sábado, 30 de novembro de 2013

A FESTA DO PH DESTE ANO

Este é João Silvério, neto de Carreira Alvim na festa do PH


A FAMÍLIA CARREIRA ALVIM NA FESTA DO MOPI DESTE ANO

Maria Luiza e Antônio
  
Tetê  

Carreira Alvim e João Pedro
Carreira Alvim e Antônio

PENSAMENTO DA SEMANA

"Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito" (Martin Luther King)

SEU LIVRO FOI UM DOS POUCOS QUE ME FIZERAM CHORAR


"Boa noite,
Não sei se esse perfil é verdadeiro, mas, caso seja, quero deixar meu apreço pelo senhor. Quando li seu livro era estudante de engenharia civil, além de ativista político contra a corrupção. Seu livro me fez criar um ar de buscar justiça mais ainda. Hoje, além de Engenharia, faço Direito, e posso lhe dizer que seu livro foi um dos poucos que me fizeram chorar. E realmente é incrível, a ponto de ter emprestado e não me devolverem, adquirir outro, emprestar a também não me devolverem.
Seu livro deveria ser o livro de cabeceira de qualquer estudante da área jurídica sobre entender as artimanhas que infelizmente nosso judiciário possui.
A partir do próximo semestre, já terei matérias que englobam suas obras, e terei o prazer de utilizar todas elas como base para meus estudos.
Um abraço de um jovem fã de seu trabalho. "  (Felipe de Matos)

IMAGINO A SUA ANGÚSTIA

"Estou lendo a respeito dessa Operação, onde V. Exª foi tão humilhado, exposto a uma situação vexatória com o intuito de lhe desqualificar como magistrado, causando-lhe um enorme e injusto abalo profissional e moral. O meio jurídico é perverso e nojento, como nenhum outro setor profissional conseguiria ser. Vou divulgar, sim, entre os magistrados, amigos e colegas de outras carreiras. Imagino a sua angústia, mas não esmoreça nem adoeça. Os operadores do Direito no nosso País são uma lástima. Distribuirei esse material a alguns amigos, conheço magistrados aqui no Amazonas que passaram por situações muito difíceis, vou distribuir entre os conhecidos."  (Yolanda Edelman)

PARA LER E MEDITAR




O amor são duas solidões, protegendo-se uma à outra.  (Rainer Maria Rilke)

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DO FURACÃO



(continuação)

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(...) Perguntei pelo mandado de prisão, e ele respondeu que havia um mandado, mas que ele não o tinha trazido, mas que mesmo assim eu tinha que acompanhá-lo. Chamei as pessoas que acompanhavam a diligência, como a síndica do prédio, meu motorista, a nossa empregada e a minha mulher, e lhes disse que eu estava sendo preso. Tentei fazer esse delegado entender que na minha carteira profissional de desembargador estava escrito que, se eu fosse preso, deveria ser apresentado ao presidente do Tribunal, mas ele me disse que o que estava fazendo era por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal e que era “operacional”, pelo que nada tinha a ver com as prerrogativas da minha função, que vi nesse momento serem mandadas para o espaço.

Enquanto se desenrolavam as diligências de busca e apreensão, a Rede Globo de Televisão colocou seu jornal no ar em regime de plantão, noticiando que eu havia sido preso juntamente com outros vinte e cinco investigados numa operação realizada pela Polícia Federal e batizada de Hurricane ou Furacão, e levado para a carceragem no centro do Rio.

Neste momento, eu estava ainda em casa, comandando a Polícia Federal na busca e apreensão na minha casa, embora mais tarde, com a cópia do mandado de prisão nas mãos, que me foi mostrado já na carceragem, tomei conhecimento de que a minha prisão temporária tinha sido decretada para que eu não interferisse nessas buscas que ali seriam feitas.

Já na carceragem da Polícia Federal, encontrei-me com o meu genro e com o desembargador Ricardo Regueira, o que me deixou ainda mais surpreso, porque o desembargador já havia sido vítima de uma operação da Polícia Federal, por conta de suposições, cujo processo instaurado no Superior Tribunal de Justiça tinha sido anulado e arquivado pelo Supremo Tribunal Federal com voto condutor do mesmo ministro Cezar Peluso que mandara prendê-lo de novo como integrante agora de uma quadrilha de bingos.

Sem saber do que era acusado, fui mantido na carceragem da Polícia Federal, sem comer e beber nada e num calor infernal, tendo sido colocado numa sala onde se encontravam todos os demais presos na operação, como que a me exibir como troféu aos donos dos bingos para desmoralizar-me perante todos. (...)
(continua na próxima semana)

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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável, inclusive na versão e-book, nas livrarias SARAIVA e TRAVESSA, e em www.livrarias.saraiva.com.br, www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e também em www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e em outras livrarias do País.