sábado, 8 de junho de 2013

MENSAGEM DE UM AMIGO

Simplesmente triste, Dr. Carreira Alvim. Se tal fato ocorreu com o senhor, Desembargador Federal, escritor e doutor, fico eu aqui pensando. Ora, os humanos são assim. Não importa a formação acadêmica e social para que tais verdugos possam arquitetar planos satânicos e diabólicos. De um ex-bancário do BANERJ (José Antunes).
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NOTA: Os verdugos no caso foram três: o delegado federal ÉLZIO VICENTE DA SILVA, o ex-procurador-geral da República ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA e o ex-ministro do STF CEZAR PELUSO, os dois últimos na inatividade, deixando para a justiça desfazer o seu "imbróglio".

A HISTÓRIA SE REPETE

José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.

FURACÃO EM PORTO VELHO

 
Esta foto lembra a passagem de Carreira Alvim pela capital de Rondônia, Porto Velho, onde proferiu palestra sobre o furacão, esclarecendo aos presentes como o STF aplica na prática as "prerrogativas da magistratura nacional", mandando recolher desembargadores à prisão comum, sem culpa formada.

O FURACÃO NO EXTERIOR

Na semana que passou o blog do furacão foi acessado, dentre outros, nos seguintes países: EUA, Japão, Ucrânia, Portugal, Rússia, Canadá, Suiça, França e Indonésia.
É a (in)justiça brasileira transpondo as fronteiras do Brasil, graças às redes sociais.

ORDENS JUDICIAIS E OBEDIÊNCIA LEGAL

Costuma-se dizer (sem pensar) que "ordens judicias não foram feitas para ser discutidas, mas para ser cumpridas".
A minha experiência de vida e de magistrado me demonstrou que, quando um juiz dá uma ordem absurda, errado não está quem não a cumpre, mas quem a dá.
A mída noticiou, no dia 5 do mês em curso:
"A operação da Polícia Federal, na semana passada, foi desencadeada após decisão liminar da Justiça. Segundo Carvalho, após o confronto Dilma afirmou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que 'a ordem judicial deveria ter sido desobedecida' ".
Pois é! Exatamente o que tenho dito, quando a Justiça dá ordens que não deveria dar. No caso, os errados foram dois: o que deu a ordem para a desocupação da fazenda e os que a implementaram na marra. E o juiz que deu essa ordem viu-se obrigado a voltar atrás, o que significa que não deveria ter dado.

TURMA JR. CONTA COMO MINISTROS DO STF FORAM GRAMPEADOS PELA POLÍCIA FEDERAL

Por Pedro Canário
continuação)
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Insisti com Telmo para que me fornecesse o nome do agente, entretanto este se recusou, alegando que recebia inúmeras pessoas em sua sala como presidente do Sindicato, e que esse caso era somente mais um. Alertei a Telmo para o fato de que ele não era padre para ouvir confissão e guardar segredo mas sim, antes de tudo, um agente federal e que como tal tinha o dever de informar oficialmente o conhecimento de um crime e de sua autoria. Disse ainda que levaria o caso ao conhecimento da autoridade que presidia inquérito e que, fatalmente ele, Telmo, seria convocado a depor. Telmo, na ocasião, me disse que, caso fosse realmente chamado, negaria tudo.
Investigando o assunto juntamente com o agente federal Alexandre Fraga, outro componente de uma das equipes de plantão naquele aeroporto, chegamos ao autor do delito, através do cruzamento de vários dados que foram vazados por Telmo durante inconfidências que fazia ao longo do dia durante os seus plantões. A investigação nos conduziu ao agente federal Távora, na época lotado na Delegacia Fazendária da PF do Rio de Janeiro.
Távora participou de operações em Brasília, recebendo diárias, tendo passado vários meses naquela cidade, convocado para participar da equipe do delegado Protógenes. Segundo os levantamentos feitos, Távora é um agente federal com pouco tempo de polícia mas muito experiente em análise financeira e documental, pois foi analista de empresas de consultoria por muito tempo antes de ingressar na PF.
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(continua na próxima semana)

SOFRIMENTO POR TABELA

(continuação)
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"Reconheço que, mesmo os verdadeiros amigos, em determinadas circunstâncias, ficam numa encruzilhada, entre se exporem a eventual investigação pelo fato de ser meu amigo ou guardar distância esperando que a poeira baixe.

Nas relações de amizade, um furacão como estes constitui um divisor de águas, permitindo separar o joio do trigo, na medida em que afasta os falsos e mantém apenas os verdadeiros amigos.

Quem exerce alguma autoridade neste país fica permanentemente sujeito à aproximação de puxa-saquistas que, se fingindo de amigos, não têm outro propósito senão o de tirar algum proveito da situação.

Quem sofreu, tanto quanto eu, a fúria do furacão foram os servidores do Tribunal que trabalhavam comigo no gabinete, pessoas de bem, competentes e honestas, que produziam independentemente de estar eu ou não presente, com o único propósito de me ajudar a fazer justiça.

Na verdade, eu não tinha servidores no gabinete, mas amigos de verdade, que devem ter sofrido tanto quanto eu, os constrangimentos que vieram do maldito furacão, por saberem que tudo aquilo que a mídia noticiava contra mim não passava de uma torpe “armação” policial para me afastar do Tribunal.

Outros que sofreram por tabela foram Raimunda de Cassia e sua família, pois ela trabalha comigo há mais de três décadas, os seus vizinhos me conheciam, passando a supor pelas notícias divulgadas pela mídia que eu estava realmente metido com o crime organizado, tendo sido preso por esse motivo."
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO ) (Geração Editorial), encontrável nas livrarias SARAIVA e em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas livrarias de todo o País.