OPERAÇÃO HURRICANE, DEFLAGRADA PELA POLICIA FEDERAL, JUNTAMENTE COM O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARA DESMORALIZAR UM JUIZ E IMPEDI-LO DE CHEGAR A PRESIDENCIA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
UMA DECISÃO EM RIMAS
Atribui-se a um juiz da comarca de Varginha (MG), a concessão de liberdade provisória a um preso em flagrante por ter furtado duas galinhas, numa decisão em rimas, o que é perfeitamente admitido, desde que o juiz tenha veia poética.
"No dia cinco de outubro
Do ano
ainda fluente
Em Carmo
da Cachoeira
Terra de
boa gente
Ocorreu
um fato inédito
Que me
deixou descontente.
O jovem
Alceu da Costa
Conhecido
por "Rolinha"
Aproveitando a madrugada
Resolveu
sair da linha
Subtraindo de outrem
Duas
saborosas galinhas.
Apanhando
um saco plástico
Que ali
mesmo encontrou
O agente
muito esperto
Escondeu
o que furtou
Deixando
o local do crime
Da
maneira como entrou.
O senhor
Gabriel Osório
Homem de
muito tato
Notando
que havia sido
A vítima
do grave ato
Procurou
a autoridade
Para
relatar-lhe o fato.
Ante a
notícia do crime
A polícia
diligente
Tomou as
dores de Osório
E formou
seu contingente
Um cabo e
dois soldados
E quem
sabe até um tenente.
Assim é
que o aparato
Da
Polícia Militar
Atendendo
a ordem expressa
Do delegado
titular
Não
pensou em outra coisa
Senão em
capturar.
E depois
de algum trabalho
O larápio
foi encontrado
Num bar
foi capturado
Não
esboçou reação
Sendo
conduzido então
À frente
do Delegado.
Perguntado pelo furto
Que havia
cometido
Respondeu
Alceu da Costa
Bastante
extrovertido
Desde
quando furto é crime
Neste
Brasil de bandidos?
Ante tão
forte argumento
Calou-se
o delegado
Mas por
dever do seu cargo
O
flagrante foi lavrado
Recolhendo à cadeia
Aquele
pobre coitado.
E hoje
passado um mês
De
ocorrida a prisão
Chega-me
às mãos o inquérito
Que me
parte o coração
Solto ou
deixo preso
Esse
mísero ladrão?
Soltá-lo
é decisão
Que a
nossa lei refuta
Pois
todos sabem que a lei
É pra pobre, preto e puta...
Por isso
peço a Deus
Que
norteie minha conduta.
É muito
justa a lição
Do pai
destas Alterosas.
Não deve
ficar na prisão
Quem
furtou duas penosas,
Se lá
também não estão presos
Pessoas
bem mais charmosas.
Afinal
não é tão grave
Aquilo
que Alceu fez
Pois
nunca foi do governo
Nem
sequestrou o Martinez
E muito
menos do gás
Participou alguma vez.
Desta
forma é que concedo
A esse
homem da simplória
Com base
no CPP
Liberdade
provisória
Para que
volte para casa
E passe a
viver na glória.
Se virar
homem honesto
E sair
dessa sua trilha
Permaneça
em Cachoeira
Ao lado
de sua família
Devendo,
se ao contrário,
Mudar-se
para Brasília!"
DITADOS POPULARES ERRADOS
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão - Correto: Batatinha quando nasce, espalha ramas pelo chão.
Quem tem boca vai a Roma - Correto: Quem tem boca vaia Roma.
Cara do pai, cuspido e escarrado - Correto: Cara do pai esculpido em (mármore de) Carrara.
Quem não tem cão, caça com gato - Correto: Quem não tem cão, caça como gato (sozinho).
Cor de burro quando foge - Correto: Corro de burro, quando foge.
VOCÊ SABIA?
O primeiro afrodescendente a integrar o Supremo Tribunal Federal foi PEDRO LESSA, jurista, professor da Universidade de São Paulo, magistrado e político, nos idos de 1907, e não o ministro Joaquim Barbosa como muitos imaginam.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi fundada em 1930, quase um século depois do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), criado em 1843.
Os afrodescendentes que chegaram a ministros do STF são todos mineiros, tendo Pedro Lessa nascido na cidade de Serro, Hermenegildo de Barros na cidade de Januária e Joaquim Barbosa na cidade de Paracatu.
