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domingo, 28 de agosto de 2011

QUEM PARECIA SER UMA "ADMIRADORA" ERA UMA "GRAMPEADORA"


"Naquela oportunidade, o advogado Nabor Bulhões contou-me esse fato com um largo sorriso no rosto, dizendo-me que a ministra, conhecendo-me como conhecia, e tendo por mim grande admiração, quis ela mesma examinar a sua petição; e contou-me como se fosse um prestígio para mim essa atitude da então Presidenta do Supremo Tribunal Federal, no suposto de ser ela uma grande admiradora minha. Aliás, tinha realmente tudo para ser, primeiro porque sempre me dizia ser uma leitora assídua das minhas obras; e, depois, porque, quando ela foi diretora da Escola de Magistratura do Tribunal Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, recebi mais de uma vez convite seu para fazer palestras naquela casa, o que fiz sempre gratuitamente, muitas vezes com sacrifícios dos meus próprios interesses pessoais; e, depois das palestras, a hoje ministra sempre me levava para jantar numa das excelentes churrascarias da capital gaúcha, onde conversávamos sobre tudo e sobre todos.
Somente depois da operação Hurricane, foi que me dei conta de que a ministra Ellen Gracie quis despachar pessoalmente a petição do advogado Nabor Bulhões porque, a essa altura, ela já sabia que eu estava sob a investigação judicial, além do que ela própria já tinha autorizado uma das prorrogações da escuta ambiental no meu gabinete, além do prazo permitido pela Lei do Grampo."

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