segunda-feira, 19 de março de 2012

CARREIRA ALVIM FALA SOBRE O "FURACÃO" NO PROGRAMA S.O.S VERDADE.

Quem tiver interesse em conhecer os bastidores da "Operação Hurricane" e saber o que está por detrás da trama que as instituições (POLÍCIA FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO E SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) armaram contra Carreira Alvim, para que este não chegasse à presidência do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, entre no site www.programasosverdade.com.br e assista à entrevista. 

ESSA INJUSTIÇA NÃO PODE SER ESQUECIDA.

         "Desembargador Carreira Alvim, o senhor é um grande herói e um verdadeiro vencedor. Admiro seu trabalho. Agradeço pela sua atitude, pois acredito que o povo tem o direito de saber o que aconteceu e o que acontece. Pode ter certeza que tem muita gente que te respeita como um maravilhoso profissional na área do Direito e da justiça. Parabéns! Continua divulgado tudo o que acontece em seu blog, palestras, rádios entre outros. Essa injustiça não pode ser esquecida. Estarei sempre ao seu lado! Vivi."

               NOTA - Mensagem recebida pelo Facebook.

AINDA BEM QUE V. EXª SE POSICIONA EM RELAÇÃO AOS "ABUTRES" E "RAPOSAS".

         " Prezado Professor, boa noite. Tudo bom?
     Vi a sua entrevista no Programa SOS Verdade. Parabéns pela coragem e autenticidade! Esse vídeo tem que ser disseminado pela Internet e enviado a outros meios de comunicação! Já pensou em conceder entrevistas a outras emissoras, como a Band, a Record ou o SBT?
          Estamos juntos na caminhada. Ainda bem que V. Exa. se posiciona, em relação aos "abutres" e "raposas" como se você fosse clara de ovo que sempre vai crescer!! Tenha fé!!
           Estive recentemente na sua terra natal visitando uns parentes meus. Lugar bacana.
           Forte abraço."

NOTA - Mensagem recebida de Marconi Cunha pelo Facebook.

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, MAS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

(continuação)
     "E, na segunda vez em que REGUEIRA esteve no meu gabinete -- nenhuma das vezes teve nada a ver com máquina, com jogo, com nada --, foi me pedir autorização para (...) viajar. Por quê? Porque ele me contou que Vossa Excelência [des.fed. ABEL GOMES], inclusive, tinha deferido várias autorizações para ele viajar, inclusive, às vezes até contrariando a opinião do Ministério Público, que era contra, e que, numa das últimas decisões, havia denegado. Eu nem cheguei a saber por que motivo foi ou não foi denegado. O (...) tinha negócio no exterior e precisava ir não sei aonde porque tinha uma reunião. 
     Eu falei: "REGUEIRA... 'Parece-me que foram duas ou três conversas que tive com ele -- disso eu não me recordo; se ele conversou esse assunto comigo foi no Gabinete. Depois eu o chamei e falei exatamente isto: REGUEIRA, eu pode até dar a liminar para ele viajar, porque, se o passaporte está com ele, se ele está respondnedo a processo, mas tem bens no Brasil, não acredito que ele vá fugir. Veja bem, embora afirmar isso absolutamente eu não posso, mas a presunção é de que não vai haver fuga. Mas eu não vou fazer isso porque eu sou a bola da vez. Eu dei uma decisão sobre bigo [liberação de máquinas] que está controvertida. O Tribunal anula. Se eu der a liminar para o (...), o Presidente cassa. Se o Presidente não cassar, o Tribunal cassa. Então, eu não vou fazer por isso." Ele entendeu e falou assim: "CARREIRA, estão bom!" E foi para Brasília; não sei se ele conseguiu essa autorização em Brasília para ele viajar.
Doutor ABEL GOMES, não teve absolutamente nada a ver com bingo, nem com coisa nenhuma. No dia em que encontrei com esse homem na Polícia Federal, perguntei: "O que você está fazendo aqui?" Eu supunha que fosse alguma coisa liga à decisão, porque eu tinha dado. Não que houvesse motivo, mas, pelo menos, eu tinha dado uma decisão.
     Pensei assi: "Bem, eles estão me prendendo porque eu dei uma decisão favorável". Hoje em dia, em vez de recorrer de decisão de juiz, o normal é denuncia o juiz. O Ministério Público denuncia, para ir para o Tribunal, é prender o juiz, é pedir o afastamento do juiz.
     Quando chegou a esse ponto, eu pensei: "Eu não sei por que estou sendo preso". E, depois, fui saber dessas conversas, que ele teria ido interceder por alguém etc."

(continua na próxima semana)

A PERGUNTA QUE NÃO PODE CALAR: QUEM REALMENTE DEU DECISÕES PARA O FUNCIONAMENTO DE BINGOS NO TRF-2?

