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domingo, 14 de agosto de 2011

PALAVRAS DO ADVOGADO GUSTAVO ROCHA SOBRE SEUS CLIENTES PRESOS NA OPERAÇÃO VOUCHER

"Não estou falando apenas da situação deles, mas do presídio, que está fora da razoabilidade. Calor de 50 graus, celas sem janela. Não havia colchões nem água para beber. Tivemos que levar colchões para os nossos clientes. Não estou dizendo que eles são melhores que os outros. Não havia para ninguém".

OBS: Não é só no Amapá que os presídios são assim não. No centro do Rio, na carceragem da Polícia Federal, eu, Carreira Alvim, e o desembargador Ricardo Rigueira passamos fome e sede, numa temperatura acima de 40 graus. Na carceragem de Brasília, também não tinha colchões, nem lenções, nem travesseiros, nem privada para as necessidades fisiológicas mínimas, porque ela estava entupida, e as nossas filhas foram que nos providenciaram o mínimo para sobreviver. O então presidente da AJUFE (Associação dos Juízes Federais) foi na carceragem de Brasília fazer uma verificação do estado da prisão, ficou estarrecido, fez um ofício ao ministro Peluso denunciando a situação sub-humana em que estávamos, e não aconteceu nada. Hoje os dois (Peluso e Walter Nunes) estão juntos no Conselho Nacional de Justiça: um como presidente e outro como Conselheiro.

FONTE: O GLOBO DE 14/08/11

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