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sábado, 8 de dezembro de 2012

QUEM ESQUECE O PASSADO, CONDENA-SE A REPETI-LO

                  (continuação)

"O famoso caso dos irmãos Naves constitui um alerta ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal, para um fato ocorrido no interior de Minas Gerais, no longínquo ano de 1937, muito semelhante aos que envolvem a operação Hurricane, onde as únicas provas existentes contra mim são conversas gravadas, não confiáveis como restou demonstrado pela perícia feita por um dos mais renomados peritos do país, professor Ricardo Molina, da Unicamp.
Espero que o monstruoso erro judiciário de Araguari, mancha inapagável da Justiça brasileira, em todos os tempos, aqui e lá fora, para a qual concorreu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, minha terra natal, não me faça vítima de mais um clamoroso erro judiciário, penalizando quem fez da magistratura uma profissão de fé, por um crime que jamais cometeu; e existente apenas na cabeça da Polícia Federal e do chefe do Ministério Público Federal.
Revendo o filme O caso dos irmãos Naves, verifiquei que, após a descoberta da farsa que os condenou, um jornal da época publicou uma reportagem com o título “Toda uma família levada ao cárcere por crime imaginado pelo delegado”; sendo este também o meu temor, porque eu fora, igualmente, denunciado por um crime imaginado por um delegado federal."
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(continua na próxima semana)

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas boas livrarias do País (inclusive na Argumento).


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