quarta-feira, 20 de julho de 2011

MAGISTRADO PARABENIZA PELO SUCESSO DO LIVRO "HURRICANE"

Parabéns, mestre José Eduardo CARREIRA ALVIM, pelo grande sucesso de seu LIVRO sobre a OPERAÇÃO HURRICANE. 
Aqui, na PRIMEIRA REGIÃO, numerosos colegas aguardam o lançamento da SEGUNDA EDIÇÃO!
Obs: A 2ª edição já saiu e o livro está de novo nas livrarias

DÚVIDA SOBRE O QUE ACONTECEU

"Hoje, quase no fim do livro, tenho dúvidas sobre os reais motivos do que aconteceu consigo. A presidência do TRF2, sem dúvida, mas não pode ter sido só isso. Há um misto de ódio, inveja, recalques e muitas outras coisas por trás de tudo aquilo. Provavelmente nunca virá tudo à tona. "

terça-feira, 19 de julho de 2011

FURACÃO DISPARA NA LISTA DOS MAIS VENDIDOS

A apenas um mês do lançamento, o livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão" dispara, sendo o 9º livro mais vendido da Geração Editorial, estando já na sua 2ª edição. A literatura a serviço da verdade, enquanto a justiça marca passo.

sábado, 16 de julho de 2011

PREPOTÊNCIA É IRMÃ GÊMEA DA INCOMPETÊNCIA

Estou chegando na página 200 (a coisa apertou no Tribunal, onde estou convocado até hoje).
Estou fazendo propaganda e parece que está surtindo efeito. Vários ex-colegas (ex-alunos seus) já se interessaram aqui.
De uma frase do livro, em especial, gostei muito e vou incorporar ao meu dia-a-dia: 'a prepotência é irmã gêmea da incompetência'.
Cai como uma luva em algumas pessoas que conheço.

DENÚNCIA "ERRA O FOCO" AO DIZER QUE CARREIRA ALVIM E RICARDO REGUEIRA DAVAM LIMINARES PARA GARANTIR A EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE AZAR.

"A denúncia afirma, logo de início, no “contexto da exploração do jogo ilegal”, que, com a publicação da lei que proibiu os jogos de bingos no país, o Ministério Público Federal passou a ingressar com ações para interdição dos bingos e máquinas de caça-níqueis, mas que mesmo assim as empresas continuaram em franca atividade, contando com a proteção de agentes públicos, principalmente policiais, e outras vezes através de manobras jurídicas e intermediação de magistrados, com a obtenção de liminares judiciais garantidoras da exploração dos jogos de azar. É neste cenário que, segundo a denúncia, se apresenta a organização criminosa, composta pelos denunciados – dentre os quais eu e o desembargador Ricardo Regueira – cujo poder de infiltração nos órgãos públicos de todas as esferas de poder acaba por permitir a exploração do jogo, cujo produto, revelado inclusive nas milionárias quantias que foram arrecadadas nas buscas e apreensões feitas por ordem do ministro relator [Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal], permitindo a ostensiva riqueza dos seus principais integrantes e a distribuição de forma estável de vantagens econômicas a servidores públicos em valores variáveis de acordo com o seu nível de influência ou de acordo com o próprio ato de ofício ao encargo do agente cooptado.
Se os fatos se passaram assim, então a denúncia errou o foco, porque nem eu e nem o desembargador Ricardo Regueira demos liminar para o funcionamento de jogos de bingo, tendo eu proferido apenas três decisões em favor das empresas que pediram, e, mesmo assim, para que fosse apreendida somente uma máquina caça-níquel, de cada tipo, de conformidade com entendimento adotado, anteriormente, pelo próprio Tribunal Regional Federal; mesmo porque muitas casas de jogo funcionavam com autorização do próprio Tribunal, através de decisões de alguns de seus desembargadores, e outras até sem o amparo de decisão judicial, mas mediante simples alvará de localização concedido pelos municípios."
OBS: Leia no Blog "DESEMBARGADORES DO TRF-2 QUE DERAM DECISÕES PARA O FUNCIONAMENTO DE BINGOS". Mas, para o ex-procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza, acreditado pelo ministro Cezar Peluso do STF, os desembargadores que fizeram a "intermediação de magistrados, com a obtenção de liminares judiciais garantidoras da exploração dos jogos de azar" fomos eu e falecido desembargador Ricardo Regueira. 
Existe uma grande diferença entre conceder liminar para "liberar máquinas eletrônicas" para os bingos que funcionavam com a autorização do TRF-2 e "conceder liminar para garantir a exploração dos jogos de azar" como quis entender equivocadamente o denunciante.
Só por isso, vê-se que fomos (eu e o desembargador Ricardo Rigueira) denunciados por um crime que não cometemos; mas que, a prevalecer a afirmação do denunciante, outros desembargadores podem ter cometido (por terem concedido as tais liminares).
Para saber outros equívocos da denúncia, leia o livro.

NECESSIDADES FISIOLÓGICAS NADA PRIVADAS


"Os banheiros da Polícia Federal no Rio de Janeiro, quando lá estive, não eram exemplo de higiene, e estavam precisando urgente de reforma, porque além de alguns estarem interditados, outros estavam em lamentável em estado de conservação, a ponto de eu ter que me sentar no vaso com os pés numa enorme poça d’água existente em toda a extensão do banheiro, porque não havia outra forma.
A presença de tanta água mal cheirosa no chão e a falta d’água potável para beber mostrava as contradições nas entranhas da Polícia Federal, contaminando o seu próprio ambiente de trabalho, incompatível com uma instituição tão interessada em “limpar” a sociedade."
(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão".

OBS: Se quiser conhecer mais sobre as instalações da Polícia Federal no Rio de Janeiro, leia o livro, no capítulo "Necessidades fisiológicas nada privadas".

JUSTIÇA DE CÓCORAS NA PESSOA DE UM DESEMBARGADOR

"Hoje fico pensando que essa minha atitude não fez a menor diferença, porque, para quem está algemado, tanto faz uma algema tradicional como uma de plástico dá na mesma, porque a injustiça não se torna justa pela mudança do tipo de algema.
Naquele momento, fiquei imaginando que eu, que havia sido preso ter sido envolvido numa operação maquiavélica, mas que no fundo estava também o fato de haver dado ordens a policiais federais para restituírem máquinas eletrônicas indevidamente apreendidas, estava ali a pedir a um delegado que me fizesse uma gentileza.
 Na prática, não era apenas eu, um juiz, que estava de cócoras, posição em que fui posto pelo ministro Cezar Peluso do Supremo Tribunal Federal, mas todo o Poder Judiciário, inclusive a corte da qual ele era o vice-presidente, estando eu subjugado por uma instituição, que, enquanto polícia judiciária, deveria, constitucionalmente, estar sob as minhas ordens e não me dando ordens.
Permaneci por algum tempo naquela sala com os demais presos, quando ali entrou um senhor de terno, que não reconheci de imediato, aproximou-se de mim e lamentou a minha prisão, como uma injustiça contra mim, dizendo-me que conhecia bem a participação de cada um na quadrilha dos bingos."
(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRIANE: Um juiz no olho do furacão".
OBS: Para saber quem era esse senhor que "conhecia bem a participação de cada um na quadrilha dos bingos", leia o livro.