domingo, 21 de outubro de 2012

GRAMPOS NO GABINETE DO DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM


(continuação)
_______________________________________________________ 
A interceptação telefônica, que deveria obedecer às normas da Lei do Grampo, e que não permite que exceda de quinze dias, renovável por outros quinze, chegou a ser deferida, numa única decisão, pelo ministro Cezar Peluso por mais de quarenta e três dias, por conta do recesso forense, numa indisfarçável ofensa à permissão legal e na certeza de que não havia ninguém acima dele para corrigir a sua decisão.
Contando todos os prazos, inclusive as prorrogações, uma das quais autorizada pela presidenta Ellen Gracie, então presidenta do Supremo Tribunal Federal, as interceptações telefônicas dos meus telefones duraram mais de trezentos e trinta e cinco dias, quando, pela Lei do Grampo, só poderiam durar quinze, renováveis por mais quinze; e, durante todo esse tempo, a Polícia Federal conseguiu “utilizar” apenas dois telefonemas, que somados não chegam a um minuto de duração, como ficou comprovado pela perícia feita pelo professor Ricardo Molina, da UNICAMP, perito em fonética forense.
Quando do julgamento de um habeas corpus, impetrado em meu favor, no Supremo Tribunal Federal, para fazer respeitar a lei, na sua literalidade, que só permite grampeamento por quinze dias, prorrogáveis por mais quinze, e em que o relator do processo ministro Cezar Peluso justificava a sua atitude de ter mantido os grampos por tanto tempo, lembro-me que um dos ministros, grande constitucionalista [Gilmar Mendes], questionou este aspecto, dizendo que a Corte tinha que se deter no exame desse prazo, pois não poderia ficar decidindo aleatoriamente, entendendo num caso que era ilegal, e, noutros, que era legal.  
(continua na próxima semana)
________________________________________________________
Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br , www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br,  na Livraria La Selava (nos Aeroportos) e nas livrarias de todo o Brasil. 

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DES. FED. CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDIClÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                 Audiência, 16/4/2010

(continuação)
_________________________________________________________

Vamos adiante.

Ele [o então procurador-geral da República FERNANDO ANTÔNIO DE SOUZA] disse aqui que:

(Lê)  

"Carreira Alvim externa o medo de estar sendo investigado e diz que não atenderá mais aos pedidos de Regueira para beneficiar, casas de bingo."

Isso é mentira! Esse procurador-geral é um criminoso, falando isso, porque não houve essa conversa, nos autos não tem nada, Doutor ABEL. Não tem nada. Se tivesse, ele teria colocado [a conversa]. No inquérito não tem nada. REGUEIRA entrou na minha sala para conversar comigo sobre o áudio e depois voltou para pedir se eu podia dar uma liminar para o Arthur Falk viajar, porque Vossa Excelência tinha indeferido. Foi para isso que ele entrou. Esse homem está morto, é preciso que se respeite a alma dele. Para dizer que ele entrou que ia me fazer pedido. Como ele não ia me fazer pedido se ele nunca me fez pedido nenhum? O REGUEIRA não tinha esse caráter, que a Polícia Federal tem. O REGUEIRA era um homem de bem, era um homem que acreditava em Deus. REGUEIRA morreu, achando que ia encontrar com o Acrísio [filho dele] lá em cima. Ele morreu assim. Eu, como sei que ninguém vai encontrar com ninguém... Mas ele achava que ia encontrar, achava que ia encontrar comigo [quando eu fosse]. Mas vai me esperar muito tempo, porque primeiro tenho de lavar minha alma aqui embaixo. Mas ele achava isso.         
 ...Mas ele achava que ia encontra comigo.  Vai me esperar muito tempo, porque eu tenho que, primeiro, lavar a minha alma aqui embaixo. Ele achava isso: "Eu quero encontrar como você no Paraíso". Era um homem bom. Nunca fez maldade com ninguém. Não sei por que um ser humano tem a capacidade de fazer isso com outra pessoa [principalmente com o REGUEIRA].

Mas quando eu falei Doutor ABEL... Às vezes, eu me entusiasmo tanto, que eu esqueci as "Informações da Polícia Federal". Aliás, "encontros", vários encontros aqui de CARREIRA ALVIM."          

(Lê)

"Informação policial de 18 de janeiro de 2007-- encontro com Jaime, Júnior e Carreira e José Renato, no Fratelli”.

"A única pessoa que eu sabia que ia estar lá era o JÚNIOR, que me levou. E o outro, eu pensei que fosse o Castellar Guimarães. Esse resto aqui é "papagaio de pirata". Ele apareceu lá, achou que eu fosse almoçar com o Castellar e, por alguma ligação que tinha... E pode ser até que tivesse segundas, terceiras, quartas, quintas, intenções, mas acontece que não aconteceu nada. Não surgiu assunto nenhum, ninguém pediu nada, não aconteceu nada”.

