domingo, 16 de junho de 2013

O FURACÃO NO EXTERIOR

Na semana que passou o blog do furacão foi acessado, dentre outros países, nos EUA, em Portugal, Rússia, Ucrânia, Japão, Espanha, Butão, Alemanha e Malásia.
É a in(justiça) brasileira cruzando as nossas fronteiras.

FURACÃO EM TIMES SQUARE

 
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VOCÊ SABIA?

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café 'A Brasileira', em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até às duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo". Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

MELHORANDO O TÍTULO ORIGINAL: "QUANDO O JUIZ QUER QUER E QUANDO NÃO QUER NÃO QUER".

Autoria de Ilimar Franco, em Panorama Político (O Globo de 9.6.13), sob o título LETRA MORTA.
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O TSE liquidou com a lei da fidelidade partidária. Desde 2007, o tribunal recebeu 51 casos de deputados federais e 3 senadores que mudaram de partido. Das 51 ações, 39 delas foram arquivadas, beneficiando o parlamentar infiel. No caso dos senadores, todos saíram ganhando, mantendo seus mandatos. Estão tramitando no TSE outras 12 ações de deputados, sem prazo para conclusão. Apenas um deputado até hoje teve o mandato cassado pelo tribunal por infidelidade partidária. Foi Walter Brito (PB), que trocou o DEM pelo PRF. A fidelidade virou lei a partir de resposta do TSE à consulta do DEM.
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Conclusão: "Todos os bichos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros" (George Orwell).

TUMA JR. CONTA COMO MINISTROS DO STF FORAM GRAMPEADOS PELA POLÍCIA FEDERAL

Por Pedro Canário
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(continuação) 
Ao iniciar a investigação, no início de novembro de 2008, entrei em contato através do agente Fraga com o delegado William, presidente do inquérito policial que apurava o crime.
Dias após, o agente Fraga recebeu uma ordem de missão para comparecer em Brasília, onde se reuniu com o delegado e o informou que o levantamento estava sendo feito, tendo recebido sinal verde para continuar a operação.
Nessa mesma época, comuniquei pessoalmente ao então superintendente da PF no RJ, delegado Angelo Gioia, a respeito da investigação que realizava com o conhecimento da direção geral.
Posteriormente prestei declarações dos autos do inquérito, tendo inclusive passado por acareação com o presidente do Sindicato, agente Telmo, o qual na ocasião negou o fato e alegou que eu estava mentindo.
Não bastasse esse fato, Telmo, imediatamente após ter sido informado por mim de que o assunto estava sendo levado oficialmente às esferas superiores, convocou o delegado Protógenes para alertá-lo a respeito. Protógenes veio ao Rio de Janeiro e se reuniu com Telmo na sede do Sindicato dos Policiais Federais.
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(continua na próxima semana)

MORRE UMA DAS VÍTIMAS DO FURACÃO


"Em todo acontecimento tem alguém que se destaca, e no Tribunal não havia alguém que se destacava no seu relacionamento com as pessoas mais que o desembargador Ricardo Regueira, que não era apenas um magistrado, mas verdadeiro “fazedor de justiça” dos mais justos que já conheci.
Aonde quer chegasse, o desembargador se transformava no centro das atenções, não tendo sido diferente na carceragem, onde todos do grupo queriam conversar com ele, qualquer que fosse o assunto.
 Lembro-me bem de que mais de uma vez dormi embalado pelas suas conversas com o empresário Júlio Guimarães e o delegado federal Carlos Pereira, seus mais frequentes interlocutores; papo esse que muitas vezes era tão interessante que eu me esforçava para não dormir, mas acabava dormindo.
A empatia irradiada pelo desembargador Ricardo Regueira não era apenas interna, com os demais presos, mas externa também, com os próprios carcereiros, pois assim que chegamos, se alguém pretendesse alguma coisa, um pedido do desembargador ao carcereiro era quase uma ordem."
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável nas livrarias SARAIVA, e em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br e nas livrarias de todo o País.

sábado, 8 de junho de 2013

O LADO OBSCURO DA PEC-37 NA VISÃO DE UM JURISTA

O professor IVES GANDRA fala sobre o lado obscuro da PEC-37, aquela que confere poderes de investigação ao Ministério Público.
Para visualizar a palestra clique no linque: http://www.youtube.com/watch?v=l3IPmfRxu7M
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NOTA: Particularmente, sou contra porque fui vítima da instituição do Ministério Público Federal, ao qual pertenci como Procurador da República, antes de me tornar juiz federal, e que, mancomunado com a Polícia Federal fez da minha vida e da minha família um inferno.
Para se ter uma idéia, o ex-procurador-geral da República ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA, o chefe supremo do Ministério Público, falseou uma conversa minha com um meu assessor, no Gabinete da Vice-Presidência do TRF-2, para fazer supor ao ministro do STF (hoje aposentado) CEZAR PELUSO que eu estava conversando com "advogado de bingo", negociando a concessão de liminar. Isso, sem falar noutras "montagens" feitas na denúncia apresentada contra mim, num ingente esforço para me incriminar, porque na verdade as provas não existiam.
Ora, se o chefe do Ministério Público faz isso para incriminar um juiz, o que não estarão fazendo os seus comandados em todos os juízos em que atuam?
Eu mato a cobra e mostro o pau: digo que sou contra e o porquê.