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domingo, 10 de junho de 2012

JORNALISMO ÉTICO AINDA EXISTE



(continuação)

"Diz o jornalista que o então ministro da Justiça Tarso Genro, a quem estava subordinada a Polícia Federal, continuava fingindo que a “inquietação” do presidente da República não era com ele; e a Polícia Federal permanecia fazendo seus shows para a televisão. 
 
Para Marcelo Medeiros, não existe o mínimo de respeito a quem sequer foi julgado, pois um preso não pode ser fotografado nem filmado, pois a fotografia ou filmagem só pode ser feita se ele quiser.
 
Sem falar expressamente nos “vazamentos” da polícia para a mídia, registra que a divulgação de fitas ilegais é crime e vem sendo feita constantemente.
 
Registra, também, o jornalista que as pessoas são algemadas toda vez que são transportadas de um lado para outro, mesmo que não ofereçam risco; e até mesmo os que se apresentam espontaneamente à autoridade policial são algemados. É a chamada “pena de algemas” que existe na lei, mas é aplicada arbitrária e ilegalmente, para aviltar o investigado perante o telespectador. 
 
É exatamente isto, pois, quando da minha prisão temporária, os policiais federais colocaram algemas em todos os conduzidos para Brasília, inclusive em mim e no saudoso desembargador federal Ricardo Regueira, e, quando invoquei as prerrogativas da função, me disseram os federais que aquela medida nada tinha com a minha função, sendo uma simples medida “operacional”. 

(continua na próxima semana)
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 Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANDE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br

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