sábado, 13 de agosto de 2011

QUANDO EM VEZ DE HARMÔNICOS, UM PODER PERSEGUE O OUTRO

“Líderes governistas acusaram a Justiça e o Ministério Público de abuso, e a ministra Ideli Salvatti chegou a dizer que Novais foi vítima de ‘armação da imprensa’”.
“Governo e aliados põem Judiciário sob suspeição”.
“Os líderes da base aliada fizeram ontem duros ataques à ação do Judiciário na Operação Vaucher, da Polícia Federal, sugerindo, e até afirmando em alguns casos, que houve abuso de poder por parte do Ministério Público e do Judiciário”.

OBS: Quem passou o que passei nas mãos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal, com a cobertura irresponsável da Rede Globo (que também fez “montagem”), sabe de sobra quem está falando a verdade, pois as minhas prerrogativas, com conhecimento do ministro CEZAR PELUSO foram todas violadas (fui preso, despido e jogado numa cela comum), como se fosse um marginal.
Tenho pena dessas pessoas que, não tendo “prerrogativas”, que no Brasil são “uma folha de papel”, tiveram que passar pelo “corredor polonês”, que é a Polícia Federal, ansiosa por mais um espetáculo.

FONTE: O GLOBO de 10/08/11.

LIVRARIAS QUE VENDEM "OPERAÇÃO HURRICANE" PELA INTERNET

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ISSO É OPERACIONAL EXCELÊNCIAS! NÃO TEM NADA A VER COM AS PRERROGATIVAS DE VOSSAS EXCELÊNCIAS!

"O Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, disse em nota que 'o uso de algemas na Operação Woucher ocorreu com estrita observância da súmula vinculante de número 11 do Supremo Tribunal Federal, que determina sua utilização para segurança do conduzido e da sociedade, ao invés de proibi-la terminantemente'.
No meu caso, não havia ainda a súmula vinculante, mas eu e o desembargador Ricardo Regueira, fomos vítimas do mesmo 'crime das algemas', e, quando invocamos as prerrogativas da magistratura e o fato de não oferecermos qualquer resistência à prisão, recebemos a resposta emblemática: 'Isso é operacional, Excelências! Não tem nada a ver com as prerrogativas de Vossas Excelências'.
Daí se vê que quando a Polícia Federal quer algemar alguém, para expô-lo à excecração pública, algema,  não havendo súmula do Supremo que o impeça. E tudo acaba em pizza.
Por isso, registra o prof. Luiz Flávio Gomes que houve abuso, e que "a decisão do STF não mudou o comportamento nas ações policiais".
Se o CNJ quiser apurar esse sacrilégio cometido contra políticos e servidores públicos, não se justifica que se omita contra as agressões cometidas pela Polícia Federal contra mim e o desembargador Ricardo Regueira, com o apoio da própria Justiça, pois são agressões cometidas contra ela mesma."  
FONTE: O GLOBO DE 11/08/11.

MORTE FÍSICA E MORTE MORAL: QUAL DELAS É MAIS CRUEL?


 
"Fiquei estarrecido com a execução da juíza, Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, que combatia severamente o crime no Rio de Janeiro, que foi uma “MORTE FÍSICA”, que não deixa de ser preocupante num Estado de Direito, em que a ofendida é a própria Justiça Brasileira.
No entanto, não posso deixar de registrar que essa mesma Justiça, que leva "21 tiros" (conforme notícia da mídia), se encarrega, irresponsavelmente, de decretar a “MORTE MORAL” dos seus próprios juízes, como aconteceu com o desembargador federal Ricardo Regueira, que foi a primeira vítima do Furacão, morrendo sem ter tido a chance de ser absolvido, por conta de um processo que se encontra “parado” há mais de quatro anos.
Também fui vítima de um “ASSASSINATO MORAL”, cometido contra mim pelas três instituições que deveriam garantir-me, no exercício da jurisdição (Polícia Federal, Ministério Público e Supremo Tribunal Federal), porque, tão mortíferas como as balas que, covardemente, tiraram a vida da juíza, foram as inverídicas e “montadas” acusações contra mim, para atingir a minha honra e dignidade.
O então procurador geral da República, ANTONIO FERNANDO DE SOUZA, chega a FALSEAR, na, denúncia uma conversa que tive com meu assessor na Vice-Presidência, dizendo que essa conversa era com um HNI (Homem Não Identificado), para fazer supor ao ministro CEZAR PELUSO (que acreditou) tratar-se de um advogado de bingo. Essa conversa está lá no Inquérito, claramente, entre mim e o meu assessor, para quem quiser ver, e que os responsáveis pela justiça não quiseram ver. 
Afinal, quem falseia uma conversa e a transcreve, na denúncia, para incriminar um juiz “atira contra a sua honra e dignidade”, atingindo a Justiça inteira, e comete um crime tão perverso e hediondo como o cometido contra a juíza Patrícia Acioli. Quem faz isso, também não é um bandido? Não merece ser investigado, processado e punido? 
Tudo isso está no meu livro “Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão”; mas, infelizmente, a sociedade como um todo, as associações de juízes e a mídia só se preocupam com a MORTE FÍSICA, sem se importar com a “MORTE MORAL”, que, para quem a experimentou, é muito mais cruel, porque mata o juiz em vida, atingindo toda a sua descendência."
Se você tivesse que optar, juiz brasileiro, optaria pela MORTE FÍSICA ou pela MORTE MORAL?


