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domingo, 3 de junho de 2012

O FURACÃO NA "JUSTIÇA EM FOCO" NA TV JUSTIÇA


Editor: Ronaldo Nóbrega

 (continuação)

     Pergunta: Peluso fez o que quis, só por que quis? O que aconteceu na Argentina que não foi contado?  

     Carreira Alvim: O ministro Cezar Peluso fez o papel de um “inocente útil”, pois a então deputada Marina Maggessi disse na “CPI das Escutas Clandestinas” que lhe pediu uma audiência, foi ao gabinete dele, e lhe disse que ele estava sendo manipulado pela Polícia Federal; mas, infelizmente, ele não acreditou e decidiu me prender sem se inteirar realmente dos fatos, como ocorreram realmente. Para a versão da Polícia Federal e do Ministério Público Federal ter um mínimo sentido, teria sido preciso que “o relógio do tempo corresse para trás”. 
     No encontro jurídico na Argentina não aconteceu nada além do que foi contado no livro, tendo eu estranhado que o ministro Peluso viesse me evitando, pois onde eu estava, ele não chegava, e onde eu chegava ele se retirava; o que só vim a saber quando fui preso no Rio de Janeiro, que ele havia decretado a minha prisão (apesar de não me ter sido exibido nenhum mandado na ocasião da prisão), e que tinha autorizado grampos no meu gabinete na Vice-Presidência do TRF-2, e embarcado para Buenos Aires para participar de um Curso sobre “Os desafios da corrupção”, organizado por um órgão da ONU, sob a coordenação de Carreira Alvim, o desembargador que ele supunha envolvido com a corrupção do jogo. 
   Eu realmente vou morrer indignado com a justiça, porque o mesmo ministro que acreditou nas aleivosias do Ministério Público e da Polícia Federal foi quem me denunciou perante o STF, e, pela Constituição, o órgão acusador não pode ser o mesmo órgão investigador. Se isso foi feito com um desembargador, imagine você o que não estarão fazendo com os cidadãos neste País.
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(continua na próxima semana)

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