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sexta-feira, 19 de abril de 2013

EX-MININSTRO CEZAR PELUSO NA TEORIA E NA PRÁTICA


Jornal Valor: Mas, a Justiça pune os seus juízes?
Ministro Peluso: Eu falei, numa das minhas manifestações, no Rio de Janeiro, sobre quantos casos o CNJ puniu. Foram mais ou menos 40 casos, em dois anos. Alguns foram aposentadorias compulsórias; outros foram aplicações de penas de censura. A pergunta é: o que representa, no universo dos juízes, 40 casos? Nós podemos até multiplicar isso. Vamos dizer que hoje, no Brasil, existam 300 casos absolutamente censuráveis de comportamento de magistrados. O que representa isso nesse universo de 20 mil juízes?
 
(continua na próxima semana)
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OBSERVAÇÃO:
Na teoria de do ex-ministro Cezar Peluso, pode até ser assim, mas, na prática, se, nesse universo de juízes, houver a punição de um inocente, como é o meu caso, o CNJ terá cometido, como cometeu, um sacrilégio contra a JUSTIÇA.
Eu não fui punido com a aposentadoria compulsória, por conta das decisões que proferi, mas por ter aceito almoçar com um advogado mineiro, num restaurante da Barra da Tijuca, aonde compareceram pessoas "fotografadas na saída pelos policiais federais", sete (7) meses depois que as decisões que dei tinham sido reformadas e já não valiam mais nada.
O CNJ não ouviu uma testemunha sequer, para saber da verdade dos fatos, confiando em tudo o que disse o delegado ÉLZIO VICENTE DA SILVA, no seu relatório (o mesmo que fez as "armações" contra mim), que o ex-procurador-geral da República, ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA, endossou, e o ex-ministro CEZAR PELUSO aceitou, convencendo o STF a aceitar também.
E quem me censurou por não ter saído do restaurante, quando essas "pessoas suspeitas" apareceram --, as quais eu nem conhecia --,. foi o ministro do STJ, relator do procedimento no CNJ, GILSON DIPP, que foi a um Congresso em Buenos Aires a convite meu, dedicado ao combate à corrupção, e jantou comigo num restaurante da capital portenha, embora soubesse que eu estava sendo investigado sob o comando do STF.
Será que a ética para um desembargador deve ser diferente da ética para um ministro?
Ademais, a Justiça só pune juízes, desembargadores e, até hoje, um ministro do STJ, mas nunca puniu, nem vai punir, nenhum ministro do STF.

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