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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O PASSAGEIRO CARECA E O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

 (continuação)

     5. "Passageiro careca"

     Registrou um leitor de O GLOBO, na edição de 29/8/94, há mais de dez anos, portanto, quando já se propalava o controle externo do Judiciário: "Conta-se por aí uma anedota mais ou menos assim:
      “Havia um trem que corria tanto, tanto, que os passageiros tinham que segurar os cabelos uns dos outros, para que não voassem. Assim, o segundo passageiro segurava os cabelos do primeiro; o terceiro os cabelos do segundo; o quarto os cabelos do terceiro... Alguém interrompeu: e quem segurava a cabeça do último passageiro? Ora, esse último era sempre careca. Pois é. Isso me faz lembrar essa história de se querer criar um órgão externo (CNJ) para fiscalizar o Judiciário. E quem vai fiscalizar o órgão externo? Os três Poderes são independentes e harmônicos entre si, mas já dispõem de mecanismos naturais de controle uns sobre os outros. Criar-se mais um órgão, para criar mais empregos e estar sujeito às mesmas fraquezas humanas, terem também cabelos que voam como os dos passageiros do trem corredor, é uma ideia de jerico."

      (continua)

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