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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONALFEDERAL DA 2ª REGIÃO

(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                Audiência, 16/4/2010
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As outras estão aqui. Há quantias aqui de quinhentos mil, de setecentos mil. Onde estão as nossas?  Onde está a prova da materialidade do crime? 

Aqui, digo o seguinte: O Ministério Público se baseou em dois fundamentos básicos. Primeiro, que me foi oferecido um milhão e, segundo, que esse dinheiro teria sido pago a mim. 

Não conseguiu provar nada disso. 

Quer dizer, ele se baseia -- nós vamos ver aqui na frente - em conversa de bandido. Sabe por quê? Porque nessa conversa que saiu essa história, segundo está registrado no áudio... E eles tentaram de todo jeito ver se conseguiam captar a voz de SILVÉRIO JÚNIOR, porque aí fariam uma montagem. Quer dizer, uma conversa, teria a voz do SILVÉRIO lá. Mas não tinha. Porque ele nem sabia de reunião, não participava de reunião, não mexia com a reunião. Não postulou nada. 

Aliás,por falar em não postular nada, Doutor ABEL, um dia encontrando com o desembargador NEY FONSECA, pergunta para ele isso. Nós estávamos em julgamento aqui, SILVÉRIO pai ocupou a tribuna, eu saí e fiquei ali fora. O desembargador NEY FONSECA chegou para mim -- não foi aqui, não. Foi na sessão - e me perguntou: "O que você está fazendo aqui?" Eu falei assim: "O SILVÉRIO pai está fazendo uma sustentação e o JÚNIOR é namorado da Luciana, da minha filha. Eu não quero participar desse julgamento.

Quer dizer, se tivesse perdido por um voto  -- eles ganharam -, mas tivessem perdido por um voto ... A minha consciência vai até ao ponto ... NEY FONSECA lembra disso até hoje: "Realmente,  teve uni dia que cheguei lá e te perguntei isso.”

Todo o meu perfil, todo o meu passado é de um Juiz que sempre agiu de acordo com a consciência . E, de repente, me vejo transformado, colocado no terceiro nível de uma organização criminosa, dando sentenças, vendendo sentenças. Agora, cadê o dinheiro? Não existe. Essa conversa numa fita, que vamos falar dela daqui apouco, onde há indícios fortes de manipulação... Eu tenho certeza que houve, porque eu não falei, em “minha parte em dinheiro”. Eu não falei isso. E isso aparece porque alguém botou.

O interesse que eu tenho é que se apure quem fez isso. Se tivesse pena de morte, teria que receber uma injeção letal para ir para o inferno, porque é um absurdo uma instituição como a Polícia Federal pegar conversa de um Desembargador para comprometer e montar e manipular informação para fazer aparecer uma frase para incriminar outras pessoas.

Aliás, acho que nem a morte é solução, para esse caso. Não se achou dinheiro nenhum. Prova do crime e materialidade não existem.E a palavra dos bandidos para isso vale. Quer dizer, para incriminar CARREIRA AL VIM, apesar de a perícia ser duvidosa ... Agora, quem falou um milhão lá no fundo? Foram as pessoas que estavam lá, que não eram nem eu, nem JÚNIOR, nem RICARDO REGUEIRA. Quem era? Isso, só Deus sabe.

Do jeito que houve manipulação, pode ter havido manipulação lá e pode ter havido manipulação fora. Hoje, eu não acredito -- nisso, eu consegui ser cético -- nessas coisas espetaculosas que acontecem por aí. Eu não acredito em mais nada. Como eu fui vítima de uma...
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