     Tendo o procurador-geral da República, ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA, dito na denúncia oferecida contra mim e o desembargador federal Ricardo Regueira, que se formou no Tribunal Regional Federal da 2ª Região uma "quadrilha" para viabilizar o funcionamento do jogo de bingo no Rio de Janeiro, e, não tendo nem eu e nem o Ricardo Regueira, proferido uma decisão sequer sobre "autorização" para funcionamento de bingos, porque o que eu fiz foi conceder três liminares para liberar "máquinas caça-níqueis", apreendidas na marra pela Polícia Federal, onde está o fundamento dessa maldita denúncia, se TODOS OS DESEMBARGADORES QUE DERAM AUTORIZAÇÃO PARA O FUNCIONAMENTO DE JOGOS DE BINGO NO RIO DE JANEIRO CONTINUAM LÁ NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO?
     Por que o Ministério Público e o Ministro Cezar Peluso do STF não têm interesse em apurar, realmente, quem proferiu decisões sobre o jogo de bingo no Rio de Janeiro, conforme denuncio no meu livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", no capítulo "Decisões sobre o funcionamento de bingos no Tribunal"?
     A justiça federal de primeira instância, no processo penal que lá teve curso, continuou batendo nessa mesma tecla, de que teria havido "venda e compra de decisões sobre bingos", antes mesmo que o STF decida se realmente ocorreram os fatos (e, na verdade, não ocorreram) que embasam tanto a denúncia na superior quanto na inferior instância. As "suposições" continuam pairando sobre a "verdade", porque a Justiça, com essa maldita venda nos olhos não consegue enxergar a realidade, para o que seria bastante uma leitura atenta dos autos do inquérito (mas que ela não quer ler).
     Conforme pesquisa que realizei no site do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, são os seguintes os desembargadores que proferiram decisões sobre jogos de bingo, e com base nas quais mandei que as máquinas de caça-níqueis fossem restituídas: Valmir Peçanha, Sergio Schwaitzer, Frederico Gueiros, André Fontes, Guilherme Calmon, Poul Erik, Raldênio Bonifácio, Benedito Gonçalves, Fernando Marques, Reis Friede, Liliane Roriz, Julieta Lunz, Alberto Nogueira e Vera Lúcia Lima (confiram os processos em que essas decisões foram prolatadas no livro do Furacão).

MONTAGEM DE UMA FARSA


(continuação)
O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, boiou tanto na elaboração da denúncia que me deu como integrante de uma quadrilha que autorizava mediante liminares o funcionamento de bingos no Rio de Janeiro e Espírito Santo, sem se dar ao trabalho de ler direito o que constava do inquérito policial, porque eu só mandara liberar máquinas de bingo, e não funcionar bingos.
Foi essa frase grampeada e montada pela Polícia Federal que os grampeadores vazaram para a mídia, tendo o repórter da Rede Globo se apressado em acrescentar à montagem a palavra “minha”, por sua conta, vindo as emissoras de televisão a pôr no ar a frase montada “minha parte em dinheiro, tá?”, que, sobreposta por escrito no vídeo e divulgada concomitantemente com a minha voz, que grande parte do mundo jurídico conhece, passou a impressão de que eu havia dito o que, na verdade, não dissera, mesmo porque a frase montada pela Polícia Federal, constante do seu relatório, era apenas “[...]arte em dinheiro, tá?”.
Essa montagem, irresponsável e criminalmente vazada pela Polícia Federal para a mídia, numa afronta à autoridade que determinara que as buscas e prisões fossem sigilosas, nem a Associação dos Juízes Federais, na época, conseguiu, apesar de insistentemente peticionado ao ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, fazer com que ele fizesse cessar as repetidas divulgações. Isso demonstra que nem sempre o poder para mandar importa na força moral para desmandar.
           Provavelmente a Polícia Federal não encontrou a palavra “minha”, nas conversas que tive com Silvério Júnior, porque, se tivesse encontrado, a teria acrescentado na montagem da maldita frase. 
(continua na próxima semana)

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br 

DO FURACÃO À CARCERAGEM [DA POLÍCIA FEDERAL, NO RIO DE JANEIRO] (parte final)



(cotinuação)
"Consegui, então, ligar para o advogado Sergio Bermudes, contando-lhe o que estava acontecendo – o que, aliás, já era do seu conhecimento –, tendo-me dito ele que nada entendia de Direito penal, e que iria contatar um criminalista e especialista no assunto, para que entrasse em contato com a minha família.
Sem poder certificar-me da autenticidade daquela cópia xerografada, com uma assinatura que “indicava” ser do ministro Cezar Peluso, não tive alternativa senão em consentir que a Polícia Federal, comandada pelo delegado de Santa Catarina, revirasse a minha residência pelo avesso, dando início à busca e apreensão.
Depois da minha soltura, e de novo no Rio de Janeiro, recebi um e-mail de uma ex-aluna minha, que morava em Blumenau, dizendo-me que tinha tomado conhecimento de que um delegado da Polícia Federal de Santa Catarina tinha sido deslocado para o Rio de Janeiro para prender bingueiros, mas que naquele próprio estado o jogo de bingo e caça-níqueis corria solto."

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br