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sábado, 13 de agosto de 2011

MORTE FÍSICA E MORTE MORAL: QUAL DELAS É MAIS CRUEL?


 
"Fiquei estarrecido com a execução da juíza, Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, que combatia severamente o crime no Rio de Janeiro, que foi uma “MORTE FÍSICA”, que não deixa de ser preocupante num Estado de Direito, em que a ofendida é a própria Justiça Brasileira.
No entanto, não posso deixar de registrar que essa mesma Justiça, que leva "21 tiros" (conforme notícia da mídia), se encarrega, irresponsavelmente, de decretar a “MORTE MORAL” dos seus próprios juízes, como aconteceu com o desembargador federal Ricardo Regueira, que foi a primeira vítima do Furacão, morrendo sem ter tido a chance de ser absolvido, por conta de um processo que se encontra “parado” há mais de quatro anos.
Também fui vítima de um “ASSASSINATO MORAL”, cometido contra mim pelas três instituições que deveriam garantir-me, no exercício da jurisdição (Polícia Federal, Ministério Público e Supremo Tribunal Federal), porque, tão mortíferas como as balas que, covardemente, tiraram a vida da juíza, foram as inverídicas e “montadas” acusações contra mim, para atingir a minha honra e dignidade.
O então procurador geral da República, ANTONIO FERNANDO DE SOUZA, chega a FALSEAR, na, denúncia uma conversa que tive com meu assessor na Vice-Presidência, dizendo que essa conversa era com um HNI (Homem Não Identificado), para fazer supor ao ministro CEZAR PELUSO (que acreditou) tratar-se de um advogado de bingo. Essa conversa está lá no Inquérito, claramente, entre mim e o meu assessor, para quem quiser ver, e que os responsáveis pela justiça não quiseram ver. 
Afinal, quem falseia uma conversa e a transcreve, na denúncia, para incriminar um juiz “atira contra a sua honra e dignidade”, atingindo a Justiça inteira, e comete um crime tão perverso e hediondo como o cometido contra a juíza Patrícia Acioli. Quem faz isso, também não é um bandido? Não merece ser investigado, processado e punido? 
Tudo isso está no meu livro “Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão”; mas, infelizmente, a sociedade como um todo, as associações de juízes e a mídia só se preocupam com a MORTE FÍSICA, sem se importar com a “MORTE MORAL”, que, para quem a experimentou, é muito mais cruel, porque mata o juiz em vida, atingindo toda a sua descendência."
Se você tivesse que optar, juiz brasileiro, optaria pela MORTE FÍSICA ou pela MORTE MORAL?


Um comentário:

  1. O mais interessante de tudo, é que ouvi em uma reportagem de rádio, que a juíza Patrícia havia pedido ao Presidente do TJ/RJ que lhe providenciasse segurança, porque estava sendo ameaçada. O repórter leu, inclusive, o pedido dela direcionado àquele órgão. Ouvido o presidente, sabem o que ele disse? Que o pedido comportava vários entendimentos e que ela não pedira escolta, de forma direta. Depois disso, pergunto-lhe, Sr. Presidente: quando faz barba, será que sai serragem? Vai ser cara de pau, assim, no inferno!!! Será que acha que o povo brasileiro é tão imbecil, a ponto de engolir suas não menos imbecís desculpas? Como será que julgou as centenas de ações que, por desventura, um dia, lhe chegaram às mãos, ante a sua absoluta falta de compromisso com o direito, com a verdade e, mais do isso, com a JUSTIÇA? Com a mesma falta de seriedade e incompetência? Faça-me um favor, sr. Presidente: esconda-se da mídia e se mantenha mergulhado em sua reles insignificância!!!

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