domingo, 7 de agosto de 2011

ENTREVISTA CONCEDIDA POR CARREIRA ALVIM AO SITE VEJAONLINE:

Quem o senhor acha que vai ler o seu livro, além do ministro Cezar Peluso, do ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza e do delegado federal Ézio Vicente da Silva?

Esses três foram os personagens principais do meu calvário. Um armou, o outro tutelou e o terceiro encampou. 

Mas atacar o presidente do Supremo, o Ministério Público e a Polícia Federal não complicaria ainda mais sua situação perante a Justiça?

Tenho mais de quarenta anos de magistratura, com cinquenta obras publicadas. Dei palestras para quase todos os ministros do Supremo. Ele [Peluso] não pensou duas vezes antes de mandar me botar atrás das grades. Acho que não preciso ser condescendente na hora de contar o que aconteceu. Eles querem que eu prove algo que não fiz. Eles é que vão ter que correr para provar que tudo que eu digo é mentira. O Peluso mandou me grampear e foi para Buenos Aires participar de um evento organizado por mim. E pior. O tema era corrupção. Se o ministro tivesse lido os autos antes, não teria feito o que fez. 

No livro, o senhor alega ser vítima de uma armação para evitar sua eleição à presidência do Tribunal Regional Federal, no Rio. Não seria demais?

Havia interesse em que eu não fosse eleito presidente do Tribunal. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal estavam mancomunados. Se não fosse assim, como um dos desembargadores do Rio poderia ter dito para minha mulher que eu seria preso? Mas é só uma suposição. Aprontaram tantas contra mim que também tenho o direito de falar. 

Por que a sua eleição desagradaria tanto assim aos seus adversários?

Sempre dei muita causa liminar contra o poder público. O Tribunal está cheio de desembargadores que só decidem a favor do governo. São estatais. Sou professor de processo civil, sei lidar com essas regras e desagradei. 

Como surgiu o seu nome no caso?

Eu estava na vice-presidência do Tribunal e a Polícia Federal tinha apreendido máquinas caça-níquel, alegando o uso de componentes importados. Era minha competência decidir a esse respeito. Dei uma liminar liberando-as, mas deixando uma máquina de cada para a perícia procurar os componentes importados. Já os bingos estavam funcionando por meio de liminares expedidas por outros integrantes do TRF. Só que o procurador-geral da República disse que no Rio havia uma quadrilha para viabilizar os bingos. Mentira. Eu e o [desembargador Ricardo] Regueira não demos liminar para funcionar bingo algum. Nas duas vezes em que eu e ele participamos de votações, fomos contrários. 

Mas uma decisão sua, a favor de um dos donos de bingo, foi considerada sem amparo legal. 

Teve uma que foi com base em jurisprudência do STJ. Quem inventou esse instrumento de cautelar em recurso a ser interposto foram o Supremo e o STJ. Eu nem sabia quem eram os donos de bingo. E nem sabia que bicheiro era dono de bingo. 

O senhor sabia que estava sendo grampeado?

 Desconfiei de uns barulhos no telefone e descobri. Não chamei a polícia por achar que era coisa do Tribunal. 

Em 2007, escutas captaram seu genro Silvério Nery Júnior negociando uma liminar. Sua frase é: “A minha parte em dinheiro”.

