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domingo, 13 de janeiro de 2013

UMA AMIZADE QUE VAROU O TEMPO: DE UM SÉCULO AO OUTRO.

     Dudú,
     Permita-me tratá-lo como Dudú, que foi como o conheci quando cursava Direito na vetusta casa de Afonso Pena. Ingressei na Faculdade em 1969, sendo portanto sua caloura. Sou irmã de Marly, que foi casada com Paulo Schettino e ambos também foram seus calouros. Você foi advogado da D. Efigênia, mãe do Schettino quando do falecimento do seu marido. Tenho boas lembranças daquele tempo. Via em você estímulo para lutar com as dificuldades que eu e minha irmã enfrentamos para poder vencer porque você também sempre foi um lutador, com  inteligência privilegiada a ponto de atingir com louvor cargos importantes, além de emérito professor  de direito e conferencista de renome. Lembro-me da última vez que estive com você quando participei no Rio de um Congresso Internacional de Criminologia. 
     Como já me apresentei, agora vou comentar sobre o seu calvário. Como todos, tomei conhecimento sobre o assunto por meio da imprensa da maneira mais mórbida como você bem descreve no seu livro “Operação  Hurricane".  Eulina sua colega de turma e minha amiga comentou comigo sobre seu livro e me apressei em obtê-lo. Fiquei estarrecida com o ocorrido principalmente porque sei que você sempre lutou contra injustiças, especialmente quando estava na direção do DAJ com ações judiciais em defesa dos menos favorecidos. Isto sempre foi uma constante em sua vida profissional. Confesso que assustei quando ouvi através da televisão a famigerada gravação porque, como você bem menciona em seu livro, a sua voz é inconfundível. Foi de suma importância o lançamento do livro, oportunidade em que você mostrou a todos nós os fatos como de fato ocorreram com toda a verdade verdadeira. É necessário que você tenha forças para lutar para que a verdade prevaleça e desmascarar os seus algozes para que a justiça prevaleça. Tenho certeza que este dia chegará e você será um vitorioso, com certeza, porque você merece.

    Tenho rezado muito por você para que Deus e Nossa Senhora lhe dê forças para continuar com  sua luta pela VERDADE.

     Na oportunidade desejo um Natal Feliz, de coração aberto, sem mágoas, na certeza que dias melhores virão no próximo ano de 2013. 
     Abs, 
           
     Marlene Nery
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NOTA -  Dudú era como me tratavam, carinhosamente, todos os meus alunos. O DAJ era o Departamento de Assistência Judiciária da Faculdade de Direito da UFMG, onde fui aluno e, depois, professor, e onde convivi com Marlene, então aluna, essa grande amiga, cuja amizade e confiança viraram o século.  Mesmo sem a apresentação feita por ela, eu jamais deixaria de me lembrar de uma amiga desse porte.

                                       

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