domingo, 6 de novembro de 2011

QUE A ESSA ALTURA NÃO TINHA SEQUER UTILIDADE DE UM PAPEL HIGIÊNICO.

"Isso pode ser constatado nos autos do processo, bastando que alguém saiba ler e queira buscar a verdade; porque, como costumo dizer, “quando o juiz quer, quer, e, quando não quer, não quer”, pouco importando a verdade, as provas e as disposições legais ou constitucionais.
Portanto, pela cronologia do relatório da Polícia Federal e da denúncia, eu teria acertado a quantia de um milhão para conceder a liminar em 12 de julho de 2006, dizendo que queria receber a “minha parte em dinheiro” em 25 de julho de 2006, por uma decisão que já havia proferido em 9 de junho de 2006, um mês antes de todas essas datas, e que já estava suspensa em 13 de junho de 2006, sendo uma pelo presidente do Tribunal e outra pelo relator do processo na Turma. Isso sem falar no almoço no Fratelli em que eu teria me encontrado com bingueiros para acertar pagamento por decisões que já haviam sido dadas sete meses antes, porque o almoço aconteceu em 18 e janeiro de 2007, no ano seguinte.
 Essa matemática criada pela Polícia Federal e por todos os que têm participado do processo, inclusive o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, nem Malba Tahan, aquele que escreveu “O homem que calculava” seria capaz de construir.
                    Não me acovardo em dizer que apenas se os bicheiros fossem burros, seriam capazes de “negociar” uma decisão minha, que há muito já estava suspensa e sem a menor possibilidade de produzir mais qualquer eficácia, e que a essa altura não tinha sequer a utilidade de um papel higiênico."

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão" (Geração Editorial), encontrável em www.bondfaro.com.br).

MINISTROS DO STF QUE JÁ RECEBERAM O "FURACÃO"

O LIVRO "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO" JÁ FOI ENVIADO AOS MINISTROS DO STF: MARCO AURÉLIO, LUIZ FUX, GILMAR MENDES E CEZAR PELUSO

MENSAGEM RECEBIDA DO MINISTRO MARCO AURÉLIO DO STF

"ACEITE SINCEROS AGRADECIMENTOS PELA REMESSA DA OBRA 'OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO'. NA OPORTUNIDADE EM QUE O CUMPRIMENTO, APRESENTO VOTOS DE PLENO E CONTÍNUO ÊXITO PESSOAL E PROFISSIONAL.
MINISTRO MARCO AURÉLIO".

PRAXES DA REPÚBLICA VELHA

"Tudo é muito nebuloso neste país...romper os grilhões das praxes da República Velha tem custado até hoje vidas, honras, liberdades, patrimônios das pessoas que se insurgem contra o continuísmo e que são consideradas pelo olhar dos grupos que dominam o poder como obstáculos aos seus projetos."

(Mensagem recebida de um desembargador estadual).

SOMENTE UM JUDICIÁRIO VERDADEIRAMENTE COMPROMETIDO COM ESSES VALORES UNIVERSAIS TÊM O DIREITO DE REIVINDICAR SALÁRIOS.

"O Poder Judiciário deve buscar novos caminhos para realizar uma jurisdição que realmente possa dar efetividade aos direitos humanos. Somente um Judiciário verdadeiramente comprometido com esses valores universais tem o direito de reivindicar salários. Portanto, o real adversário da magistratura não é o CNJ. É a insensibilidade que tomou conta de suas próprias hostes. Há um longo caminho a ser percorrido: pelo CNJ com a eliminação dos obscenos critérios políticos que plasmam a carreira judicial; e, pelos juízes, na incessante busca de justiça em suas decisões."

(Trecho da entrevista dada pelo juiz federal em S. Paulo, e professor de Direito Constitucional Ali Mazloum)

FIQUEI IMPRESSIONADO COM O QUE FIZERAM COM UM MAGISTRADO.

Boa tarde Doutor Carreira Alvim,
Sou acadêmico da Anhanguera Uniderp e estive na sua palestra. Muito bom saber que existem pessoas como o senhor que não teme expor o lado negro do nosso judiciário e da polícia federal. Fiquei impressionado com o que fizeram com um magistrado e isso me motiva ainda mais a seguir firme em minha caminhada na área jurídica.
Um grande abraço e aproveito para externar minha admiração a sua pessoa e história.
Elio Augusto Junior.

NOTA - Mensagem de um acadêmico da Universidade Anhanguera-UNIDERP de Campo Grande-MS.

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM NO PROCEDIMENTO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, MAS QUE ESTE NÃO LEU.

DESEMBARGADOR FEDERAL CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): Foi [referindo-se à ida de Cezar Peluso ao encontro de Buenos Aires]. Eu achei até que chegou , viu que eu estava lá, deveria ter voltado e não ficado lá. Porque se ele não sabia que éramos nós que estávamos lá para falar sobre a corrupção... O fato é que ele ficou, e isso não importa.
Quando voltamos, quando aconteceu a Operação Furacão, e os Delegados chegaram lá em casa...Aliás, Doutor Abel, chegaram com pastas, malas e mais malas. Sabe o que foram procurar lá em Casa? Isso me mostrou o Delegado -- está escrito aqui -- grandes quantias, par apreender grandes quantias. 
Eles revistaram a minha casa de cima abaixo, abriram todos os meus livros para ver se havia dinheiro dentro. Revistaram o quarto de minha mulher, meia, calcinha. Revistaram tudo. Sabe o que foi encontrado na minha casa? E, olhem que eu não sabia da Operação Furacão, não. Na minha casa, encontraram dois mil dólares da Tetê e cinco mil reais meus. Sabe porquê? Porque três dias antes, eu havia levado, porque nós íamos embarcar para Paris. Isso foi em abril e maio. Eu ia ficar uma semana só, porque eu dou aulas, não posso ficar mais. Eu pedi ao meu monitor para me substituir. Eu ia com ela a Paris. Tanto que cinco mil, naquela época, davam dois mil dólares também. Então, falei a Tetê: 'Dois mil seus e dois mil...., então vamos lá. Então, íamos a Paris.
E eu perguntei ao Delegado... O Delegado ligou para o Élzio e falou com ele assim. Isso eu escutei porque foi na minha frente. "Aqui está escrito que á para apreender grandes quantias, mas aqui na casa do Desembargador só tinha dois mil dolares, que ele disse que é da mulher dele e cinco mil reais dele". "Ah! é para levar também?" E levou meus dois mil dólares e cinco mil reais. Foi o que pegaram."
(Continua na próxima semana)