Os afrodescendentes que chegaram a ministros do STF são todos mineiros, tendo Pedro Lessa nascido na cidade de Serro, Hermenegildo de Barros na cidade de Januária e Joaquim Barbosa na cidade de Paracatu.
ANULADA MAIS UMA ARMAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL
O Superior Tribunal de Justiça anulou o processo contra diretores da Casa e Vídeo, a rede varejista que foi alvo da OPERAÇÃO NEGÓCIO DA CHINA, da Polícia Federal, em 2008. Eram acusados de contrabando e lavagem de dinheiro.
ENTREVISTA SOBRE O FURACÃO
(Continuação)
FATO NOTÓRIO: O senhor teme pela sua vida após a publicação do livro “Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão”?
FATO NOTÓRIO: O senhor teme pela sua vida após a publicação do livro “Operação Hurricane – um juiz no olho do furacão”?
CARREIRA ALVIM: Eu não posso temer em contar a verdade do que aconteceu, para que as instituições brasileiras, inclusive o Supremo Tribunal Federal, que é (ou deveria ser) a verdadeira fortaleza do cidadão, e também dos juízes, quando acusados, retornem aos trilhos da legalidade institucional. Se alguma coisa me acontecer, ou à minha família, não é difícil saber quem foi, porque só pode ser algum dos personagens do meu livro, que não tiveram como explicar seus atos.
FATO NOTÓRIO: O senhor afirma que a
denúncia não se sustenta. Poderia apontar alguns dos equívocos da denúncia
aceitos pelo ministro Cezar Peluso?
CARREIRA ALVIM: Foram vários os equívocos cometidos
pela denúncia, e que não teriam ocorrido se tivessem o denunciante e o ministro
Cezar Peluso feito uma leitura atenta do que se contém no inquérito policial
“montado” pela Polícia Federal.
A frase “minha parte em dinheiro” nunca existiu, tendo a perícia realizada pelo perito professor Ricardo Molina, da Universidade de Campinas, comprovado que houve manipulação das conversas pela polícia federal; porque na verdade os vocábulos “parte” e “em dinheiro” foram cortadas de uma conversa minha com meu genro sobre a viagem para o congresso de Buenos Aires, ao qual compareceram, inclusive, os ministros Cezar Peluso, que relatou a minha denúncia no STF, e o ministro Gilson Dipp, do STJ, que relatou a minha aposentadoria compulsória no Conselho Nacional de Justiça.
A frase “minha parte em dinheiro” nunca existiu, tendo a perícia realizada pelo perito professor Ricardo Molina, da Universidade de Campinas, comprovado que houve manipulação das conversas pela polícia federal; porque na verdade os vocábulos “parte” e “em dinheiro” foram cortadas de uma conversa minha com meu genro sobre a viagem para o congresso de Buenos Aires, ao qual compareceram, inclusive, os ministros Cezar Peluso, que relatou a minha denúncia no STF, e o ministro Gilson Dipp, do STJ, que relatou a minha aposentadoria compulsória no Conselho Nacional de Justiça.
FATO NOTÓRIO: Por fim, o senhor crê na
“Justiça”?
CARREIRA ALVIM: Eu fui a maior vítima que a justiça
poderia ter feito neste País, porque, mesmo antes de ser julgado, sei, pela
minha consciência de juiz, que não fiz nada daquilo que a denúncia me atribuiu.
Aliás, o procurador-geral da República, que é o chefe da instituição chega ao
absurdo de dizer, na denúncia, que se formara no Rio de Janeiro, uma quadrilha
para viabilizar o jogo de bingo no Rio de Janeiro e Espírito Santo; mas ele
sequer se deu ao trabalho de verificar o que realmente constava do inquérito,
que já era em si mesmo uma “armação”, porque eu e o desembargador Ricardo
Regueira, morto em virtude do furacão, nunca demos liminar para “autorizar
jogos de bingo”, decisões estas que foram dadas por inúmeros desembargadores
que ainda estão lá no TRF-2. Eu dei liminar para liberar máquinas de bingos, e,
mesmo assim, porque estes bingos estavam funcionando por decisões proferidas
por esses outros desembargadores; mas eu e o desembargador Ricardo Regueira é
que acabamos no olho do furacão.
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