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domingo, 11 de março de 2012

DO FURACÃO À CARCERAGEM [DA POLÍCIA FEDERAL, NO RIO RIO DE JANEIRO]


(continuação)
"Vou morrer sem entender porque, sendo eu um magistrado que nenhum risco podia oferecer à segurança pública, e muito menos às investigações feitas contra mim, tive que ser acordado às 5 horas da manhã, com um contingente de policiais federais armados até os dentes, pondo em risco a integridade física e mental da minha família, quando bastaria ao ministro Cezar Peluso determinar-me que me apresentasse a ele, ou me considerasse detido na minha residência até se ultimasse a busca e apreensão ou se complementassem as diligências por ele determinadas.
O que primeiro me ocorreu, naquele momento, foi ligar para o ministro Carlos Velloso, já aposentado, meu amigo desde os meus tempos de estudante, meu padrinho de casamento, e que poderia me ajudar a esclarecer o que estaria ocorrendo, já que morava em Brasília e, por certo, teria o telefone do ministro Cezar Peluso, mas, para minha desventura ele estava viajando.
Lembrei-me, então, de ligar para outro amigo, o saudoso ministro Peçanha Martins, então vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, para me ajudar a certificar a autenticidade da ordem, mas ele me disse que não tinha o telefone do colega do Supremo Tribunal Federal, retornando-me, depois, a ligação, para me dizer que o ministro Cezar Peluso tinha viajado para São Paulo." 
(continua na próxima semana)
            Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br e em  www.bondfaro.com.br.

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