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domingo, 30 de outubro de 2011

O QUE O JUIZ PRECISA TER É AUTORIDADE E NÃO PODER.

"A autoridade precisa saber que está juiz, e não é juiz. O mandato se perde", afirma.
O magistrado pode até resistir em deixar o cargo, explica, mas esse dia vai chegar mais cedo ou mais tarde até porque existe um mecanismo legal para "expelir" os resistentes, chamado "expulsória". "Quando completa 70 anos, ele entrega a toga, coloca pijamas e vai para casa", completa o magistrado.
Também argumenta que as autoridades não têm o poder que elas acreditam ter. A força é da lei, que as autoridades precisam respeitar.
(Trecho extraído de entrevista concedida à FOLHA, sobre o comportamento de juízes).

NOTA - Esta entrevista me lembra uma palestra que fiz para juízes federais em Goiânia, quando, ao final, fui interpelado por um jovem juiz federal que me disse; "Desembargador! Se as idéias do senhor vingarem, nós, juízes federais, perderemos todo o nosso poder".
Fiquei tão pasmo em ver que esse era o pensamento de um juiz federal ainda jovem, que retruquei-lhe instintivamente: "Excelência. Se V. Exª fez concurso para juiz federal para ter poder, errou o alvo, porque deveria ter feito concurso para rei ou imperador. E sabe por que? Porque o juiz não precisa de poder, se ele souber exercer a sua autoridade". Ele simplesmente enguliu em seco, e retirou-se.

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