizar as escutas telefônicas, o que vem confirmado pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, que também afirmou voto naquela Corte que a Polícia Federal faz terrorismo contra juízes."
 
 (continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável para compra em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas grandes livrarias do País.

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