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sexta-feira, 1 de março de 2013

PODER PARA PRENDER, SEM FORÇA PARA CONTROLAR.


(continuação)
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O fato de ter eu sido preso por determinação de um ministro do Supremo Tribunal Federal gerou no espírito do então presidente da Associação, Fernando Mattos, que convivia comigo no Conselho de Administração do Tribunal, como representante dos juízes, uma presunção de culpa, passando a impressão de que a seu ver o ministro Cezar Peluso estava certo e eu errado; mesmo antes de eu ser julgado.

Se isso acontece na cabeça de um juiz federal, que foi presidente da Associação de Juízes Federais, fico imaginando o que não terá passado na cabeça de tantas pessoas leigas, quando a mídia divulgou que eu estava sendo preso por decisão daquele ministro.

Depois de ter sido preso sem estar ainda condenado, quando muitos condenados nem são presos, e ter passado tudo o que passei, e ainda estou passando, juntamente com a minha família, me lembro da “Oração de Natal de um órfão de guerra”, quando lamenta: “Se os tais de heróis não voltam para casa, será que vale a pena ser herói?
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável nas livrarias SARAIVA, em www.saraiva.com.br, em www.estantevirtual.com.br, em www.bondfaro.com.br e nas melhores livrarias do País.

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