O Silvério era diretor do IPEJ [Instituto de Pesquisas e Estudos Jurídicos] e eu organizava um encontro em Buenos Aires. Liguei para um ministro do Supremo informando que uma universidade particular patrocinaria parte das passagens. O dono da agência de viagens me ligou dizendo que o dinheiro estava acabando. Disse ao meu genro que teríamos de cancelar o ministro Peçanha Martins, já que o [também ministro] Gilson Dipp iria palestrar. Meu genro ficou de conseguir mais um patrocínio para resolver tudo. Eu não poderia pedir, pois era desembargador. Como o meu genro estava recebendo as inscrições em dinheiro, falei para ele pagar as passagens. Eles editaram as gravações. E as minhas conversas com os ministros? Se aparecerem, tudo seria esclarecido. 

E o tal um milhão de reais?

Havia alguém, não se sabe quem, que a Polícia Federal tentou relacionar comigo. Eram pessoas em uma sala. Nesta conversa, alguém citou o meu nome, mas, como havia conversa de fundo, não se sabe nem se era mesmo alguém do tal grupo. São ouvidas as palavras “Carreira Alvim” e “um milhão de reais”. O que advogado mais faz é vender juiz. Não posso impedir ninguém de mencionar meu nome. 

O senhor almoçou com um advogado dos bingueiros. Há gravações e imagens. Qual é a explicação?

Eu tentava criar um curso à distância no IPEJ. Como precisaria de recursos, meu genro ficou de conseguir parceiros. Ele conversou com um ex-procurador de justiça de Minas Gerais, o Castelar Guimarães. Foi marcado um almoço no restaurante Fratelli. Lembro que em algum momento o gerente pediu para que trocássemos de mesa. Suponho que fomos para onde estava o grampo. Nisso, aparecem duas pessoas. Eram conhecidos do ex-procurador. Almoçamos. Só depois soube que Jaime Dias e Zé Renato eram ligados aos bingos. O Jaime eu conhecia de vista. Amigos de vôlei de praia pensavam que ele era advogado. Soube depois que ele ficava tomando dinheiro dos donos de bingo, dizendo que influenciava nas decisões. Mas como naquelas conversas não havia nada que a polícia quisesse, me fotografaram na saída, fazendo supor que se tratava de assunto de bingo. 

E o beijo?

O MPF afirmou que um dos convidados do almoço era tão íntimo meu que até me deu um beijo no rosto. Beijo no rosto não é sinal de intimidade. Na Rússia, eles trocam beijos na boca. E o ex-procurador de Minas Gerais, o Castelar Guimarães, aparece com um homem não identificado. A Federal não foi capaz de ir lá checar quem pagou a conta. 

E seus colegas desembargadores? Eles toparam falar para o livro?

Eu dou o nome de todos. Juízes colegas meus não tiveram coragem de ir a público dizer que eles também tinham dado decisões parecidas com as minhas. Teve até um que, quando saíram as prisões, voltou ao tribunal e reformou a própria decisão. Só não divulgo seu nome para não matá-lo do coração. É digno de pena. 

Quais seriam os erros processuais que invalidariam a ação judicial contra o senhor?

A denúncia não tem pé nem cabeça. O tempo deveria andar para trás para os fatos ocorrem do jeito que eles querem. A denúncia cita que no encontro no restaurante eu negociei preços. O almoço aconteceu sete meses depois de as minhas decisões terem sido cassadas. Dono de bingo pode ser tudo, menos burro. Quem pagaria propina por uma decisão que já tinha sido dada e cassada por uma das turmas do TRF? 

Se o Judiciário é assim, por que o senhor não abandonou a carreira antes?

 Queria contribuir. Consegui fazer justiça no tribunal e não me arrependo. O problema é a inveja. E não é só contra mim. Como os tribunais possuem uma quantidade de vagas muito limitada, a coisa que juiz mais gosta é ver o outro cair. 

Qual a opinião do senhor sobre o uso de escutas telefônicas como principal ferramenta para obtenção de provas em uma investigação?

 Antes, eu era favorável. Depois que vi como isso pode ser deturpado, acho uma irresponsabilidade. Quando a fita foi divulgada, falaram que o sistema falhou. Bastaria mostrar a gravação original. 

O senhor chegou a ser alvo de alguma tentativa de suborno?

Nunca. Julguei o Caso Projac, da Rede Globo. Soube que o advogado da outra parte receberia vinte milhões de dólares se eu tivesse decidido contra a Globo. Eles até alegaram favorecimento. Se eu fosse corrupto, não iria me corromper quando havia muito mais dinheiro envolvido? 