(Lê)
_________________________________________________________
  (continua na próxima semana)                                                   63

NOTA - Primeiro: eu nunca fui um juiz medroso e nem covarde, porque se fosse, talvez não tivesse passado (e ainda estou passando) pelo que fizeram comigo, e com a cabeça erguida, embora tenha vergonha das instituições que temos. Segundo: muito menos o "medo de estar sendo investigado", porque a minha vida é limpa, e eu não tenho "rabo preso". Tanto que me acusaram de receber "propina", mas nada foi encontrado, até hoje, nem nas minhas contas nem nas contas da minha família. Terceiro: o  "externa o medo", dito por ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA, é fruto da sua fértil imaginação (coisa que aliás nunca falta à Polícia Federal e ao Ministério Público, e até  a Ministro do STF, especialmente CEZAR PELUSO (hoje aposentado e longe dos holofotes). 
Na verdade, eu fui acusado de ter proferido decisões para o "funcionamento de bingos" no Rio de Janeiro, mas os desembargadores federais que, realmente, deram essas decisões estão lá, no exercício da função. EU e o REGUEIRA não demos nenhuma, a não ser nas cabeças de FERNANDO ANTÔNIO DE SOUZA e do ex-ministro CEZAR PELUSO. 
Conto essa história no meu OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial)
                                                 
                                                                                                                          

domingo, 14 de outubro de 2012

O MAIOR EXAME DE CONSCIÊNCIA E CRÍTICA MERECIDA


É um enorme privilégio Dr. Carreira Alvim, ter lido seu livro e testemunhado em cada linha escrita, o maior exame de consciência e crítica merecida às "instituições" MPF e PF, e porque não parte do STF que, ao abrigo de um ordenamento jurídico desprovido de freios, manipulam e usam as fontes jurídicas e institucionais para benefício próprio e de terceiros. Um forte abraço e que Deus nos abençoe e proteja! Obrigado pelo escólio. (Dr. Paulo Rogério - Advogado - Colider/MT)

FURACÃO DE NOVO NA BAHIA.

        No próximo dia 14 de novembro, o FURACÃO estará chegando a Teixeira de Freitas, na Bahia, onde Carreira Alvim estará falando do "avesso da Justiça brasileira", na Faculdade do Sul da Bahia (FASB).

BLOG DE CARREIRA ALVIM NO EXTERIOR

O blog do FURACÃO é acessado no exterior, nos EUA, em Portugal, na Alemanha, França, Rússia etc. É a (in)Justiça brasileira chegando ao estrangeiro.

JÁ PASSEI POR ISSO DA MESMA FORMA.



Ilustre Dr. Carreira Alvim: Confesso que assistí perplexo os fatos imputados ao senhor de forma leviana e cretina. Já passei por isto da mesma forma.Hoje estou aposentado. Inveja e falsidade é a base destes cretinos que ainda se proliferam e se arrastam nos vestutos tribunais tanto na 2ª Região e no STJ (Caso do Dr. Medina) que hoje aposentado, doente da alma e do corpo por causa destes celerados pelo poder. Sou amigo do Sacha Calmom e vi uma foto do senhor com ele. Homem de bem, correto e um excelente amigo. Com um abraço, José Farah Júnior Delegado Geral de Polícia do Estado de Minas Gerais (Ap) 

ENTREVISTA DE CARREIRA ALVIM AO "DIÁRIO DIGITAL" DE CAMPO GRANDE-MS


 NO OLHO DO FURACÃO
Editora Neiba Ota
__________________________________________________________________
(continuação)

PERGUNTA: Quais as provas que o senhor encontrou?

RESPOSTA: Gravaram conversa, achando que eu negaria. O perito Ricardo Molina descobriu que foi alterada. A Polícia Federal montou e fez a perícia. Quando eu peguei o laudo, percebi que tive uma conversa com Júnior (genro), dizendo que não dava para pagar a passagem do ministro, disse que era para pagar em dinheiro. Depois, descobri que era uma armação. Como não encontram dinheiro na minha casa, não encontraram nada, deixaram como está. Já se passaram quatro anos e nada. Regueira morreu. Agora torcem para que eu morra e arquiva-se  o processo. Até o procurador-geral da República alterou uma conversa minha com meu assessor. Minha luta é para que apurem isso. Dizem que o tempo corre a favor do réu, mas do réu bandido, porque ele é culpado. Eu não. Quero que julguem logo, porque sou inocente. Não me sujaria por um milhão do jogo do bicho.
____________________________________________________________________

(continua na próxim a semana) 

NOTA: Na época dessa entrevista, haviam se passado 4 (quatro) anos, porque, agora, já são passados 6 (seis), e continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes".