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domingo, 11 de setembro de 2011

PELUSO RECOMENDA O APAGÃO DA MEMÓRIA (DA JUSTIÇA).

ELIO GASPARI ESCREVE EM EDITORIAL "PELUSO RECOMENDOU O APAGÃO DA MEMÓRIA" (DA JUSTIÇA).
O presidente do Conselho Nacional de Justiça, Cezar Peluso, baixou a recomendação n. 37, orientando os tribunais do País a preservarem seus documentos, tudo muito bonito até que se chega ao item XX que diz: "Será preservada uma amostra estatística representativa do universo dos documentos e processos administrativos e dos autos judiciais findos destinados à eliminação. Numa palavra: destruição. Reapareceu o apagão que há anos ameaça a memória do Judiciário. Segundo Gaspari, esse critério já queimou milhões de processos, entre eles o que tratou da indenização de um jovem metalúrgico que, em 1959, deixou o dedo mínimo da mão esquerda debaixo de uma prensa. Que valor teria o caso banal de um pernambucano miserável? Era o processo do dedo de lula.

OBS: Notícia veiculada no O Globo, primeiro caderno, pág. 12, recomendando sua leitura pelo inusitado da medida.
Esta notícia e este ato de Peluso me trouxe à memória a lembrança de que, por este critério, a Justiça se livrará em pouco tempo do processo penal do Furacão, em que o Des. Ricardo Regueira foi vítima de uma ignominiosa trama urdida pela Polícia Federal, com o patrocínio do Ministério Público Federal e sob a batuta do Supremo Tribunal Federal, através de Peluso, e que acabou matando-o, quando essas instituições, em qualquer país sério do mundo, zelam pela preservação da vida dos seus juízes. Esse procedimento apagará também da memória do Judiciário a injustiça que esse mesmo tribunal fez contra mim, acusando-me, com base na mesma trama, de haver negociado liminares, quando o que fiz foi não me acovardar, como, aliás, se acovardam os tribunais superiores, diante de muitas decisões polêmicas.
Lembro-me de que, quando era Vice-Presidente do TRF-2, que o STJ deu muitas liminares em recursos futuros, em cautelares, mesmo quando os processos ainda não haviam subido àquele tribunal; mas, quando se tratava de decisões polêmicas, como as que pediam a liberaçãode máquinas de caça-níqueis (não o funcionamento de bingos, como entendeu Peluso), diziam os senhores ministros que a competência era do Vice-Presidente do TRF-2, porque a parte ainda não havia esgotado a instância, ou seja, mandavam a batata para as mãos de Carreira Alvim, que, por tê-las descascado corajosamente acabou no olho de um maldito e montado furacão. Conto essa história no meu livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", que pode ser encontrado on line www.bondfaro.com.br

VAMOS ENFIM APAGAR AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA.

Um comentário:

  1. Acho q o min. césar peluso não quer apagar as "injustiças da justiça", mas as que ele próprio cometeu. Talvez, seja essa a forma, encontrada por ele, para tentar apagar de sua memória a "Operação Hurricane", que deve, ainda hoje, estar povoando e assombrando suas noites de insônia. Só se esqueceu de que apagar os processos admnistrativos não vai apagar o que está escrito para a eternidade!!!

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