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sábado, 23 de março de 2013

O EX-MINISTRO CEZAR PELUSO NA TEORIA E NA PRÁTICA



(continuação)

Jornal Valor: E mais recentemente o senhor se deparou com casos de irregularidades na Justiça?

Ministro Peluso: Eu fui o relator do inquérito que resultou no recebimento da denúncia contra integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de tribunais do Rio de Janeiro e de Campinas (caso envolvendo supostas vendas de sentenças). Processei durante um ano, sigilosamente. Nem os ministros do STF souberam. Esse caso serviu, depois, como base para a decisão do CNJ, que aposentou compulsoriamente magistrados [entre eles, o então ministro do STJ, Paulo Medina]. O CNJ pegou o inquérito e simplesmente aplicou a pena. Usou a prova do processo que eu presidi. Então, essa conversa de que eu sou contra punir juízes é uma conversa fiada e tem interesses ocultos de querer me inibir de tomar posições que eu acho corretas.

(continua na próxima semana) 

NOTA:

    Essa é a versão TEÓRICA do ex-ministro CEZAR PELUSO, porque, NA PRÁTICA, tudo o que ele processou "durante um ano, sigilosamente", ele permitiu que fosse vazado para que a Rede Globo de Televisão e outras mídias pudessem escancarar pelo País afora, sem ter tido força e nem autoridade para fazer cessar as transmissões circences sobre a OPERAÇÃO FURACÃO, toda ela baseada em suposiçoes e montagens feitas pela Polícia Federal (ÉLZIO VICENTE DA SILVA), mancomunada com o Ministério Público Federal (ex-procurador-Geral da República ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA), sob o comando do então ministro do STF (CEZAR PELUSO). 
    As declarações de Peluso servem para demonstrar que o Conselho Nacional de Justiça não pesquisou nada daquilo por que me condenou, limitando-se às suposições constantes do inquérito policial, que o ex-ministro supos serem verdaeiras; não tendo sequer lido o depoimento que prestei no Rio de Janeiro. 
    Se existe justiça neste País, por certo o Superior Tribunal de Justiça, por onde hoje corre o processo, terá a oportunidade de constatar como o STF foi irresponsável no trato do furacão, que, inclusive, indiretamente provocou a morte prematura do nosso colega, Ricardo Regueira, cuja vida nenhum dos ministros da Suprema Corte do País terá condições de restituir à sua família e aos seus amigos. 
    Felizmente, estou vivo e fortalecido pela minha família, para provar que fomos vítimas de uma trama maquiavélica armada contra nós pela própria justiça, que deveria, por uma questão de dignidade, zelar pela nossa segurança.

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