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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" NA TV JUSTIÇA

Editor: Reinaldo Nóbrega

(continuação)
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PERGUNTA:  Por que o senhor se envolveu numa briga de bandidos?

RESPOSTA: Corretamente falando, não me envolvi "numa briga de bandidos", porque o juiz cível, como eu, tem que dar as suas decisões independentemente das qualidades morais do jurisdicionado, de modo que se uma pessoa tida como marginal tiver um direito cível, cumpre ao juiz cível reconhecê-lo, e se uma pessoa virtuosa não tiver, cumpre ao juiz cível não concedê-lo. Ademais, vou repetir: no caso das minhas decisões, o que se discutia era se as casas de bingo, QUE FUNCIONAVAM COM LIMINARES DADAS POR OUTROS DESEMBARGADORES DO TRF-2, podiam ou não ter as suas máquinas eletrônicas apreendidas abruptamente pela Polícia Federal. E no exame dessa questão, não se tratava de briga de bandidos, mas de uma questão cível de saber sobre se a Polícia Federal e o Ministério Público poderiam realmente fazer o que fizeram. A bandidagem e a virtuosidade é coisa do juízo penal, e esta não era a questão que estava em discussão.   Para ser sincero, eu nem sabia que casas de bingo eram geridas por bicheiros, e muitos ministros, com os quais ainda tenho relações, a quem perguntei isso, me responderam que também não sabiam.

Ademais, a minha decisão, para liberar as máquinas eletrônicas, pela qual fui crucificado em vida, com o apoio da própria justiça (STF), não foi a primeira decisão neste sentido dada pelo TFR-2, pois, anteriormente, o próprio Tribunal já tinha feito a mesma coisa, mandando liberar as máquinas apreendidas, ficando uma de cada tipo para ser periciada, e ver se realmente tinha peças importadas ilegalmente como afirmava o Ministério Público Federal; mas também aqui nada aconteceu porque o relator desse caso não era candidato a presidente do Tribunal. Neste País, até o fato de seguir um precedente do Tribunal vira crime de suborno.
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(continua na próxima semana)

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