Em casos de corrupção envolvendo magistrados, a aposentadoria compulsória, como a concedida ao senhor, é um ato correto?

 Fui aposentado pelo Conselho Nacional de Justiça. Aposentadoria de magistrado não é prêmio, nem algo injusto que afete o Tesouro. Contribui durante quarenta anos. Não foi uma graça concedida pelo estado, mas um benefício retributivo. Desconto um valor para a Previdência Social todos os meses. Injusto seria perder esse direito. 

O senhor já jogou a dinheiro?

 Já fui a eventos na Europa e em Punta Del Este, onde vi magistrados jogando nas maquininhas. Não vejo problema, desde que esteja legalizado. Até faço uma fé na raspadinha. Enquanto me investigavam, fui a um bingo perto de casa jantar com um amigo e gastei uns quarenta ou cinquenta reais em jogo. Usaram isso para dizer que eu era frequentador. 

Como anda o processo contra o senhor?

Não anda. Receberam a denúncia e tudo está parado. Quando o Regueira morreu, em 2007, extinguiram o seu processo. Foi como se ele tivesse morrido culpado. No meu caso, não houve julgamento. 

O senhor não teme ser processado por causa do livro?

Depois de tudo que aconteceu comigo, não tenho mais medo. Se fui processado por algo que não fiz, agora pelo menos serei processado por uma verdade.


UMA PROTAGONISTA DAS MÃOS SUJAS DA ARTIMANHA FEDERAL

"HOJE; ENFRENTO A INCERTEZA DA MORADIA, POR CAUSA DOS MAUS QUE ARMARAM LAÇOS CONTRA MEU BEM MAIOR, MINHA FAMILIA, MAS; SE NÃO HOUVESSE DEUS NADA TERIA E SERIA PARA ENFRENTAR.
TEMO UM FUTURO INCERTO À MEUS FILHOS QUE EM MAIOR FRAGILIDADE SOFREM O MAU QUE SOBRE NÓS ESTÁ, MAS; SEM DEUS, NÃO HAVERIAM OS CIRINEUS QUE NOS AJUDAM A ENFRENTAR E PROSSEGUIR.
OLHO NO ESPELHO E NÃO RECONHEÇO A IMAGEM QUE ALI SE APRESENTA POIS EIS QUE OUTRORA ERA DE UMA MULHER CHEIA DE AMOR, AMADA, FELIZ MESMO COM OS PROBLEMAS COTIDIANOS, HOJE APENAS UM CORPO SOFRIDO E UM TANTO DESFIGURADO PELOS SOFRIMENTOS, MAS; SEM DEUS NÃO HAVERIA O ESPIRITO QUE PROGRIDE A CADA PROVAÇÃO VIVIDA.
EIS QUE QUEM VOS FALA É UMA PROTAGONISTA DAS MÃOS SUJAS DA ARTIMANHA FEDERAL."
(Mensagem recebida de uma vítima da injustiça das instituições públicas).

PARECE UM ROTEIRO DE FILME, MAS NÃO É

"A história assusta e mais parece o roteiro de um filme norte-americano. A saber: um juiz, vice-presidente do Tribunal Regional federal da 2ª Região, é preso diante das câmeras de uma rede de televisão.  Poderia ser o fim de uma história de crime e corrupção, no entanto, a investigação deu origem às denúncias contra a polícia e contra a própria justiça, feitas pelo magistrado preso. O livro “Operação Hurricane: um juiz no olho do furacão” é a versão do desembargador aposentado, José Eduardo Carreira Alvim, para sua prisão em 2007 e para o processo contra ele – parado no Supremo Tribunal Federal desde essa época. Alvim diz que “uma farsa” culminou na sua prisão e o impediu de ser eleito presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ele foi acusado de ter recebido pagamento para autorizar o funcionamento de casas de bingo no Rio de Janeiro e de integrar uma quadrilha que beneficiava os donos das casas de jogo. Para Alvim, tudo não passou “de uma armação forjada pela Polícia Federal, numa investigação sob a tutela da procuradoria-geral da República e supervisão do Supremo Tribunal Federal”. Atualmente, Alvim dá aulas de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro e se dedica às letras, escrevendo um livro sobre Direito Processual Civil – mais um dentre os 16 editados sobre o mesmo tema e de sua autoria e outra coleção, ainda apor lançar." (PUBLICADO NO SITE "BLOG DE CABECEIRA")