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domingo, 7 de agosto de 2011

MINISTRO LEVANDOWSKI CONTA UM CONTO E AUMENTA VÁRIOS PONTOS

No seu voto, o ministro Gilson Dipp faz questão de transcrever trechos do voto do ministro Ricardo Levandowski, que eu supunha um amigo, que me conhece também há décadas, fizemos um curso na França juntos, na Escola Nacional de Magistratura Francesa, jantei na sua casa quando estive participando de evento em São Paulo, e confesso que foi difícil para mim acreditar, quando ouvi ele dizendo por ocasião do julgamento que existiam eventos bastante substanciosos nos autos de que eu teria tido encontros com vários agentes diretamente favorecidos com minhas decisões, a exemplo de Jaime Garcia e José Renato, em “restaurantes”, em “casas de bingo”, “residências” e “até na praia”, e que meu genro teria intermediado valores para obter decisões judiciais espúrias.  Nesse voto, disse o ministro Levandowski que, até pela frequência dos contatos, pela permanência, pela projeção no tempo dessas ligações, o delito de quadrilha, em tese, estaria configurado. Disse também que os autos noticiam indícios fortes de corrução passiva, que, para quem não sabe, significa exigir vantagem indevida no exercício da função.
Quando a versão do fato passou do ministro Cezar Peluso para o ministro Ricardo Levandowski, os encontros se ampliaram, porque este último ministro já fala em “encontros” no plural, meus com os bingueiros, o mesmo acontecendo com as casas de bingo e residências, tudo no plural, quando essa versão tipo Agatha Christie vem desmentida pelos próprios autos do inquérito, onde foi registrado o que realmente houve, que foi um almoço, cuja motivação foi devidamente contada na Parte 8 deste livro, no capítulo “Almoço que acabou indigesto”. (Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão (Geração Editorial), à venda pela internet).

OBS: Este almoço foi no ano de 2007 (janeiro), mais de seis meses depois que as decisões sobre a liberação de máquinas eletrônicas tinham sido cassadas; além do que eu nem sabia que o anfitrião (Castellar Guimarães) tinha convidado outras pessoas para almoçar. Isso mostra que não foram apenas os ministros Gilson Dipp (STJ) e Cezar Peluso (STF) que não leram os autos, porque o ministro RICARDO LEVANDOWSKI também não leu (e ainda aumentou).

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